GESTÃO DO CONHECIMENTO

Um futuro diferente do passado.

O que “Obama” foi fazer na China?

19 19UTC novembro 19UTC 2009

“Dizem que havia um gato selvagem roubando as galinhas dos galinheiros da região. Reuniram-se os fazendeiros e combinaram que a única solução era colocar um guizo no pescoço do gato. Encantados com a idéia já iam embora, quando o peão serviçal perguntou: - E quem é que vai botar o Guizo no Gato?”

 

Claro que essa foi a missão do Presidente Obama ao visitar a China de Hu Jintao. Colocar o quizo no gato. Obama deixou bem claro que a China é o “gato” não por problemas ambientais, ideológicos, sociais ou culturais. O problema é cambial.

 

O governo da China tem sido descrito como autoritário, comunista e socialista, com pesadas restrições em diversas áreas, em especial no que se refere às liberdades de imprensa, de reunião, de movimento, de direitos reprodutivos e de religião, além de obstáculos ao livre uso da internet.

 

Seu atual chefe supremo é o Presidente Hu Jintao; o primeiro-ministro é Wen Jiabao. O país é governado pelo Partido Comunista da China (PCC), cujo monopólio sobre o poder é garantido pela constituição chinesa. Há outros partidos políticos no país, que participam da Conferência Consultiva Política do Povo Chinês e do Congresso Nacional Popular, embora sirvam principalmente para endossar as políticas adotadas pelo PCC.

 

Há sinais de abertura política, com eleições competitivas nos níveis de vila e cidade, mas o partido mantém o controle efetivo sobre as nomeações governamentais.

 

Embora a constituição contenha direitos e garantias individuais, a República Popular da China é considerada um dos países menos livres em termos de liberdade de imprensa, e é comum a censura à manifestação de opiniões e de informações.

 

A China é freqüentemente alvo de críticas de ONGs e outros governos devido a violações graves de direitos humanos, como no caso de prisões sem julgamento, confissões forçadas, tortura, maus-tratos a prisioneiros e outros.

 

Com uma população de mais de 1,3 bilhão de pessoas, a China mantém uma política rígida de planejamento familiar, centrada no conceito de "uma criança por família". O objetivo do governo é estabilizar o crescimento populacional no início do século XXI. Há denúncias de abortos e esterilização forçados por parte de funcionários locais, obrigados a impedir o crescimento da população.

 

Há um desequilíbrio de sexos na população chinesa devido a uma tradicional preferência chinesa por meninos, o que levou o governo a proibir o uso de ultra-sonografia na gravidez para fins de seleção do sexo da criança.

 

A China enfrenta problemas ambientais como o avanço dos desertos (em especial o de Gobi), poluição da água, do ar e industrial

Com relação às emissões de carbono, a China está isenta dos limites fixados pelo Protocolo de Quioto. Desde que aquele tratado foi assinado, a China tornou-se um dos maiores emissores de carbono do mundo, o que contribui para o aquecimento global.

 

A China é o país de maior população de todo o planeta com 1 bilhão e 313 milhões de habitantes (estimativa para Julho de 2006).

 

Sua qualidade de vida, pelo método do PIB per capita, se compara a pobres países africanos. Enquanto que as grandes metrópoles chinesas não perdem em nada para cidades como Tóquio e Nova Iorque, a população rural - e a maioria absoluta da população concentra-se no campo e vive em condições de miséria totais, em alguns casos vivendo em condições idênticas há centenas de anos.

 

A população dos grandes centros (onde a população das cidades chega às cifras dos milhões) vivem razoavelmente bem. O mesmo não se verifica nas áreas rurais.

 

A economia chinesa é notada por alto nível de crescimento orientado à exportação. A sua transformação em economia mista, foi iniciada por Deng Xiaoping em 1978, após a falha da economia planificada em desenvolver os sistemas produtivos chineses a níveis aceitáveis.

 

As reformas de Xiaoping incluíram a privatização das fazendas, o que pôs fim à agricultura coletiva, e de indústrias estatais que fossem consideradas de baixo desempenho na época, como mineração e produtos básicos (roupas, processamento de alimentos), entre outras.

 

Em 1997 a China abandonou de vez o socialismo de mercado para o capitalismo convencional, acabando com o principio de propriedade estatal e executando um segundo maciço programa de privatização.

 

Para selar sua condição de economia globalizada, em 2001 a China foi aceita na Organização Mundial do Comércio. Atualmente, 70% da economia da China é privada, e este número continua crescendo.

 

Este crescimento econômico, conquistado pelo câmbio hiperdesvalorizado artificialmente, 8 yuan por dolar, além da produção voltada para exportação e o descompromisso com sua população e o meio ambiente, geraram grandes reservas em moeda estrangeira (a maior do mundo, com US$ 818,9 bilhões). A emissão de moeda local é gigantesca, mas o mundo não tem idéia da dívida interna, que é chamada de investimento por muitos especialistas respeitados em todo o mundo.

 

“Houve nos últimos anos um aumento significativo da qualidade de vida dos chineses. Apenas 10% da população vive abaixo da linha da pobreza e 99,8% dos jovens são alfabetizados (em comparação com 69,9% da década de 1980). A expectativa de vida chinesa é a terceira maior do leste asiático, com 71,9 anos, atrás de Japão, com 82,2, e de Coréia do Sul, com 77,3”.

Apesar do progresso significativo dos últimos anos, existem grandes obstáculos para o crescimento chinês a longo prazo. A rápida piora da distribuição de renda é um desses problemas, com um coeficiente de Gini em 44,1 e cada vez maior.

 

Outro grande problema é o previdenciário que, com a política de uma criança apenas e aumento da expectativa de vida, está começando a apresentar grandes desequilíbrios no fluxo de caixa, sendo cada vez menor a relação entre trabalhadores contribuintes por aposentado.

 

Outro problema é a diferença de desenvolvimento econômico entre as áreas costeiras, principalmente ao norte da China, e o seu interior, ainda predominantemente agrário e de baixa renda, o que foi exarcebado com a liberação do mercado, pois os investidores preferem investir em áreas com melhor infraestrutura e trabalhadores mais qualificados.

 

A China tem uma reputação de produtor de bens industriais a baixo custo. Este fato se deve a sua mão-de-obra barata, o não pagamento de licenças de alguns produtos, os baixos impostos, e, o tal do câmbio.

 

A economia não é um sistema natural.

9 09UTC novembro 09UTC 2009

 

Ao olharmos para um planeta ou uma pessoa, vemos que, quando sadios, os sistemas naturais tendem a manter algum tipo de circulação interna que lhes traz nutrição e bem-estar. Esses sistemas naturais têm o poder de limpar e vitalizar o corpo. 

A economia, contudo, não é um sistema natural. Sua estrutura, criada pelo homem, não foi construída a partir de uma perspectiva sistêmica e não foi concebida como uma via de circulação da riqueza do empreendimento humano para todas as partes que o constituem. 

A premissa de nosso modelo econômico é a sobrevivência; é a competição das partes do sistema umas contra as outras. A lei da selva econômica é matar ou morrer; é a sobrevivência do mais forte.

Todas as formas e estruturas de nossa sociedade foram criadas pela mente humana num momento em que estava cheia de medo e ignorância, inconsciente de sua conexão com outras mentes e vidas. 

Agora, nações ou grupo de pessoas começaram a compreender suas interconexões e o fato de que ninguém pode realmente ganhar, a menos que todos ganhem então a competição poderá ter um significado mais elevado.

