GESTÃO DO CONHECIMENTO

Um futuro diferente do passado.

PLANEJAR E DECIDIR EFICAZMENTE

20 20UTC abril 20UTC 2009

 

Planejar e decidir eficazmente são qualificações básicas que devem ser desenvolvidas em todos os níveis da organização e não somente em escalões superiores.
 
Habitualmente planejar e decidir são vistos como processos inerentes à cúpula das empresas. Nessa visão, cabe ao restante da organização apenas a execução do que é planejado e decidido pela alta administração.
 
Essa é uma visão enganosa, pois na verdade todos os membros da organização planejam e decidem em seu dia-a-dia.
 
A atividade de planejar na organização, que transcende ao planejamento formal com base em análise competitiva, de portfólio etc., pode ser vista como um “estado de espírito”, em que todos procuram trabalhar antecipadamente tudo que é relevante à empresa, visando a assegurar uma execução precisa/eficaz.
 
O processo decisório também é algo que envolve todos os cargos.
 
Mesmo aqueles mais voltados à execução envolvem aspectos que requerem tomada de decisão:
 
·        levar ou não um problema à cúpula,
·        responder a uma pergunta ou afirmar que não sabe,
·        investir ou não mais tempo em determinado assunto,
·        prometer ou não alguma data,
·        trocar ou não um produto,
·        conceder ou não um desconto.
 
Essas são decisões que, inadequadamente tomadas, podem significar perdas e problemas para a empresa.
 
A busca de maior refinamento dos processos de planejar e decidir exige atenção a detalhes sutis, que normalmente fogem à percepção das pessoas.
 
Um desses detalhes é a diferenciação entre processos individuais e grupais.
 
Nos processos individuais é importante atentar a tópicos como:
 
  • personalidade e disposição a assumir riscos, paciência,
  • superação da ansiedade e da tendência à superficialidade,
  • concentração,
  • busca de excelência,
  • motivação,
  • criatividade,
  • assertividade,
  • objetividade,
  • capacidade de raciocínio,
  • domínio de técnicas de pesquisa/análise,
  • lógica de decisão,
  • conhecimentos técnicos etc.
 
Nos processos grupais é preciso atentar adicionalmente a outros aspectos como:
 
·        habilidades interpessoais envolvendo capacidade de ouvir,
·        expressar-se com clareza e objetividade,
·        atitudes e posturas positivas,
·        habilidade de coordenar reuniões,
·        técnicas de trabalho em grupo,
·        gerência de conflitos,
·        técnicas de negociação,
·        administração de processo e outros.
 
Essas são sutilezas relevantes, mas que paradoxalmente recebem pouca atenção, mesmo nos níveis mais altos da estrutura.
 
São fatores-chave para o refinamento do planejamento e do processo decisório na empresa como um todo, algo dentro de uma tendência à descentralização e crescente autonomia de ação dos colaboradores em todos os níveis da empresa.

Veja o que disse o seu Presidente.

13 13UTC abril 13UTC 2009

‘Precisamos facilitar a venda de carros, porque tem muita gente precisando de carro’,

 

No programa semanal de rádio “Café com o Presidente” desta segunda-feira (13), Lula afirmou que o governo tem se esforçado para fortalecer o mercado interno a fim de suprir as deficiências causadas pela crise financeira internacional. Entre as medidas está, segundo o presidente, facilitar a venda de carros.


“Aqui no Brasil, diferentemente dos Estados Unidos, ou diferentemente da Europa, a maioria do povo não tem carro, portanto nós precisamos facilitar a venda porque tem muita gente precisando de carro”, disse.


Sobre a decisão anunciada em março de prorrogar a redução do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) para carros novos por mais três meses, Lula disse que ela foi tomada com a consciência da importância da cadeia produtiva automobilística para o país.


“Ela (cadeia produtiva) representa aproximadamente de 24% a 25 % do PIB industrial brasileiro. Mas não é apenas isso, nós também tomamos medidas para fazer com que os bancos pequenos voltassem a fazer crédito e isso ajuda também ao comércio, ao capital de giro da pequena e média empresa”, afirmou.


Moradia

Lula falou também falou a respeito do programa “Minha Casa, Minha Vida”, que começa a cadastrar nesta segunda-feira (13) interessados no projeto que viabiliza a construção de 1 milhão de moradias para famílias com renda de até 10 salários míninos. Para o presidente, o programa “suntuoso” e “arrojado” também irá ajudar a gerar emprego em tempos de crise.


“Esse desafio que vai permitir que todos nós nos aperfeiçoemos; que todos nós amadureçamos muito mais para que a gente possa dar respostas em primeiro lugar, ao déficit habitacional. Em segundo, à geração de empregos que tanto precisamos para suprir o desemprego causado pela crise econômica mundial”.

