GESTÃO DO CONHECIMENTO

Um futuro diferente do passado.

O Homem é um ser Inacabado.

17 17UTC maio 17UTC 2009

 

Desmoronam-se, sob os porros das revoluções modernas, os edifícios da tradição ultra-católica, cedendo lugar às apressadas construções do desequilíbrio, sem memória ancestral, sem alicerce cultural.
Ruem, diante dos abalos da ciência tecnológica, o empirismo do passado e as obras da arbitrária dominação totalitária, substituídas pelo alucinar das novas maquinações de aventureiros desalmados, perseguindo suas ambições imediatistas a prejuízo da sociedade, do indivíduo.
A política desgovernada exibe os seus chefões, que se fazem triunfadores de um dia, logo passando ao anonimato, repletos de gozos e valores perecíveis, a intoxicar-se nos vapores dos vícios e das perversões em que falecem os últimos ideais que ainda possuíam.
Os direitos humanos decantados em toda parte sofrem o vilipêndio daqueles que os deveriam defender, em razão do desrespeito que apresentam diante das leis por eles mesmos elaboradas, em desprezo flagrante às instituições que se comprometeram socorrer, por descrédito de si próprios.
A anarquia substitui a ordem e as transformações sociais apressadas não têm tempo de ser assimiladas, porque substituídas pelos modismos que se multiplicam em velocidade ciclópica.
Velhos dogmas, nascidos e cultivados no caldo na ignorância, são esquecidos e nascem as idéias liberais revolucionárias, que instigam o homem fraco contra o seu irmão mais forte gerando ódios, quando deveriam amansar o lobo ameaçador, a fim de que, pacificado, pudesse beber na mesma fonte com o cordeiro sedento, que lhe receberia proteção dignificadora.
As circunstâncias externas do inter-relacionamento das criaturas, fenômeno conseqüente ao desequilíbrio do indivíduo, engendram no contexto atual a insegurança, que fomenta as crises.
Sucedem-se, desse modo, as crises de autoridade, de respeito, de honradez, de valores ético-morais e a desumanização da criatura assoma nos painéis do comportamento, insensibilizando-a pela exacerbação emocional, na volúpia do prazer e da violência conduzidos pelas ambições desmedidas.
As crises respondem pela desconfiança das pessoas, umas em relação às outras, pelo rearmamento belicoso de uns indivíduos contra os outros, pela agressividade automática e atrevida.
A queda do respeito que todos se devem, respeito este sem castração nem temor, estimula a indisciplina que começa na educação das gerações novas, relegadas a plano secundário, em que cuidam-se de oferecer coisas, em mecanismos sórdidos de chantagem emocional, evitando-se dar amor, presença, companheirismo e orientação saudável.
A crise de autoridade responde pela corrupção em todas as áreas, sob a cobertura daqueles que deveriam zelar pelos bens públicos e administrá-los em favor da comunidade, pois que, para tal se candidataram aos postos de comando, sendo remunerados pelos contribuintes para este fim.
Com efeito, os maus exemplos favorecem a desonestidade, discreta e pública, dos membros esfacelados do organismo social enfermo, preparando os bolsões de miséria econômica, moral, com todos os ingredientes para a rebelião criminosa, o assalto a mão armada, o apropriamento indébito dos bens alheios, a insegurança geral.
O que se nega em compromisso de direito, é tomado em mancomunação da força com o ódio.
Mesmo os valores espirituais do homem se apresentam em crise de pastores, e amigos, capazes de exercerem o mistério da fé religiosa com serenidade, sem separatismo, com amor, sem discórdia na grei, com fraternidade, sem disputas da primazia, sem estrelismo.
Nas várias escolas de fé explodem a rebelião, as disputas lamentáveis, a maledicência ácida ou o distanciamento formando quistos perigosos no corpo comunitário.
O homem apresenta-se doente, e a sociedade, que lhe é o corpo grupal, encontra-se desestruturada em padecimento total.
As crises gerais, que procedem da insegurança individual, são, por sua vez, responsáveis por mais altas e expressivas somas de desconforto, insatisfação, instabilidade emocional do homem, formando um círculo vicioso que se repete sem aparente possibilidade de arrebentar as cadeias fortes que o constituem.
Por desinformação ou fruto de um contexto imediatista-consumista elaborou-se a tese de que a segurança pessoal é o resultado do ter, que se manifesta pelo poder e recebe a resposta na forma de parecer.
Todos os mecanismos responsáveis pelo homem e sua sobrevivência se estribam nessas propostas falsas, formando uma sociedade de forma, sem profundidade, de apresentação, sem estrutura psicológica nem equilíbrio moral.
O homem é um ser inacabado, que a atual existência deverá colaborar para o aperfeiçoamento a que se encontra destinado.
A coragem para os enfrentamentos, sem violência ou recuos capacita-o para as conquistas transformadoras do ambiente social, que deslocará para o passado a ocorrência das crises de comportamento, iniciando-se a era de construção ideal e de reconstrução ética, jamais vivida antes na sua legitimidade.
Cabe ao homem em conflito revestir-se de coragem, resolvendo-se pelo trabalho de identificação das possibilidades que dispõe, ora soterradas nos porões da personalidade assustada.
Os conflitos degenerativos da sociedade tendem a desaparecer, especialmente quando o homem, em se encontrando consigo mesmo, harmonize o seu cosmo individual (micro), colaborando para o equilíbrio do universo social (macro), no qual se movimenta.
Agora então, o homem não procura elevar-se acima do homem, mas acima de si mesmo, aperfeiçoando-se.