Ela poderá ser o desafio para o espírito humano empenhar-se além das limitações do passado e criar uma sociedade baseada nos princípios e leis naturais de compartilhamento e ganho mútuo. Promovendo a formação de riquezas capazes de financiar o progresso do planeta e estimular a auto-realização das pessoas.

Nessa nova forma de pensar, as empresas poderão lançar desafios e competir de maneira sadia para incrementar a qualidade de seus produtos e serviços. 

Na verdade, ainda não temos uma compreensão do incrível desperdício de recursos que esse descontrole destrutivo nos custou. Permitimos, até hoje, que impérios econômicos sejam construídos e mantidos por todo o planeta.

Por isso, a competição, como a entendemos, irá eventualmente ceder seu lugar à cooperação. Estudos interculturais de Margaret Mead mostram que a cooperação é mais eficaz que a competição na maximização da produção. 

A cooperação é a tendência natural dos seres humanos de trabalharem juntos pelo bem comum e é um pré-requisito à sobrevivência da família humana.

Hoje, as apostas são muito mais altas, o tempo é mais curto, a aceleração maior, os perigos ainda maiores. Mas, acima de tudo, nunca tantos tiveram tanto a ganhar garantindo que as mudanças necessárias, embora profundas, sejam feitas pacificamente.

As circunstâncias diferem de país para país, mas nunca na história houve tantas pessoas razoavelmente instruídas, armadas coletivamente com um arsenal de conhecimentos tão diversificados.

Nunca tantos gozaram um nível de influência tão elevado, precário talvez, mas suficientemente amplo para lhes proporcionar tempo e energia para que alimente preocupações cívicas e ajam.

São as tentativas de bloquear as mudanças e não as mudanças em si, que elevam o nível do risco. É a tentativa cega de defender a obsolescência que cria o perigo.

Mas, é chegada a hora de imaginarmos alternativas completamente novas, de discutir, discordar, debater e projetar, a partir dos alicerces, a arquitetura monetária e financeira do planeta terra. Diferente do que temos hoje e, talvez, infinitamente melhor.

Reunião do G20 – A Crise Financeira Mundial

25 25UTC setembro 25UTC 2009

…não nos basta mais do mesmo.

Um a um, todos os governos abandonaram as suas políticas monetárias para recorreram à emissão de moeda. Mesmo que ainda não compreendidas por alguns e aceitas por muitos outros, ergueram barreiras intransponíveis ao velho e inconseqüente sistema financeiro e monetário internacional. A desintegração das relações entre os Bancos e os mercados felizmente não acabou em mais uma guerra mundial, mas a mudança é inevitável.

Hoje todos os governos e os seus Bancos salvos aparente e momentaneamente da flagrante e total insolvência, continuam a gozar da prerrogativa de fazer aquilo que proíbem sob as mais severas penas aos particulares: falsificar dinheiro.

Todas essas estruturas terão de ser fundamentalmente alteradas, não porque sejam inerentemente ruins, nem porque sejam controladas por essa ou aquela classe ou grupo. Mas porque são, cada vez mais, inoperantes. Não se adaptam mais às necessidades de um mundo radicalmente mudado e que foi descoberto em sua absurda teoria econômica.

Mostraram-se a fragilidade das economias, das políticas das finanças, das leis do chamado “Mundo Fundamental”. Os bancos emprestando a juros contaminados além de suas reservas, e, criando dinheiro do nada com uma simples penada contábil.

Mas, é chegada a hora de imaginarmos alternativas completamente novas, de discutir, discordar, debater e projetar, a partir dos alicerces, a arquitetura monetária e financeira do planeta terra. Diferente do que temos hoje e, talvez, infinitamente melhor.

As implicações dessa “Essencial Mudança” na forma de gerar riquezas capazes de sustentar o desenvolvimento dos homens e do planeta em que vivemos, são tão revolucionárias quanto a própria Era do Conhecimento. A oferta de moeda na economia mundial será regulada pelas necessidades do planeta e não por aquelas de alguns seres humanas míopes e suas necessidades hedonistas e ideológicas de poder.

O fato é que, criar uma “Civilização Essencial” por sobre os escombros de instituições financeiras criadas como fundamentais, implica em um projeto de estruturas políticas novas, mais apropriadas, e isso se faz necessário de imediato, em muitas das nações que tentam desesperadamente manter o que já terminou.

Quem não está nada satisfeito com esse arranjo são os bancos, e, principalmente, os governos. Os bancos porque querem sempre emprestar além de suas reservas e a juros impagáveis por qualquer atividade séria.  Os governos porque recebem parte do recurso que é extorquido do setor privado e das pessoas físicas.

O que hoje acontece no mundo, explicitado pela crise financeira mundial, demonstra o quanto é necessário um salto de consciência.

Ao olharmos para um planeta ou uma pessoa, vemos que, quando sadios, os sistemas naturais tendem a manter algum tipo de circulação interna que lhes traz nutrição e bem-estar. Esses sistemas naturais têm o poder de limpar e vitalizar o corpo. 

A economia, contudo, não é um sistema natural. Sua estrutura, criada pelo homem, não foi construída a partir de uma perspectiva sistêmica e não foi concebida como uma via de circulação da riqueza do empreendimento humano para todas as partes que o constituem. 

A premissa de nosso modelo econômico é a sobrevivência; é a competição das partes do sistema umas contra as outras. A lei da selva econômica é matar ou morrer; é a sobrevivência do mais forte.

Todas as formas e estruturas de nossa sociedade foram criadas pela mente humana num momento em que estava cheia de medo e ignorância, inconsciente de sua conexão com outras mentes e vidas. 

Agora, nações ou grupo de pessoas começaram a compreender suas interconexões e o fato de que ninguém pode realmente ganhar, a menos que todos ganhem então a competição poderá ter um significado mais elevado.

Ela poderá ser o desafio para o espírito humano empenhar-se além das limitações do passado e criar uma sociedade baseada nos princípios e leis naturais de compartilhamento e ganho mútuo. Promovendo a formação de riquezas capazes de financiar o progresso do planeta e estimular a auto-realização das pessoas.

Nessa nova forma de pensar, as empresas poderão lançar desafios e competir de maneira sadia para incrementar a qualidade de seus produtos e serviços. 

Na verdade, ainda não temos uma compreensão do incrível desperdício de recursos que esse descontrole destrutivo nos custou. Permitimos, até hoje, que impérios econômicos sejam construídos e mantidos por todo o planeta.

Por isso, a competição, como a entendemos, irá eventualmente ceder seu lugar à cooperação. Estudos interculturais de Margaret Mead mostram que a cooperação é mais eficaz que a competição na maximização da produção. 

A cooperação é a tendência natural dos seres humanos de trabalharem juntos pelo bem comum e é um pré-requisito à sobrevivência da família humana.

Hoje, as apostas são muito mais altas, o tempo é mais curto, a aceleração maior, os perigos ainda maiores. Mas, acima de tudo, nunca tantos tiveram tanto a ganhar garantindo que as mudanças necessárias, embora profundas, sejam feitas pacificamente.

As circunstâncias diferem de país para país, mas nunca na história houve tantas pessoas razoavelmente instruídas, armadas coletivamente com um arsenal de conhecimentos tão diversificados. Nunca tantos gozaram um nível de influência tão elevado, precário talvez, mas suficientemente amplo para lhes proporcionar tempo e energia para que alimente preocupações cívicas e ajam.