Tenho a certeza que ele, o Presidente, acredita que somos todos inconseqüentes, alienados, oportunistas, dançamos conforme a música, adoramos o poder, superficiais, não autênticos, usamos as éticas próprias, consideramos lucro como objetivo-fim, não temos compromisso com a coerência, temos medo dos conflitos e somos medíocres.

Que Deus te dê em dobro tudo que tens nos desejado senhor Presidente!

 

“O Sistema Financeiro Essencial”

5 05UTC abril 05UTC 2009

…a abolição da uniformidade burocrática.


Atribuímos aos homens da era precedente, uma soberania sobre-humana e achamos, até por conveniência que, o que fizeram estava acima de emendas. Então, a própria natureza das coisas das quais somos partícipes, vem e nos força a rever.

A crise que se instalou no planeta trouxe em seu bojo a obsolescência de muitos sistemas de hoje. Não foi um segredo que tenhamos descoberto. Nem tampouco uma doença exclusiva, desse ou daquela Organização. Mas, mostrou-nos a fragilidade das economias, das políticas, das finanças, das leis do chamado “Mundo Fundamental”.

O sistema financeiro principalmente, que serviu tão bem a alguns por tanto tempo, precisa agora, por seu turno, morrer e ser substituído. Não com espírito amargo e dogmático, não em um súbito espasmo impulsivo, mas por meio da mais ampla e pacífica participação política.

O fato é que, criar um “Sistema Financeiro Essencial” por sobre os escombros de instituições criadas como fundamentais, e que tentam desesperadamente manter o que já terminou, implica em um projeto de “Abolição da Uniformidade Burocrática”.

Estruturas relativamente padronizadas darão lugar a sistemas orgânicos, equipes de projetos ad-hoc, centros de desenvolvimento de conhecimento essencial integrados, para o desenvolvimento do planeta além das fronteiras nacionais.

O mercado mundial que foi absorvido e incorporado na medida em que permitiu a própria sobrevivência do sistema financeiro, não se trata de economia de mercado capitalista, e sim de um "setor privado" estritamente regulado e manietado, sujeito a altas cargas tributárias e uma miríade infernal de regulamentos, licenças, subsídios, que são incompatíveis com a liberdade econômica e a dignidade humana. E, um "setor público" gigantesco, tentacular, parasitário, que alimenta seu furor esbanjador confiscando a riqueza produzida no "setor privado".

Uma vez que os mercados mudam constantemente, a posição será menos importante do que a flexibilidade e a capacidade de manobra. Então, teremos um novo paradigma financeiro emergente.

 

                                         PARADIGMA  FINANCEIRO  EMERGENTE

PREMISSAS DO ANTIGO PARADIGMA:        PREMISSAS DO NOVO PARADIGMA:

Explorador                                                         - Ecológico

Consumista                                                      - Consumo apropriado

Competição                                                      - Cooperação

Soluções de curto prazo                                - Soluções de longo prazo

Uma moeda de câmbio                                - Todas as moedas de câmbio

Normas e Procedimentos                            - Padrões

Mecanicista                                                     - Orgânico

Estabilidade                                                    - Mudança

Hierarquia burocrática                                  - Consenso na visão do todo

 

 

 

 

Sabemos que as leis e as instituições precisam andar de mãos dadas com o progresso da mente humana. E, novas descobertas são feitas, novas verdades são reveladas, as maneiras e as opiniões mudam, com a mudança de circunstâncias e, as instituições também têm de avançar e acompanhar o passo dos tempos.

Esse novo sistema, embora ainda não tenha sido completado, representa a mais importante mudança isolada na economia global desde a disseminação de fábricas provocada pela revolução industrial.

Infelizmente, grande parte do pensamento econômico não acompanhou esse passo à frente e vem lutando com todas as forças para manter posições de poder a qualquer custo. Mas uma coisa é insofismável, é o conhecimento essencial que aciona a economia, não a economia que aciona o conhecimento essencial.

As sociedades, entretanto, não são máquinas e muito menos bolsas de pseudo-valôres com seus bancos financiadores e muito menos seus computadores. Elas não podem ser meramente reduzidas a hardware e software, base e superestrutura.

Um modelo mais pertinente as retrataria como organismos consistindo em muitos elementos, todos interligados a circuitos de feedback imensamente complexos e em constante processo de modificação.

À medida que a complexidade aumenta, o conhecimento essencial torna-se mais imprescindível à sobrevivência tanto econômica quanto ecológica. Exigirá de cada um de nós uma racionalidade intuitiva, com dados complementados por feeling, insights e visão holística.

Um senso de mudança com abertura a riscos, uma atitude empreendedora voltada para; conservar, manter, reciclar, agregar qualidade e inovação para servir necessidades autênticas.

 

Planejamento Visionário.

