INDAGUEMO-NOS
2 02UTC setembro 02UTC 2009
Garantir o continuísmo da espécie, revelar utilidade geral e adaptar-se aos movimentos da vida são característicos dos próprios irracionais.
O homem vulgar, de muitos milênios para cá, vem comendo e bebendo, dormindo e agindo sem diferenças essenciais, na ordem coletiva.
Indaguemo-nos – o que de extraordinário estamos fazendo?
ü Crias coragem, alegria e estímulo, em derredor de ti?
ü Sabes improvisar o bem, onde outras pessoas se mostram infrutíferas?
ü Aproveitas, com êxito, o material que outrem desprezou por imprestável?
ü Aguardas com paciência, onde outros desesperam?
ü Conservas o espírito de serviço, onde o descrente congelou o espírito de ação?
ü Partilhas a alegria de teus amigos, sem inveja e sem ciúme?
ü Participas do sofrimento de teus adversários, sem falsa superioridade e sem alarde?
ü Que dás de ti mesmo?
Trabalhar no horário comum irrepreensivelmente, cuidar dos deveres domésticos, satisfazer exigências legais e exercitar a correção de proceder, fazendo o bastante na esfera das obrigações inadiáveis, são tarefas fundamentais peculiares a crentes e descrentes. Falta-nos a essência.
Indaguemo-nos
– O que de extraordinário estamos fazendo?
Só então seremos a nossa essência na ordem coletiva racional.