São as tentativas de bloquear as mudanças e não as mudanças em si, que elevam o nível do risco. É a tentativa cega de defender a obsolescência que cria o perigo.

Não devemos esperar que muitos dos líderes nominais de hoje – presidentes e políticos, senadores e deputados, governadores, empresários e líderes sindicais – desafiem as instituições que, por mais obsoletas que sejam lhes dão prestígio, dinheiro e a ilusão, senão a realidade, de poder.

A responsabilidade da mudança, por conseguinte, cabe a nós. Precisamos começar conosco, aprendendo a não fechar nossas mentes prematuramente ao que é novo surpreendente ou aparentemente radical.

Se começarmos agora, nós e nossos filhos poderemos tomar parte na emocionante reconstituição não somente de nossas estruturas políticas obsoletas, mas da própria civilização. Temos um destino a criar.

 

INDAGUEMO-NOS

2 02UTC setembro 02UTC 2009

Garantir o continuísmo da espécie, revelar utilidade geral e adaptar-se aos movimentos da vida são característicos dos próprios irracionais.

 

O homem vulgar, de muitos milênios para cá, vem comendo e bebendo, dormindo e agindo sem diferenças essenciais, na ordem coletiva.

 

Indaguemo-nos – o que de extraordinário estamos fazendo?

 

ü     Crias coragem, alegria e estímulo, em derredor de ti?

 

ü     Sabes improvisar o bem, onde outras pessoas se mostram infrutíferas?

 

ü     Aproveitas, com êxito, o material que outrem desprezou por imprestável?

 

ü     Aguardas com paciência, onde outros desesperam?

 

ü     Conservas o espírito de serviço, onde o descrente congelou o espírito de ação?

 

ü     Partilhas a alegria de teus amigos, sem inveja e sem ciúme?

 

ü     Participas do sofrimento de teus adversários, sem falsa superioridade e sem alarde?

 

ü     Que dás de ti mesmo?

 

Trabalhar no horário comum irrepreensivelmente, cuidar dos deveres domésticos, satisfazer exigências legais e exercitar a correção de proceder, fazendo o bastante na esfera das obrigações inadiáveis, são tarefas fundamentais peculiares a crentes e descrentes. Falta-nos a essência.

 

Indaguemo-nos

 

       O que de extraordinário estamos fazendo?

 

Só então seremos a nossa essência na ordem coletiva racional.

 

Uma nova civilização.

23 23UTC julho 23UTC 2009

Aproximadamente há dez milênios, começou a era agrícola da humanidade, que se alastrou lentamente pelo planeta, semeando aldeias, povoados, terras cultiváveis e uma nova maneira de vida.

Antes disso, a maioria dos seres humanos vivia em pequenos grupos, muitas vezes migratórios, e se alimentava saqueando, pescando, caçando ou criando rebanhos.

A mudança da Era Agrícola ainda não havia se exaurido, no final do século XVII, quando a Era Industrial eclodiu na Europa e desencadeou a segunda grande mudança planetária.

Esse novo processo começou expandindo-se muito mais rapidamente através de nações e continentes. Portanto, dois processos de mudanças separados e diferentes espraiavam-se simultaneamente na terra a velocidades diferentes.

Na atualidade, a revolução agrícola como foi conhecida, cessou de existir. Apenas umas poucas populações tribais, ainda não foram atingidas pela agricultura. O vigor dessa enorme mudança, fundamentalmente, exauriu-se.

No entanto, a mudança da Era Industrial, tendo revolucionado a vida na Europa, na América do Norte e em algumas outras partes do mundo em poucos séculos, continua se expandido.

Muitos países agitam-se para construir siderúrgicas, fábricas de automóveis, fábricas de tecidos, ferrovias e fábricas de processamento de alimentos. O impulso da industrialização ainda se faz sentir. A Era Industrial ainda não esgotou inteiramente a sua força.

Entretanto, mesmo enquanto esse processo continua, outro, ainda mais importante, começou. Pois, enquanto a maré da industrialização atingia o auge nas décadas que se seguiu à Segunda Guerra Mundial, uma terceira mudança pouco compreendida começou a despontar, essa chamada de a Revolução do Conhecimento, transformando tudo em que tocava.

Pelo fato de reduzir a necessidade de matérias-primas, mão-de-obra, tempo, espaço, capital e outros insumos, o conhecimento tornou-se o substituto máximo, a fonte essencial de uma economia avançada. E, precisamente por isso, o seu valor não tem limite.

Inexoravelmente, agora precisamos de menos capital para fazer a mesma coisa que exigia mais capital no passado. A Revolução do Conhecimento está reduzindo a necessidade de capital por unidade de exsumo em uma economia industrial que se baseou no capital. Nada poderia ser mais revolucionário.

Por conseguinte, muitos países estão sentindo, simultaneamente o impacto de duas, até mesmo três mudanças completamente diferentes, todas elas deslocando-se a velocidades distintas e impelidas por diferentes graus de força.

Foi precisamente durante essas duas últimas décadas que a Revolução do Conhecimento começou a ganhar força no planeta. A partir de então, ela chegou com pequenas diferenças de datas à maioria das nações industriais.

Hoje, todas as nações passam pelas “dores do parto” propostas pelas mudanças da Revolução do Conhecimento em choque com as economias e instituições obsoletas, incrustadas da industrialização.

Compreender isso é o segredo para entendermos grande parte do conflito político e social que vemos a nossa volta.

Quando uma única mega mudança predomina em uma determinada sociedade, o padrão de desenvolvimento futuro é relativamente fácil de discernir. Assim, no século XIX, muitos pensadores, líderes empresariais, políticos e gente comum tinham uma imagem clara, basicamente correta do futuro.

Eles pressentiram que a história estava caminhando para o triunfo absoluto do industrialismo sobre a agricultura pré-mecanizada e previram muitas das mudanças que viriam: tecnologias mais poderosas, maiores cidades, transportes mais rápido e assim por diante.

Partidos e movimentos políticos puderam elaborar estratégias com respeito ao futuro. Interesses agrícolas e pré-industriais organizaram uma ação de retaguarda contra o industrialismo abusivo, contra “grandes empresas”, contra os “líderes sindicais”, contra as “cidades pecaminosas”. As forças trabalhistas e patronais disputaram o controle das principais alavancas da sociedade industrial emergente.

Minorias étnicas e raciais, definindo seus direitos em termos de um papel mais relevante no mundo industrial, exigiram acesso a empregos, cargos corporativos, habitação urbana, melhores salários, educação e saúde pública em massa.

A imagem compartilhada de um futuro industrializado, psicologicamente, apresentou uma tendência para definir opções, para dar aos indivíduos sentido não apenas de quem eram ou o que eram, mas do que provavelmente viriam a ser. Proporcionou um grau de estabilidade e um sentido de auto-afirmação, mesmo em meio a uma mudança social extrema.

Por outro lado, quando uma sociedade é submetida a duas ou mais mega mudanças, e nenhuma é ainda claramente dominante, a imagem do futuro se estilhaça. Torna-se extremamente difícil perceber e aceitar o significado das mudanças e conflitos que surgem.

A colisão de interesses cria um oceano enfurecido repleto de correntes que se entrechocam e ocultam o progresso histórico mais profundo e importante da nova civilização que se forma.