30 30UTC março 30UTC 2009

Dumping e outras práticas desleais, na era do conhecimento, só podem ser combatidos com conhecimento.

                                                                                        

A geração de estratégias de elevado potencial de contribuição para a prosperidade das empresas, dos países e seus habitantes, requer extrema sensibilidade às transformações de valores em curso no ambiente maior.

 

A emergência da sociedade da informação e do conhecimento e a mudança de paradigmas associados alteram profundamente as “verdades” estratégicas que têm predominado nas últimas décadas no planeta.

 

A formulação de estratégias para assegurar espaços de mercado no presente e no futuro requer a prática imediata de novos referenciais mentais:

 

1- Em um ambiente de mudanças velozes – em que consumidores alteram rapidamente suas preferências a inovação é a palavra-chave para sua conquista – posturas tradicionais de defesa de espaços precisam ser suplantadas pela postura de permanente criação de novos espaços;

 

2- A própria velocidade dessa criação de novos espaços faz com que a tradicional definição de “qual é nosso negócio básico” seja substituída pela criação de competências básicas que possibilitem o ingresso rápido em vários “negócios” – na acepção clássica – diferentes, muitas vezes até aparentemente incompatíveis;

 

3- Nessa nova realidade competitiva as empresas que praticam o conceito convencional de deixar-se guiar pelas necessidades e preferências dos consumidores atuais serão facilmente suplantadas por aquelas empresas que superam as expectativas atuais dos consumidores ao gerar formas de atender a necessidades/preferências de que nem os próprios consumidores haviam se apercebido.

 

 

Isso demanda uma transição do foco e atenção das empresas, que deve deixar de ser os produtos/serviços atualmente produzidos e vendidos para as “funcionalidades” que estão sendo fornecidas aos consumidores.

 

4- Nessa arena competitiva de alta turbulência as tradicionais metas de desempenho e lucro lineares, baseadas em um raciocínio incremental em relação ao passado, serão substituídas por metas de desempenho e lucros não-lineares. Elevações exponenciais de resultados e desempenho em prazos fantasticamente curtos são tão possíveis quanto deteriorações assustadores de market-share e lucros que irão levar ao rápido desaparecimento de empresas. A tradicional dimensão de “tempo para chegar a um determinado mercado em outro país” deverá ser substituída pela dimensão de “tempo para bloquear o mercado global”.

 

 

Essa, enfim, é uma realidade em que aprender mais rapidamente – inclusive como resultado de tentativas parcialmente frustradas – é mais importante do que maximizar a “taxa de sucessos”. O próprio conceito do que é insucesso se altera: ele passa da visão tradicional do “dinheiro perdido na iniciativa fracassada” para o “dinheiro perdido pela escassez de iniciativas”.

 

 

 

Todos esses novos referenciais em estratégia não significam que práticas tradicionais de formulação estratégica precisem ser abandonadas. A atual mudança de referenciais significa que as formas tradicionais de se formular estratégias (cenários de futuro, processos de planejamento estratégico, definição de missão, objetivos etc.) precisam ser repensadas, complementadas e aprimoradas dentro dos novos conceitos.

 

Em essência a busca é por esse equilíbrio entre o que é bom nos processos tradicionais de formulação estratégica e o estado-da-arte na prática de estratégias revolucionárias com base no Conhecimento Essencial.

 

Nesse espírito, reiteramos a formulação de estratégias como uma atribuição essencial – uma responsabilidade inalienável – dos executivos de alta administração em posições de linha. São os líderes de cúpula que devem formular – em sintonia com os diversos stakeholders da organização – uma visão nobre e motivadora do futuro que se deseja para a empresa para que, a partir daí, estratégias coerentes possam ser desenhadas e implantadas com sucesso.

 

Esse é o conceito moderno de “planejamento visionário”, que está sucedendo ao “planejamento incremental” tradicional. Staffs de planejamento estratégico podem ser auxiliares úteis nesse processo, porém a responsabilidade final pela visão e pelo posicionamento estratégico da empresa está com a alta administração.

 

Dentro desses valores dos novos tempos outras três atitudes estratégicas ganham destaque:

 

(1)O crescente reconhecimento do mundo como um todo interconectado, de natureza essencialmente orgânica, sugere a passagem de uma postura de dominação e controle para uma de cooperação e parceria.

 

 

(2)Essa visão do mundo como um todo interconectado está também na base da queda de barreiras globais a que atualmente se assiste. Os novos referenciais mentais para a formulação de estratégias enfatizam a passagem de “ocupar rapidamente mercados locais” para “bloquear mercados globais”.

 

(3)Por fim, uma “nova” atitude estratégica que, na superfície, parece algo tradicional: a proximidade ao cliente. Obviamente um negócio (ou até mesmo uma empresa que não vise lucros) só existe quando existe alguém para ser servido, uma necessidade da sociedade para ser atendida.