Cria tensões sociais, perigosos e estranhos conflitos que permeiam as costumeiras divisões de classe, raça, sexo ou partido. Estraçalha vocabulários políticos tradicionais e torna muito difícil separar progressistas e reacionários, amigos e inimigos. Todas as velhas polarizações e coalisões se desmantelam e a aparente incoerência da vida política reflete-se na desintegração da personalidade.

Na verdade, há uma ordem oculta peculiar que se torna detectável assim que aprendemos a distinguir as mudanças da Era do Conhecimento das associadas à Era industrial que se retrai.

As tendências que se entrecruzam, criadas por essas mudanças, refletem-se em nosso trabalho, vida familiar, atitudes sexuais e moralidade pessoal. Isso porque, agora convivemos em nossas vidas pessoais e atos políticos, tenhamos ou não consciência disso, com gente essencialmente comprometida com a manutenção de uma ordem agonizante, gente da Revolução do Conhecimento construindo um amanhã radicalmente diferente, e ainda uma mistura confusa, contraditória das duas.

A questão essencial, não é quem controla os últimos dias da sociedade industrial, mas quem molda a nova civilização que ascende rapidamente para substituí-la.

De um lado, situam-se os partidários do passado industrial; do outro, milhões que cada vez mais reconhecem que os problemas mais urgentes do mundo não podem mais ser resolvidos dentro dos limites da estrutura de uma ordem industrial. Essa é a nossa “equação essencial” a ser resolvida.

Somente contra esse largo pano de fundo é que poderemos começar a perceber o sentido das manchetes, a determinar as nossas prioridades, a estruturar estratégias sensíveis para a consciência da mudança em nossas vidas.

Uma vez entendido que atualmente se trava uma batalha encarniçada entre os que pretendem preservar o industrialismo e os que buscam superá-lo, teremos uma nova ferramenta para mudar o “status quo”.

Para usar conscientemente essa ferramenta, precisamos ser capazes de distinguir claramente as mudanças que sustentam a civilização industrial das que facilitam a chegada da nova. Precisamos, em suma, compreender tanto a antiga quanto a nova, o sistema industrial, sob o qual tantos de nós nascemos, e a nova civilização do conhecimento na qual nós e nossos filhos habitaremos.

Uma nova civilização está emergindo em nossas vidas, e os cegos – que existem em toda parte – estão tentando suprimi-la. Essa nova civilização traz consigo novos estilos de família; maneiras diferentes de trabalhar, amar e viver; uma nova economia; novos conflitos políticos; e acima de tudo uma consciência modificada.

A Era do Conhecimento trouxe consigo uma maneira de vida genuinamente nova baseada em fontes de energia diversificadas, renováveis; em métodos de produção que tornam a maioria das linhas de montagem das fábricas obsoletas; em famílias novas, não nucleares; em uma nova instituição que poderíamos chamar de “casa eletrônica”; em escolas e corporações do futuro radicalmente modificadas.

Essa nova civilização emergente estabelece um novo código de comportamento para nós e nos transporta para além da padronização, da sincronização e da centralização, para além da concentração de energia, dinheiro e poder.

Essa nova civilização tem a sua própria e distinta concepção de mundo, maneiras próprias de lidar com o tempo, o espaço, a lógica e a relação de causa e efeito. E, felizmente, seus próprios princípios para a política do futuro.

 

SÍNTESE DA NOVA ENCÍCLICA DE BENTO XVI.

7 07UTC julho 07UTC 2009

A caridade na verdade, que Jesus testemunhou é a força propulsora principal para o verdadeiro desenvolvimento de cada pessoa e da humanidade inteira.

Um Cristianismo de caridade sem verdade pode ser facilmente confundido com uma reserva de sentimentos úteis para a convivência social, mas marginais.

O progresso necessita da verdade. Sem ela a atividade social acaba à mercê de interesses privados e lógicas de poder, com efeitos desagregadores na sociedade.

A Igreja não tem soluções técnicas para oferecer, mas tem, todavia, uma missão a serviço da verdade para cumprir a favor de uma sociedade à medida do homem, da sua dignidade e da sua vocação.

Sem a perspectiva de uma vida eterna o progresso humano neste mundo fica privado de respiro. Sem Deus, o desenvolvimento é negado, "desumanizado".

O desenvolvimento é vocação, uma vez que nasce de um apelo transcendente. E é realmente "integral" quando promove todos os homens e o homem todo. A fé cristã ocupa-se do desenvolvimento sem olhar a privilégios nem posições de poder, mas contando apenas com Cristo.

As causas do subdesenvolvimento não são primariamente de ordem material. Elas estão, antes de tudo, na vontade, no pensamento e, mais ainda, na falta de fraternidade entre os homens e entre os povos. A sociedade cada vez mais globalizada nos torna vizinhos, mas não nos faz irmãos. É preciso, então, mobilizar-se, a fim de que a economia evolua para metas plenamente humanas.

O objetivo exclusivo de lucro "sem ter como fim último o bem comum arrisca-se a destruir riqueza e criar pobreza", uma atividade financeira "maioritariamente especulativa", fluxos migratórios com freqüência provocados e sucessivamente mal geridos, e ainda a exploração desregrada dos recursos da terra. Diante de tais problemas interligados, invoco "uma nova síntese humanista". A crise obriga-nos a projetar de novo o nosso caminho.

O desenvolvimento hoje é "policêntrico". Cresce a riqueza mundial em termos absolutos, mas aumentam as desigualdades e nascem novas formas de pobreza. A corrupção está presente tanto nos países ricos como nos pobres; às vezes, grandes empresas transnacionais não respeitam os direitos dos trabalhadores.

Por outro lado, as ajudas internacionais foram, muitas vezes, desviadas das suas finalidades, por irresponsabilidades seja dos doadores seja daqueles que fruem delas. Ao mesmo tempo existem formas excessivas de proteção do conhecimento, por parte dos países ricos, através de uma utilização demasiado rígida do direito de propriedade intelectual, especialmente no campo da saúde.

Após o fim dos "blocos" João Paulo II solicitara "uma revisão global do desenvolvimento", mas isso "realizou-se apenas parcialmente". Existe hoje, "uma renovada avaliação" do papel dos poderes públicos do Estado, e é desejável uma participação da sociedade civil na política nacional e internacional.

Há deslocação de produções de baixo custo, por parte dos países ricos. Estes processos implicaram a redução das redes de segurança social, com grave perigo para os direitos dos trabalhadores.

A isso se acrescenta que os cortes na despesa social, muitas vezes fomentados pelas próprias instituições financeiras internacionais, podem deixar os cidadãos impotentes diante de riscos antigos e novos. Por outro lado, acontece também de os governos, por razões de utilidade econômica, limitar as liberdades sindicais. Recordo aos governantes, por isso, que o primeiro capital a preservar e valorizar é o homem, a pessoa na sua integridade.

No plano cultural as possibilidades de interação abrem novas perspectivas de diálogo, mas existe um duplo perigo. Em primeiro lugar, um ecletismo cultural no qual as culturas são vistas como substancialmente equivalentes. O perigo oposto é o do "nivelamento cultural", "a homogeneização dos estilos de vida".

Volto o pensamento para o escândalo da fome. Falta um sistema de instituições econômicas que seja capaz de afrontar tal emergência.

O respeito pela vida "não pode ser de modo algum separado" do desenvolvimento dos povos. Em várias partes do mundo continuam a ser aplicadas práticas de controle demográfico que "chegam mesmo a impor o aborto". Nos países desenvolvidos difundiu-se uma "mentalidade antinatalista que, muitas vezes, se procura transmitir a outros Estados, como se fosse um progresso cultural".

Além disso, existe uma fundada suspeita de que, às vezes, as próprias ajudas ao desenvolvimento sejam associadas a políticas de saúde que realmente implicam a imposição de um forte controle dos nascimentos. Igualmente preocupantes são as "legislações que prevêem a eutanásia". Quando uma sociedade começa a negar e a suprimir a vida, acaba por deixar de encontrar motivações e energias para trabalhar a serviço do verdadeiro bem do homem.

Outro aspecto ligado ao desenvolvimento é o direito à liberdade religiosa. As violências refreiam o desenvolvimento autêntico, e isso se aplica de modo especial ao terrorismo de índole fundamentalista. Ao mesmo tempo, a promoção do ateísmo por parte de muitos países tira aos seus cidadãos a força moral e espiritual indispensável para se empenhar no desenvolvimento humano integral.

Para o desenvolvimento é necessária a interação dos diversos níveis do saber, harmonizados pela caridade.

Faço votos, portanto, de que as opções econômicas atuais continuem a perseguir como prioritário, o objetivo do acesso ao trabalho para todos.

Chamo a atenção para os riscos de uma economia a curto senão mesmo curtíssimo prazo que determina a diminuição do nível de tutela dos direitos dos trabalhadores, no intuito de permitir que o país alcance maior competitividade internacional. Para isso, exorto a uma correção das disfunções do modelo de desenvolvimento, como requer hoje também o estado de saúde ecológica da Terra.

Sem a guia da caridade na verdade, este ímpeto mundial pode concorrer para criar riscos de danos até agora desconhecidos e de novas divisões. É necessário, portanto, "um compromisso inédito e criativo".

Por causa de uma visão meramente produtiva e utilitarista da existência a convicção de autonomia da economia em relação às influências de caráter moral impeliu o homem a abusar dos instrumentos econômicos, até mesmo de forma destrutiva. O desenvolvimento se quiser ser autenticamente humano, deve, ao invés, dar espaço ao princípio da gratuidade. O que vale em particular para o mercado.

Sem formas internas de solidariedade e de confiança recíproca o mercado não pode cumprir plenamente a própria função econômica.

O mercado não pode contar apenas consigo mesmo, tem de haurir energias morais de outros sujeitos e não deve considerar os pobres como um "fardo", mas sim como um "recurso".

O mercado não deve se tornar o lugar da prepotência do forte sobre o débil. A lógica mercantil deve ter como finalidade a prossecução do bem comum, do qual se deve ocupar também e, sobretudo, a comunidade política.

O mercado não é negativo por natureza. Portanto, a ser chamado em causa é o homem, a sua consciência moral e a sua responsabilidade. A atual crise mostra que os princípios tradicionais da ética social – transparência, honestidade e responsabilidade – não podem ser transcursados. Ao mesmo tempo, a economia não elimina o papel dos Estados e necessita de "leis justas".

Há necessidade de um sistema a três sujeitos: o mercado, o Estado e a sociedade civil, e encorajo à instauração de uma "civilização da economia". São necessárias "formas econômicas solidárias". Mercado e política necessitam "de pessoas abertas ao dom recíproco".

A crise atual requer também "profundas mudanças" para a empresa. A sua gestão não pode ter em conta unicamente os interesses dos proprietários, mas deve preocupar-se também com a comunidade local. Aos managers que, frequentemente, respondem só às indicações dos acionistas, convido-os a evitar um uso "especulativo" dos recursos financeiros.

O fenômeno da globalização, não deve ser entendido apenas como um processo socioeconômico. Não devemos ser vítimas dela, mas protagonistas atuando com razoabilidade, guiados pela caridade e a verdade. À globalização é necessário uma orientação cultural personalista e comunitária, aberta à transcendência, capaz de corrigir as suas disfunções. Existe a possibilidade de uma grande redistribuição da riqueza, mas a difusão do bem-estar não deve ser freada com projetos egoístas e protecionistas.

Os direitos individuais desvinculados de um quadro de deveres "enlouquecem".

Nota-se "a reivindicação do direito ao supérfluo" nas sociedades opulentas, enquanto faltam alimento e água em certas regiões subdesenvolvidas.

Direitos e deveres derivam de um quadro ético. Se, pelo contrário, encontram o seu fundamento apenas nas deliberações de uma assembléia de cidadãos, podem ser alterados em qualquer momento. Governos e organismos internacionais não podem esquecer a objetividade e a indisponibilidade dos direitos.

Quanto a "problemática ligada ao crescimento demográfico", é "errado" considerar o aumento da população como a primeira causa do subdesenvolvimento. A sexualidade não pode ser reduzida a um mero fato hedonista e lúdico. Nem se pode regular a sexualidade com políticas materialistas de planificação forçada dos nascimentos. A abertura moralmente responsável à vida é uma riqueza social e econômica. Os Estados são chamados a instaurar políticas que promovam a centralidade da família.

A economia tem necessidade da ética para o seu correto funcionamento: não de uma ética qualquer, mas de uma ética amiga da pessoa. A própria centralidade da pessoa deve ser o princípio-guia nas intervenções em prol do desenvolvimento da cooperação internacional, que devem sempre envolver os beneficiários.

Os organismos internacionais deveriam interrogar-se sobre a real eficácia de seus aparatos burocráticos, frequentemente muito dispendiosos. Acontece, às vezes que os pobres sirvam para manter de pé dispendiosas organizações burocráticas. Daí o convite a uma "plena transparência" no que diz respeito aos fundos recebidos.

A natureza é um dom de Deus, a ser usado com responsabilidade. O açambarcamento dos recursos por parte dos Estados e grupos de poder constitui um grave impedimento ao desenvolvimento dos países pobres. A comunidade internacional deve, portanto, encontrar as vias institucionais para regular a exploração dos recursos não renováveis.

As sociedades tecnicamente avançadas podem e devem diminuir o consumo energético, ao mesmo tempo em que deve avançar a pesquisa de energias alternativas.

No fundo é necessária uma real mudança de mentalidade que nos induza a adotar novos estilos de vida. Um estilo que hoje, em muitas partes do mundo pende para o hedonismo e o consumismo.

O problema decisivo é a solidez moral da sociedade em geral. Se não é respeitado o direito à vida e à morte natural, a consciência comum acaba por perder o conceito de ecologia humana e o de ecologia ambiental.

O desenvolvimento dos povos depende, sobretudo, do reconhecimento que são uma só família. Por outro lado a religião cristã pode contribuir para o desenvolvimento, "se Deus encontrar lugar também na esfera pública". Com a "negação do direito de professar publicamente a própria religião", a política "assume um rosto oprimente e agressivo". No laicismo e no fundamentalismo, perde-se a possibilidade de um diálogo fecundo entre razão e fé. Ruptura que implica um custo muito gravoso para o desenvolvimento da humanidade.

A subsidiariedade é o antídoto mais eficaz contra toda forma de assistencialismo paternalista e é capaz de humanizar a globalização. As ajudas internacionais podem, por vezes, manter um povo num estado de dependência, por isso devem ser concedidas com a participação da sociedade civil e não apenas dos governos. Muitas vezes, de fato, as ajudas serviram apenas para criar mercados marginais para os produtos dos países em desenvolvimento.