 

A diferença é que os novos valores em emergência fazem com que o conceito de proximidade ao cliente assuma uma nova – e mais complexa – dimensão: tratar os consumidores/clientes como seres humanos integrais.

Política Monetária Atual

20 20UTC março 20UTC 2009

Banco Central afirma que indexação impede queda maior da taxa de juros.

“Pela primeira vez se pode cortar as taxas de juros para fazer o país crescer - disse Meirelles ontem à noite durante evento na Câmara Americana de Comércio (AmCham), em São Paulo”.  

 

Entenda como nasceram as Políticas, Monetária, Cambial e Fiscal e faça as suas conclusões.

No curso do século 19, o sistema monetário internacional passou do bimetalismo (ouro e prata) para o monometalismo, o padrão-ouro. A libra, o dólar, o marco, o franco e todas as unidades monetárias dos países civilizados eram meras denominações de certas quantidades de ouro.

As notas e os depósitos bancários eram resgatáveis à vista, ou seja, tinham que ser convertidos em ouro a qualquer tempo. Qualquer cidadão, se assim preferisse, poderia trocar notas de dez dólares pelo seu equivalente em ouro.

As implicações dessa soberania popular no sistema monetário eram muito importantes. A oferta de moeda na economia mundial era regulada pelo mercado e não pelos políticos e suas “equipes econômicas”.

Só haveria mais dinheiro quando se gastasse menos ouro nas atividades de mineração do que fosse possível extrair das minas.

Quem não estava nada satisfeito com esse arranjo eram os bancos, e, principalmente, os governos. Os bancos queriam emprestar a juros além de suas reservas em ouro, e, criar dinheiro do nada com uma simples penada contábil.

Os políticos desejavam assumir o controle total da moeda e do sistema financeiro, adquirindo o poder de criar dinheiro à vontade e distribuí-lo aos grupos de interesse de sua preferência, bem como tributar sem controle parlamentar e popular através da inflação.

A capacidade de inflacionar dos bancos, contudo, era limitada, vez que estender demais o passivo em relação às reservas era um convite à desconfiança dos correntistas e à consequente corrida contra o banco e a bancarrota.

Os governos, porém, dispondo do monopólio da força, dos tribunais e da polícia, gozam de ampla margem de manobra inflacionista.

Do conluio entre os políticos e os bancos surgiram muito cedo os bancos centrais estatais, com seus monopólios de emissão de notas com curso forçado, seu poder de suspender a conversibilidade da moeda em ouro, de suspender os pagamentos, de concentrar as reservas de todos os bancos particulares e permitir-lhes a expansão do crédito em regime de reservas fracionais sob a cobertura do governo.

A Primeira Guerra foi um presente dos céus para a conspiração política contra o controle popular do dinheiro. Todos os governos beligerantes suspenderam a conversibilidade da moeda e recorreram à inflação, ao invés da tributação direta e aberta, para financiar suas respectivas e vastas despesas bélicas.

Esse era o estado da questão quando Keynes publicou seu primeiro livro “sério” de teoria econômica, Tract on the Monetary Reform, de 1923. A idéia central desse livro era que o padrão-ouro deveria ser abandonado de uma vez por todas e que o controle da quantidade de moeda na economia deveria ser confiado aos bons ofícios dos políticos, essas almas puras inteiramente dedicadas ao bem comum, que se encarregariam de zelar pela estabilidade da moeda e do “nível geral de preços”.

Um a um, todos os governos abandonaram para sempre o lastro em ouro, recorreram à inflação e às desvalorizações da moeda, ergueram barreiras intransponíveis ao comércio internacional. Nada funcionava. A desintegração das relações internacionais acabou em mais uma guerra mundial.

Hoje todos os governos e os seus Bancos, gozam da prerrogativa de fazer aquilo que proíbem sob as mais severas penas aos particulares: falsificar dinheiro.

Todas essas estruturas terão de ser fundamentalmente alteradas, não porque sejam inerentemente ruins, nem porque sejam controladas por essa ou aquela classe ou grupo. Mas porque são, cada vez mais, inoperantes. Não se adaptam mais às necessidades de um mundo radicalmente mudado.

Mas, é chegada a hora de imaginarmos alternativas completamente novas, de discutir, discordar, debater e projetar, a partir dos alicerces, a arquitetura democrática de amanhã. Diferente do que temos hoje e, talvez, infinitamente melhor.

CONHECIMENTO ESSENCIAL

15 15UTC março 15UTC 2009

…imprescindível à sobrevivência tanto econômica quanto ecológica.

O conhecimento essencial pelo fato de reduzir a necessidade de matérias-primas, mão-de-obra, tempo, espaço, capital e outros insumos, tornou-se o substituto máximo – a fonte essencial de recursos de uma economia avançada de terceiro milênio.

E, precisamente por isso, o seu valor não tem limite.

O conhecimento essencial constitui uma “ameaça” maior a longo prazo para o poder financeiro, do que o trabalho organizado ou partidos políticos anticapitalistas.

Toda essa crise histérica do capital que estamos presenciando, é apenas uma tentativa de revalorizar a sua importância. Pois, relativamente falando, a revolução do conhecimento essencial está reduzindo a necessidade de capital por unidade de exsumo em uma economia que privilegia o capital.

Nada poderia ser mais revolucionário.

O conhecimento essencial também leva à criação de materiais totalmente novos, variando de componentes de aviões a produtos biológicos, e aumenta a nossa capacidade de substituir um material por outro. Conhecimentos mais profundos permitem, hoje, originar materiais sob medida, em nível molecular, para produzir as características térmicas, elétricas ou mecânicas desejadas.

Para algumas commodities é preciso que se diga que a única razão pela qual transportamos grandes quantidades de matérias-primas como bauxita, níquel ou cobre pelo planeta é a de que, apesar de dispormos do conhecimento essencial, ainda não queremos converter as matérias locais em substitutos usáveis.

Devemos nos preparar para cortes drásticos nos custos de transportes e de fabricação. O conhecimento essencial é substituto tanto para recursos quanto para transportes.

O mesmo se aplica à energia. Nada explica melhor a mudança drástica das matrizes energéticas dos países que ocorrerá pelo conhecimento do que as recentes rupturas da supercondutibilidade que, com dispêndio mínimo, diminui a quantidade de energia que atualmente precisa ser transmitida para cada unidade de produção.

 

 Além de substituir materiais, transporte e energia, o conhecimento essencial também economiza tempo.

O tempo na realidade permanece um insumo oculto. Especialmente quando se acelera a mudança, a capacidade de encurtar o tempo – por exemplo, comunicando-se rapidamente ou lançando com presteza novos produtos no mercado – isso pode determinar a diferença entre lucro e prejuízo.

Para compreender as extraordinárias mudanças que já ocorreram, e para antecipar as mudanças ainda mais dramáticas que vêm pela frente, precisamos refletir sobre as principais características da economia essencial do terceiro milênio.

Na economia fundamental do século passado, terra, trabalho, matérias-primas e capital foram os principais fatores de produção. O conhecimento é agora o recurso de produção fundamental da Economia Essencial do Terceiro Milênio, tornando possível reduzir todos os demais insumos usados para criar riqueza.

Mas o conceito de “Conhecimento Essencial” como o substituto máximo, ainda não foi assimilado. A maioria dos economistas, contadores, políticos, empreendedores e detentores do poder atual, estão aturdidos com essa idéia e tende a protelar a sua aceitação porque ela é difícil de ser quantificada.

O que torna a economia do Terceiro milênio revolucionária é o fato de ser o conhecimento essencial um recurso inexaurível, enquanto terra, trabalho, matérias-primas e capital podem ser considerados recursos finitos e manipuláveis por grupos de poder.

Ao contrário de um alto-forno ou de uma linha de montagem, o conhecimento essencial pode ser usado por todas as empresas ao mesmo tempo. E elas podem usá-lo para gerar mais conhecimento essencial.

Por conseguinte, teorias da economia do século passado baseadas em insumos finitos, esgotáveis não se aplicam as economias do Terceiro Milênio.

Economias de escala são frequentemente esmagadas por deseconomias de complexidade. As coisas escapam pelas rachaduras. Os problemas proliferam, anulando qualquer possível vantagem da massificação. A velha idéia de que o maior é necessariamente o melhor torna-se cada vez mais uma falácia.

 

 

Hoje em dia, os mercados, as tecnologias e as necessidades dos consumidores mudam tão rapidamente e exercem pressões tão variadas sobre as organizações, que a uniformidade burocrática estará sendo abolida em muito pouco tempo.

Estruturas relativamente padronizadas darão lugar a empresas orgânicas, equipes de projetos ad hoc, centros de desenvolvimento de conhecimento essencial  integrados, além das fronteiras nacionais. Uma vez que os mercados mudam constantemente, a posição será menos importante do que a flexibilidade e a capacidade de manobra.

Para adaptarem-se às mudanças vertiginosas, as empresas estão apressadas em desmontar as suas estruturas burocráticas do século passado que mantém organogramas piramidais, monolíticas e burocráticas.

Esse novo sistema, embora ainda não tenha sido completado, representa a mais importante mudança isolada na economia global desde a disseminação de fábricas provocada pela revolução industrial.

Infelizmente, grande parte do pensamento econômico não acompanhou esse passo à frente e vem lutando com todas as forças para manter posições de poder a qualquer custo. Mas uma coisa é insofismável, é o conhecimento essencial que aciona a economia, não a economia que aciona o conhecimento essencial.