Assim sendo, exorto os Estados ricos a "destinarem maiores cotas" do PIB para o desenvolvimento, respeitando os compromissos assumidos. E faço votos de que possa haver maior acesso à educação e ainda mais, à "formação completa da pessoa", sublinhando que, cedendo ao relativismo, nos tornamos mais pobres.

Um exemplo nos é oferecido pelo perverso fenômeno do turismo sexual. É doloroso constatar que isto acontece, frequentemente, com o aval dos governos locais, com o silêncio dos governos de onde provêm os turistas, e com a cumplicidade de muitos agentes do setor.

A seguir, abordo o fenômeno "epocal" das migrações. Nenhum país pode-se considerar capaz de enfrentar sozinho os problemas migratórios. Todo migrante é uma pessoa humana que possui direitos fundamentais inalienáveis que hão de ser respeitados por todos em qualquer situação.

Peço que os trabalhadores estrangeiros não sejam considerados como mercadoria e evidencio o nexo direito entre pobreza e desemprego. Invoco trabalho decente para todos e convido os sindicatos, separadamente da política, a voltarem sua atenção para os trabalhadores dos países onde os direitos sociais são violados.

As finanças depois da sua má utilização que prejudicou a economia real, voltem a ser um instrumento que tenha em vista o desenvolvimento. Os operadores das finanças devem redescobrir o fundamento ético próprio da sua atividade. Peço, além disso, "uma regulamentação do setor" para garantir os sujeitos mais vulneráveis.

Há urgência da reforma na arquitetura econômica e financeira internacional. Urge a presença de uma verdadeira “Autoridade política mundial" que respeite coerentemente, os princípios de subsidiariedade e solidariedade. Uma Autoridade que goze de "poder efetivo" e um grau superior de ordenamento internacional para governar a globalização.

Chamo a atenção para a "pretensão prometeica" segundo a qual a humanidade pensa que se pode recriar, valendo-se dos "prodígios" da tecnologia. A técnica não pode ter uma "liberdade absoluta". Ressalto que o processo de globalização poderia substituir as ideologias com a técnica.

Interligados com o desenvolvimento tecnológico estão os meios de comunicação social chamados a promover a dignidade da pessoa e dos povos.

A razão sem a fé está destinada a perder-se na ilusão da própria onipotência. Campo primeiro da luta cultural entre o absolutismo da técnica e a responsabilidade moral do homem é o da bioética. A questão social torna-se "questão antropológica". A pesquisa sobre os embriões e a clonagem promove-se na atual cultura que "pensa ter desvendado todos os mistérios". Temo uma sistemática planificação eugenética dos nascimentos.

Reafirmo que o desenvolvimento deve incluir o crescimento espiritual além do material. E exorto a termos um "coração novo", para podermos superar a visão materialista dos acontecimentos humanos.

O desenvolvimento necessita de cristãos com os braços levantados para Deus, em atitude de oração, de amor e de perdão, de renúncia a si mesmo, de acolhimento do próximo, de justiça e de paz.

 

UM ANJO PASSOU POR MIM…

8 08UTC junho 08UTC 2009

 

…este é um relato para quem ainda não deixou que o seu anjo passasse em si.

No início da minha vida profissional, senti-me atraído em tratar
crianças, me entusiasmei com a oncologia infantil.
Tinha, e tenho ainda hoje, um carinho muito grande por crianças. Elas nos enternecem e nos surpreendem com suas maneiras simples e diretas de ver o mundo, sem meias verdades.

Nós médicos somos treinados para nos sentirmos "deuses". Só que não o somos! Não acho o sentimento de onipotência de todo ruim, se bem dosado. É este sentimento que nos impulsiona que nos ajuda a vencer desafios, a se rebelar contra a morte e a tentar ir sempre mais além.

Se mal dosado, porém, este sentimento será de arrogância e prepotência, o que não é bom.

 
Quando perdemos um paciente, voltamos à planície, experimentamos o fracasso e os limites que a ciência nos impõe e entendemos que não somos deuses. Somos forçados a reconhecer nossos limites!

Recordo-me com emoção do Hospital do Câncer de Pernambuco, onde dei meus primeiros passos como profissional. Nesse hospital, comecei a freqüentar a enfermaria infantil, e a me apaixonar pela oncopediatria.

Mas também comecei a vivenciar os dramas dos meus pacientes, particularmente os das crianças, que via como vítimas inocentes desta terrível doença que é o câncer.

Com o nascimento da minha primeira filha, comecei a me acovardar ao ver o sofrimento destas crianças..

Até o dia em que um anjo passou por mim.

Meu anjo veio na forma de uma criança já com 11 anos, calejada, porém por 2 longos anos de tratamentos os mais diversos, hospitais, exames,  manipulações, injeções e todos os desconfortos trazidos pelos programas de quimioterapias e radioterapia.

Mas nunca vi meu anjo fraquejar. Já a vi chorar sim, muitas vezes, mas não via fraqueza em seu choro. Via medo em seus olhinhos algumas vezes, e isto é humano! Mas via confiança e determinação.

 
Ela entregava o bracinho à enfermeira e com uma lágrima nos olhos dizia:
faça tia, é preciso para eu ficar boa..

Um dia, cheguei ao hospital de manhã cedinho e encontrei meu anjo sozinho no quarto. Perguntei pela mãe. E comecei a ouvir uma resposta que ainda hoje não consigo contar sem vivenciar profunda emoção.

Meu anjo respondeu:
- Tio, às vezes minha mãe sai do quarto para chorar escondida nos corredores. Quando eu morrer, acho que ela vai ficar com muita saudade de mim. Mas eu não tenho medo de morrer, tio. Eu não nasci para esta vida!

 
Pensando no que a morte representava para crianças, que assistem seus heróis morrerem e ressuscitarem nos seriados e filmes, indaguei:

- E o que a morte representa para você, minha querida?

- Olha tio, quando a gente é pequena, às vezes, vamos dormir na cama do nosso pai e no outro dia acordamos no nosso quarto, em nossa própria cama não é?

(Lembrei que minhas filhas, na época com 6 e 2 anos, costumavam dormir no meu quarto e após dormirem eu procedia exatamente assim.)

- É isso mesmo, e então?

- Vou explicar o que acontece, continuou ela: Quando nós dormimos, nosso pai vem e nos leva nos braços para o nosso quarto, para nossa cama, não é?

- É isso mesmo querida, você é muito esperta!

- Olha tio, eu não nasci para esta vida! Um dia eu vou dormir e o meu Pai vem me buscar. Vou acordar na casa Dele, na minha vida verdadeira!

Fiquei "entupigaitado". Boquiaberto, não sabia o que dizer. Chocado com o pensamento deste anjinho, com a maturidade que o sofrimento acelerou, com a visão e grande espiritualidade desta criança, fiquei parado, sem ação.

- E minha mãe vai ficar com muita saudade minha, acrescentou ela.

Emocionado, travado na garganta, contendo uma lágrima e um soluço, perguntei ao meu anjo:

 
- E o que saudade significa para você, minha querida?

- Não sabe não, tio? Saudade é o amor que fica!

Hoje, aos 53 anos de idade, desafio qualquer um a dar uma definição melhor, mais direta e mais simples para a palavra saudade: é o amor que fica!

Um anjo passou por mim…

Foi enviado para me dizer que existe muito mais entre o céu e a terra, do que nos permitimos enxergar. Que geralmente, absolutilizamos tudo que é relativo (carros novos, casas, roupas de grife, jóias) enquanto relativizamos a única coisa absoluta que temos, nossa transcendência.