As sociedades, entretanto, não são máquinas e muito menos bolsas de pseudo-valôres com seus bancos financiadores e muito menos seus computadores. Elas não podem ser meramente reduzidas a hardware e software, base e superestrutura.

Um modelo mais pertinente as retrataria como organismos consistindo em muitos elementos, todos interligados a circuitos de feedback imensamente complexos e em constante processo de modificação.

À medida que a complexidade aumenta, o conhecimento essencial torna-se mais imprescindível à sobrevivência tanto econômica quanto ecológica.

Aliança da Ciência e da Religião

11 11UTC março 11UTC 2009

…cada dia a vida espera mais de nós.

A Ciência e a Religião são as duas alavancas da inteligência humana: uma revela as leis do mundo material e a outra as do mundo moral.

Tendo, no entanto, essas leis o mesmo princípio, que é Deus, não podem contradizer-se. Se fossem a negação uma da outra, uma necessariamente estaria em erro e a outra com a verdade, porquanto Deus não pode pretender a destruição da sua própria obra.

A incompatibilidade que se julgou existir entre essas duas ordens de idéias, provém apenas de uma observação defeituosa e de excesso de exclusivismo, de um lado e de outro. Daí um conflito que deu origem à incredulidade e à intolerância.

São chegados os tempos em que os ensinamentos do Cristo têm de ser completados; em que o véu intencionalmente lançado sobre algumas partes desse ensino tem de ser levantado; em que a Ciência, deixando de ser exclusivamente materialista, tem de levar em conta o elemento espiritual e em que a Religião, deixando de ignorar as leis orgânicas e imutáveis da matéria, como duas forças que são, apoiando-se uma na outra e marchando combinadas, se prestarão mútuo concurso.

Então, não mais desmentida pela Ciência, a Religião adquirirá inabalável poder, porque estará de acordo com a razão, já se lhe não podendo mais opor a irresistível lógica dos fatos.

A Ciência e a Religião não puderam, até hoje, entender-se, porque, encarando cada uma as coisas do seu ponto de vista exclusivo, reciprocamente se repeliam. Faltava com que encher o vazio que as separava, um traço de união que as aproximasse.

Esse traço de união está no conhecimento das leis que regem o Universo espiritual e suas relações com o mundo corpóreo, leis tão imutáveis quanto as que regem o movimento dos astros e a existência dos seres.

Uma vez comprovadas pela experiência essas relações, nova luz se fez: a fé dirigiu-se à razão; esta nada encontrou de ilógico na fé; vencido foi o materialismo.

Mas, nisso, como em tudo, há pessoas que ficam atrás, até serem arrastadas pelo movimento geral, que as esmaga, se tentam resistir-lhe, em vez de o acompanharem.

É toda uma revolução que neste momento se opera e trabalha os nossos espíritos. Após uma elaboração que durou mais de vinte séculos, chega ela à sua plena realização e vai marcar uma nova era na vida da Humanidade.

Fáceis são de prever as conseqüências: acarretará para as relações sociais inevitáveis modificações, às quais ninguém terá força para se opor, porque elas estão nos desígnios de Deus e derivam da lei do progresso, que é lei de Deus; ciência pura.

É inexorável, cada dia a vida espera mais de nós!

“Mundo Essencial”.

5 05UTC março 05UTC 2009

…diferente e provavelmente, infinitamente melhor.

 

A crise que se instalou no planeta trouxe em seu bojo a obsolescência de muitos governos de hoje. Não foi um segredo que tenhamos descoberto. Nem tampouco uma doença exclusiva, desse ou daquele País. Mostrou-nos a fragilidade das economias, das políticas, das finanças, das leis do chamado “Mundo Fundamental”.

 

Leis que apesar de “fundamentais”, nada têm de “Essencial”, por quererem tratar os desiguais de forma igualitária. E, nada pode ser tão desigual, do que essa premissa falsa, do mundo criado para as maiorias.

 

O fato é que, criar uma “Civilização Essencial” por sobre os escombros de instituições criadas como fundamentais, implica em um projeto de estruturas políticas novas, mais apropriadas, e isso se faz necessário de imediato, em muitas das nações que tentam desesperadamente manter o que já terminou.

 

É um projeto doloroso, porém imprescindível, cuja magnitude assusta e, sem dúvida, levara décadas para ser levado à cabo. Mas, felizmente já começou.

 

É mais do que provável que imponha uma batalha prolongada para reformular radicalmente, congressos, câmaras, inclusive a dos Lordes, os gigantescos ministérios e os serviços públicos enquistados em muitos países, as constituições e os sistemas jurídicos. Em suma, grande parte do aparato pesado e cada vez mais inoperante dos governos representativos existentes.

 

Todas essas estruturas terão de ser fundamentalmente alteradas, não porque sejam inerentemente ruins, nem porque sejam controladas por essa ou aquela classe ou grupo. Mas porque são, cada vez mais, inoperantes. Não se adaptam mais às necessidades de um mundo radicalmente mudado.

 

Mas, é chegada a hora de imaginarmos alternativas completamente novas, de discutir, discordar, debater e projetar, a partir dos alicerces, a arquitetura democrática de amanhã. Diferente do que temos hoje e, talvez, infinitamente melhor.

 

Atribuímos aos homens da era precedente, uma soberania sobre-humana e achamos, até por conveniência que, o que fizeram estava acima de emendas. Então, a própria natureza das coisas das quais somos partícipes, vem e nos força a rever.

 

Sabemos que as leis e as instituições precisam andar de mãos dadas com o progresso da mente humana. E, novas descobertas são feitas, novas verdades são reveladas, as maneiras e as opiniões mudam, com a mudança de circunstâncias e, as instituições também têm de avançar e acompanhar o passo dos tempos.

 

O sistema, inclusive o financeiro, que serviu tão bem a alguns por tanto tempo, e que agora precisa, por seu turno, morrer e ser substituído. Não com espírito amargo e dogmático, não em um súbito espasmo impulsivo, mas por meio da mais ampla e pacífica participação política.

 

Para construir novos governos viáveis e, empreender o que poderá ser a tarefa mais importante de nossas vidas, teremos que despojar do cúmplice interno que existe dentro de cada um de nós.

 

E, teremos que repensar a vida política, na verdade, em três novos princípios que serão as raízes do “Mundo Essencial” do Terceiro Milênio, da nova economia planetária.

 

Um poder de minorias,  contrapondo o poder de maiorias que validou durante séculos, o Mundo Fundamental.

Uma transferência da dependência direta de nossos representantes, para nossa própria autorrepresentação. A democracia direta.

E, para curar o bloqueio decisório de hoje, resultante da sobrecarga institucional, precisamos dividir as decisões e realocá-las. Os arranjos políticos de hoje, violam agressivamente esse princípio. Os problemas migram, mas o poder de decisão não.

 

Esses poucos critérios podem nos ajudar a separar políticas enraizadas do Mundo Fundamental, das que possam abrir caminho no presente, para a realidade do “Mundo Essencial”.

 

O perigo de qualquer lista de normas, mesmo que já elevadas a padrões, é que algumas pessoas sentir-se-ão tentadas a aplicá-las literalmente, mecanicamente, e até mesmo fanaticamente. E isso, é o oposto do que é necessário.

 

Tolerância ao erro, ambigüidade, e sobretudo diversidade, apoiados por senso de humor e proporção, são requisitos indispensáveis à sobrevivência, ao arrumarmos as nossas  malas para a maravilhosa viagem do milênio.

 

Preparemo-nos para o que poderá ser o mais emocionante passeio da história da humanidade. O “Mundo Essencial”, a Era do Conhecimento e da Espiritualidade.

O Emprego e a Crise

26 26UTC fevereiro 26UTC 2009

O que o emprego tem a ver com a crise financeira Mundial?

Nada!

 

Apenas por atavismo, inconsciente coletivo, arquétipos, que são contornos mal resolvidos da nossa personalidade que se refletem no meio social que criamos e vivemos. Cortamos, de forma sumária, postos de trabalho nas crises, sejam elas financeiras ou econômicas.

 

Vale dizer que em planejamentos estratégicos de grandes organizações, vê-se o mesmo comportamento.

 

A sociedade, os empresários, os trabalhadores, as mídias especializadas, consultores e os executivos, acreditam nessa relação direta entre custos e emprego. E, só pode ser inconsciente, do contrário seria um desvio de caráter sujeito a tratamento.

 

“O mercado, a economia está em crise, então, vamos reduzir custos”. Pegamos o salário ou os assalariados para o sacrifício.

 

Isso porque, “Karl Marx”, um dia, postulou que, “o salariado recebia cerca de 1/3 do valor que agregava ao produto”. E, pelo que parece, nós continuamos a acreditar nessa afirmativa. Pois, em qualquer sinal de crise, os primeiros a serem cortados são os postos de trabalho.

 

Claro e natural, pois, se são pagos a 1/3 do valor real, dão assim, de forma gratuita, 2/3 de ganho ou lucro, ao capital, como conclusão óbvia, nossa e do próprio “Marx”.

 

Aí é que o nosso medo de perder supera a nossa vontade de ganhar, ou seja, quanto mais empregos cortados, menor o meu prejuízo. A cada posto de trabalho cortado deixo de perder dois, no lucro.

 

Mas, isso era em 1865 e na teoria de Marx, o pai do comunismo.