Meu anjinho já se foi, há longos anos. Mas me deixou uma grande lição, vindo de alguém que jamais pensei, por ser criança e portadora de grave doença, e a quem nunca mais esqueci.

 
Deixou uma lição que ajudou a melhorar a minha vida, a tentar ser mais humano e carinhoso com meus doentes, a repensar meus valores.

Hoje, quando a noite chega e o céu está limpo, vejo uma linda estrela a quem chamo "meu anjo, que brilha e resplandece no céu. Imagino ser ela, fulgurante em sua nova e eterna casa.

Obrigado anjinho, pela vida bonita que teve, pelas lições que ensinaste, pela ajuda que me deste.

Que bom que existe saudade! O amor que ficou é eterno.

_______________________

Rogério Brandão

Médico oncologista clinico

RC Recife Boa Vista D4500

Cremespe 5758"

O Homem é um ser Inacabado.

17 17UTC maio 17UTC 2009

 

Desmoronam-se, sob os porros das revoluções modernas, os edifícios da tradição ultra-católica, cedendo lugar às apressadas construções do desequilíbrio, sem memória ancestral, sem alicerce cultural.
Ruem, diante dos abalos da ciência tecnológica, o empirismo do passado e as obras da arbitrária dominação totalitária, substituídas pelo alucinar das novas maquinações de aventureiros desalmados, perseguindo suas ambições imediatistas a prejuízo da sociedade, do indivíduo.
A política desgovernada exibe os seus chefões, que se fazem triunfadores de um dia, logo passando ao anonimato, repletos de gozos e valores perecíveis, a intoxicar-se nos vapores dos vícios e das perversões em que falecem os últimos ideais que ainda possuíam.
Os direitos humanos decantados em toda parte sofrem o vilipêndio daqueles que os deveriam defender, em razão do desrespeito que apresentam diante das leis por eles mesmos elaboradas, em desprezo flagrante às instituições que se comprometeram socorrer, por descrédito de si próprios.
A anarquia substitui a ordem e as transformações sociais apressadas não têm tempo de ser assimiladas, porque substituídas pelos modismos que se multiplicam em velocidade ciclópica.
Velhos dogmas, nascidos e cultivados no caldo na ignorância, são esquecidos e nascem as idéias liberais revolucionárias, que instigam o homem fraco contra o seu irmão mais forte gerando ódios, quando deveriam amansar o lobo ameaçador, a fim de que, pacificado, pudesse beber na mesma fonte com o cordeiro sedento, que lhe receberia proteção dignificadora.
As circunstâncias externas do inter-relacionamento das criaturas, fenômeno conseqüente ao desequilíbrio do indivíduo, engendram no contexto atual a insegurança, que fomenta as crises.
Sucedem-se, desse modo, as crises de autoridade, de respeito, de honradez, de valores ético-morais e a desumanização da criatura assoma nos painéis do comportamento, insensibilizando-a pela exacerbação emocional, na volúpia do prazer e da violência conduzidos pelas ambições desmedidas.
As crises respondem pela desconfiança das pessoas, umas em relação às outras, pelo rearmamento belicoso de uns indivíduos contra os outros, pela agressividade automática e atrevida.
A queda do respeito que todos se devem, respeito este sem castração nem temor, estimula a indisciplina que começa na educação das gerações novas, relegadas a plano secundário, em que cuidam-se de oferecer coisas, em mecanismos sórdidos de chantagem emocional, evitando-se dar amor, presença, companheirismo e orientação saudável.
A crise de autoridade responde pela corrupção em todas as áreas, sob a cobertura daqueles que deveriam zelar pelos bens públicos e administrá-los em favor da comunidade, pois que, para tal se candidataram aos postos de comando, sendo remunerados pelos contribuintes para este fim.
Com efeito, os maus exemplos favorecem a desonestidade, discreta e pública, dos membros esfacelados do organismo social enfermo, preparando os bolsões de miséria econômica, moral, com todos os ingredientes para a rebelião criminosa, o assalto a mão armada, o apropriamento indébito dos bens alheios, a insegurança geral.
O que se nega em compromisso de direito, é tomado em mancomunação da força com o ódio.
Mesmo os valores espirituais do homem se apresentam em crise de pastores, e amigos, capazes de exercerem o mistério da fé religiosa com serenidade, sem separatismo, com amor, sem discórdia na grei, com fraternidade, sem disputas da primazia, sem estrelismo.
Nas várias escolas de fé explodem a rebelião, as disputas lamentáveis, a maledicência ácida ou o distanciamento formando quistos perigosos no corpo comunitário.
O homem apresenta-se doente, e a sociedade, que lhe é o corpo grupal, encontra-se desestruturada em padecimento total.
As crises gerais, que procedem da insegurança individual, são, por sua vez, responsáveis por mais altas e expressivas somas de desconforto, insatisfação, instabilidade emocional do homem, formando um círculo vicioso que se repete sem aparente possibilidade de arrebentar as cadeias fortes que o constituem.
Por desinformação ou fruto de um contexto imediatista-consumista elaborou-se a tese de que a segurança pessoal é o resultado do ter, que se manifesta pelo poder e recebe a resposta na forma de parecer.
Todos os mecanismos responsáveis pelo homem e sua sobrevivência se estribam nessas propostas falsas, formando uma sociedade de forma, sem profundidade, de apresentação, sem estrutura psicológica nem equilíbrio moral.
O homem é um ser inacabado, que a atual existência deverá colaborar para o aperfeiçoamento a que se encontra destinado.
A coragem para os enfrentamentos, sem violência ou recuos capacita-o para as conquistas transformadoras do ambiente social, que deslocará para o passado a ocorrência das crises de comportamento, iniciando-se a era de construção ideal e de reconstrução ética, jamais vivida antes na sua legitimidade.
Cabe ao homem em conflito revestir-se de coragem, resolvendo-se pelo trabalho de identificação das possibilidades que dispõe, ora soterradas nos porões da personalidade assustada.
Os conflitos degenerativos da sociedade tendem a desaparecer, especialmente quando o homem, em se encontrando consigo mesmo, harmonize o seu cosmo individual (micro), colaborando para o equilíbrio do universo social (macro), no qual se movimenta.
Agora então, o homem não procura elevar-se acima do homem, mas acima de si mesmo, aperfeiçoando-se.

EMPRESAS À PROVA DE CRISE

5 05UTC maio 05UTC 2009

Existam ou não crises, certas empresas têm conseguido consistentemente excelentes desempenhos, sob todos os prismas, em qualquer parte do mundo, inclusive no Brasil. Entram e saem crises e essas empresas continuam no topo dos rankings em termos de resultado e desempenho.

Para essas empresas, crise é uma palavra que não existe. Existem, obviamente, situações mais difíceis a enfrentar, adversidades maiores a encarar, problemas mais complexos a resolver. Mas, para essas empresas, tais situações são, tão somente, novos desafios, que devem ser encarados naturalmente e, obviamente, vencidos com méritos.
 
Essas empresas sabem que sempre superarão esses desafios. Entram na luta para ganhar; e ganham. Empenham-se com extraordinário vigor, mobilizam toda a energia que possuem e chegam aos objetivos que estabelecem. São empresas que profetizam o sucesso e fazem-no acontecer.
 