Será que continuamos pensando e agindo assim? Será que ainda somos capitalistas do século XIX, numa luta silenciosa contra o nosso atavismo.

 

Parece muito assustador, principalmente, quando constatamos o “conhecimento” que já adquirimos. Temos hoje um Presidente operário e um negro e outros tantos ditadores, mas, as diferenças consolidam o conceito de Democracia.

 

Agora, quando olhamos para Árabes e Judeus numa guerra insana, como se o tempo não tivesse passado, posso entender o abismo existente, ainda, entre capital e trabalho, papéis que muitas vezes, são exercidos pelo mesmo executivo, dentro das organizações.

 

Talvez, por isso, tenhamos um legislativo tão dúbio e um poder executivo tão contaminado, gerando assim, um poder judiciário defensor de interesses quase particulares com medo de renovar-se.

 

Voltando à questão central, seria muito mais racional, cortar juros e impostos. Representam muito mais em qualquer planilha de custo e só beneficiam alguns poucos.

 

Por que então não agimos assim?

 

A Sociedade do Século XXI agradeceria, em nome de um “Capitalismo Maduro”.

Montadoras e eu.

18 18UTC fevereiro 18UTC 2009

Fico me perguntando, qual seria o problema de uma montadora ou montadeira de automóveis?

 

Perdeu participação no mercado? Foi por concorrência desleal ou ela não agregou valor ao que produzia e queria continuar vendendo para sempre naquele mercado, portanto, acabou sendo engolida pela competência dos outros?

 

Isso é natural! Só não acontece em mercados fechados como o do Brasil.

 

Aplicou dinheiro em negócios especulativos que não é o seu foco?

 

A empresa tem que assumir a responsabilidade daquelas decisões que tomou ou o “negócio” ficará para sempre corrompido na base. Mais dia, menos dia, ela vai desaparecer do mercado.

Melhor que seja já, ou então fiquem aqui!

 

Estaria vendendo seus produtos abaixo do custo de produção?

 

Para quebrar por isso, todos os relatórios gerenciais mostrariam e já estaria estampado em algum jornal ou revista sensacionalista à muito tempo. Muito antes disso, poderiam ter programado treinamentos em suas filiais, no Brasil, aí sim, veriam o que é fazer lucro abundante e fácil.

 

O consumidor não está recebendo crédito para comprar os bens?

São os Bancos que fecharam as torneiras do dinheiro?

 

Mas, os Bancos não são “empresas” de vocês ou que vocês têm grandes participações? Fale com vocês mesmos para se concederem empréstimos.

 

O risco é grande demais?

 

Então, pára de produzir!

 

Ah! Isso todos já fizeram.

 

Aqui no Brasil também!

 

Mas, vai gerar desemprego!

 

Ah! isso não é problema de vocês!

 

Mas, vai faltar clientes?

 

Já entendi. Vocês então vão pedir ajuda aos governos?

 

O governo vai emprestar dinheiro?

 

De quem? do consumidor, é claro!

 

Então, no final das contas, o consumidor vai emprestar a si mesmo, para comprar o que a montadeira montou, e ainda vai pagar juros? Para quem? Desculpe-me. Essa é outra história e eu conto depois, voltemos à realidade.

 

Acho que vocês deveriam vender essas empresas para os consumidores, já que são eles os verdadeiros investidores!

 

Mas isso é comunismo! Dirão os mais desvairados.

 

Não, mais uma vez você estará cometendo um equívoco se assim pensar.

 

Trata-se da “Revolução do Conhecimento”. A mesma que faz com que os produtos de “Informática” sejam vendidos, a cada dia, mais baratos e com mais qualidade, para um número cada vez maior de clientes.

Claro que, inversamente com o que acontece com os “auto-móveis”, que tem seus preços relativos majorados ao longo do tempo, e quanto tempo. Além de produzir apenas o que está combinado de vender. No Brasil o aumento é muito mais escandaloso!

 

Nem por isso, a indústria de bens de informática está sendo vendida para os seus clientes. Ao contrário, existe uma relação ou “contrato de confiança” que os mantém. Cada um dos atores sociais cumprindo o seu papel. Funciona até no Brasil!

 

Mas, fiquemos todos calmos. Mudanças não são tão fáceis de assimilar!

 

Em 1900, “Lord Kelvin” físico e presidente da British Royal Society of Science, quando foi apresentado ao primeiro aparelho de “Raio X” disse, categoricamente que aquilo era uma mistificação.

 

Somos levados a concluir, mais uma vez.

 

O combate decisivo do nosso tempo é entre os que pretendem preservar a sociedade industrial e os que estão preparados para ultrapassá-la, em busca do futuro diferente do passado.

 

Platão tem razão, sair da caverna é quase impossível, mas inexorável.

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