Essas são organizações que podem ser consideradas verdadeiras empresas à prova de crise. Essas são organizações que possuem, além de uma postura positiva e empreendedora, um conjunto de características especiais.
 
Uma cuidadosa análise dessas características enseja alguns pontos para reflexão, de extrema importância:
 
Quantas dessas características giram em torno de management, ou seja, administração stricto sensu?
Quantas dessas características dependem unicamente da postura, vontade e capacidade dos executivos de alta administração?
O que é possível fazer, interna e externamente, desde já, para assegurar que a organização que você dirige seja efetivamente, a cada momento, uma empresa autenticamente à prova de crises?
 
CARACTERÍSTICAS DAS EMPRESAS À PROVA DE CRISE
 
1. Acreditam que crise é ilusão
Não acreditam em crise.
Trabalham sabendo que sempre enfrentarão obstáculos, barreiras, turbulências, ações dos concorrentes, distúrbios mundiais, problemas políticos etc. Sabem que tudo isso faz parte do jogo.
Sabem também que, no fundo, tudo depende da postura e capacidade das pessoas que estão na empresa.
Nessas empresas, por conseguinte, mesmo quando os obstáculos parecem maiores (situação de “crise” para os outros) ninguém se apavora, não há paralisações de qualquer ordem, todos buscam – de cabeça fria – soluções para os problemas, que são, no fundo, nada mais do que novos tipos de desafios.
 
2. Planejam com cuidado e realismo
Investem em planejamento refinado.
Sempre sabem com precisão o que querem, onde querem chegar (visão, objetivos de longo prazo) e o que está acontecendo (buscam ler o ambiente externo e interno com precisão, dialogam muito com os clientes); desenvolvem estratégias à prova de crises (diversificação, parcerias, novos negócios, abertura de mercado no exterior, cobertura de pontos vulneráveis etc.) e trabalham programas de ação com bastante antecedência (planejam possíveis cursos de ação em planos de contingência; não esperam acontecer para só então começarem a agir; nunca se armadilham em situações em que seja tarde demais para reagir).
 
3. Buscam sempre o melhor
Não se contentam com o “mais-ou-menos”.
Buscam sempre fazer o melhor, e são, efetivamente, excelentes no que fazem.
Mesmo quando diversificam e entram em áreas novas, buscam persistentemente o melhor (contratando os melhores talentos com o know-how necessário, estabelecendo padrões elevados de qualidade).
Além disso, estão sempre preparadas para enfrentar quaisquer turbulências com a mesma energia com que buscam o melhor em tudo que fazem.
 
4. Possuem bons controles
Sempre sabem com a adequada antecedência tudo que se passa em seu interior e à sua volta. Os controles são mantidos com bastante rigor e as ações corretivas decorrentes são desencadeadas com rapidez. Assim, não são apanhadas por surpresas.
Por outro lado, não obstante sua eficiência, os controles não cerceiam a autonomia e a liberdade de ação dos executivos.
Longe de serem instrumentos centralizadores e cerceadores, eles servem eficazmente a todos os executivos da empresa ajudando-os a agirem com maior presteza na solução de problemas e no aproveitamento de oportunidades.
 
5. Atribuem valor extraordinário às pessoas
Sabem que a força que possuem vem das pessoas que as compõem.
Sabem que o talento, a força e motivação das pessoas são tesouros de inestimável valor. Sabem que para um grupo de pessoas talentosas e motivadas tudo é possível; reverter uma situação de quase desastre, chegar ao topo da lista, entrar num novo mercado, bater os concorrentes e mesmo chegar a crescimento recorde em épocas de crise.
Possuem interesse autêntico pelas pessoas, investem continuamente em desenvolvimento, estabelecem vínculos de longo prazo através de lealdade recíproca, criam ambientes calorosos, humanos e agradáveis.
Estabelecem estratégias especificamente voltadas a garantir segurança e estabilidade à relação empresa-colaboradores, mesmo em épocas de maior dificuldade.
 
6. Possuem cultura clara com ênfase no entusiasmo
Antes de mais nada possuem uma cultura.
Ou seja, não são organizações sem personalidade e princípios; não são um ajuntamento de culturas diferentes e até contraditórias.
Além disso, possuem “embutido” em sua cultura um conjunto de elementos de alta relevância, não só para buscar seus objetivos, como também para enfrentar obstáculos: postura positiva ao enfrentar dificuldades, habilidade em resolver problemas, valorização da criatividade, energia/garra/pique, otimismo face às adversidades, persistência, ausência de preconceitos/abertura a soluções não ortodoxas, rapidez/agilidade, equilíbrio planejamento-ação, espírito empreendedor, abertura a inovações, processo decisório participativo.
 
7. Possuem um quadro de executivos bem sintonizados, que emana coerência,
    consistência e entendimento
Têm liderança eficaz.
Todos os executivos de cúpula compartilham os mesmos valores básicos (embora possam ter estilos diferentes).
São leais entre si e transmitem – como grupo – segurança à organização como um todo. Conseguem, por essa coerência, mobilizar a energia humana da empresa com extraordinária força, pois inexistem boicotes, politicagens, conflitos e divergências mal trabalhadas em termos de cúpula.

PLANEJAR E DECIDIR: VOCÊ PODE FAZER MUITO MAIS.

27 27UTC abril 27UTC 2009

Para produzir planos e decisões coerentes em toda a empresa a alta administração precisa alimentar a organização com informações (objetivos, direcionamento, estratégias, diretrizes e informações que só a cúpula consegue obter), mas isso não é o suficiente.

Preocupe-se então em gerar as informações que a organização como um todo precisa para planejar e decidir melhor ainda.
 
1. Cada pessoa deve ser estimulada a ir buscar as informações e dados que necessita para planejar e decidir.
 
2. Implante programas de desenvolvimento na empresa como um todo, que enfatizem a prática de planejar e decidir melhor. O objetivo é desenvolver novos hábitos e habilidades. Nesse sentido, passar conceitos não é suficiente: a prática é fundamental.
 
3. Desenvolva instrumentos que sistematizem e ajudem a planejar e decidir melhor: checklists, guias, softwares, planilhas e manuais práticos. Incentive a criação de tais instrumentos por meio de concursos, premiações, campanhas internas etc..
 
4. Incentive as pessoas a escreverem casos sobre incidentes e sucessos que ocorreram que ilustrem a importância de planejar/decidir bem e, ao mesmo tempo, mostrem em detalhes o que é recomendável fazer/não fazer.
 
5. Faça os vários setores avaliarem como estão em termos de planejamento e decisão por meio de reuniões mensais que gerem um relatório de auto-avaliação. Faça um diretor da empresa analisar os relatórios e fazer uma apresentação à diretoria para debates, recomendações, elogios formais etc..
 
6. Periodicamente (trimestral ou semestralmente), organize grupos de trabalho multi-setoriais para fazer “auditorias” dos processos de planejamento e tomada de decisão sobre a linha de frente até à cúpula. Essas “auditorias” devem gerar recomendações específicas de melhorias, revisões de diretrizes, mudanças em programas de treinamento, reciclagem de pessoas específicas etc..
 
7. Use problemas, erros, reclamações de clientes, conflitos internos e incidentes em geral para detectar disfunções de planejamento/processo decisório. Evite explicações simplistas ou que atribuam a culpa a fatores externos: em todos os casos haverá disfunções de planejamento/decisão presentes, que, analisadas e trabalhadas, gerarão aprendizagem e aperfeiçoamento.
 
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