EMPRESAS À PROVA DE CRISE

5 05UTC maio 05UTC 2009

Existam ou não crises, certas empresas têm conseguido consistentemente excelentes desempenhos, sob todos os prismas, em qualquer parte do mundo, inclusive no Brasil. Entram e saem crises e essas empresas continuam no topo dos rankings em termos de resultado e desempenho.

Para essas empresas, crise é uma palavra que não existe. Existem, obviamente, situações mais difíceis a enfrentar, adversidades maiores a encarar, problemas mais complexos a resolver. Mas, para essas empresas, tais situações são, tão somente, novos desafios, que devem ser encarados naturalmente e, obviamente, vencidos com méritos.
 
Essas empresas sabem que sempre superarão esses desafios. Entram na luta para ganhar; e ganham. Empenham-se com extraordinário vigor, mobilizam toda a energia que possuem e chegam aos objetivos que estabelecem. São empresas que profetizam o sucesso e fazem-no acontecer.
 
Essas são organizações que podem ser consideradas verdadeiras empresas à prova de crise. Essas são organizações que possuem, além de uma postura positiva e empreendedora, um conjunto de características especiais.
 
Uma cuidadosa análise dessas características enseja alguns pontos para reflexão, de extrema importância:
 
Quantas dessas características giram em torno de management, ou seja, administração stricto sensu?
Quantas dessas características dependem unicamente da postura, vontade e capacidade dos executivos de alta administração?
O que é possível fazer, interna e externamente, desde já, para assegurar que a organização que você dirige seja efetivamente, a cada momento, uma empresa autenticamente à prova de crises?
 
CARACTERÍSTICAS DAS EMPRESAS À PROVA DE CRISE
 
1. Acreditam que crise é ilusão
Não acreditam em crise.
Trabalham sabendo que sempre enfrentarão obstáculos, barreiras, turbulências, ações dos concorrentes, distúrbios mundiais, problemas políticos etc. Sabem que tudo isso faz parte do jogo.
Sabem também que, no fundo, tudo depende da postura e capacidade das pessoas que estão na empresa.
Nessas empresas, por conseguinte, mesmo quando os obstáculos parecem maiores (situação de “crise” para os outros) ninguém se apavora, não há paralisações de qualquer ordem, todos buscam – de cabeça fria – soluções para os problemas, que são, no fundo, nada mais do que novos tipos de desafios.
 
2. Planejam com cuidado e realismo
Investem em planejamento refinado.
Sempre sabem com precisão o que querem, onde querem chegar (visão, objetivos de longo prazo) e o que está acontecendo (buscam ler o ambiente externo e interno com precisão, dialogam muito com os clientes); desenvolvem estratégias à prova de crises (diversificação, parcerias, novos negócios, abertura de mercado no exterior, cobertura de pontos vulneráveis etc.) e trabalham programas de ação com bastante antecedência (planejam possíveis cursos de ação em planos de contingência; não esperam acontecer para só então começarem a agir; nunca se armadilham em situações em que seja tarde demais para reagir).
 
3. Buscam sempre o melhor
Não se contentam com o “mais-ou-menos”.
Buscam sempre fazer o melhor, e são, efetivamente, excelentes no que fazem.
Mesmo quando diversificam e entram em áreas novas, buscam persistentemente o melhor (contratando os melhores talentos com o know-how necessário, estabelecendo padrões elevados de qualidade).
Além disso, estão sempre preparadas para enfrentar quaisquer turbulências com a mesma energia com que buscam o melhor em tudo que fazem.
 
4. Possuem bons controles
Sempre sabem com a adequada antecedência tudo que se passa em seu interior e à sua volta. Os controles são mantidos com bastante rigor e as ações corretivas decorrentes são desencadeadas com rapidez. Assim, não são apanhadas por surpresas.
Por outro lado, não obstante sua eficiência, os controles não cerceiam a autonomia e a liberdade de ação dos executivos.
Longe de serem instrumentos centralizadores e cerceadores, eles servem eficazmente a todos os executivos da empresa ajudando-os a agirem com maior presteza na solução de problemas e no aproveitamento de oportunidades.
 
5. Atribuem valor extraordinário às pessoas
Sabem que a força que possuem vem das pessoas que as compõem.
Sabem que o talento, a força e motivação das pessoas são tesouros de inestimável valor. Sabem que para um grupo de pessoas talentosas e motivadas tudo é possível; reverter uma situação de quase desastre, chegar ao topo da lista, entrar num novo mercado, bater os concorrentes e mesmo chegar a crescimento recorde em épocas de crise.
Possuem interesse autêntico pelas pessoas, investem continuamente em desenvolvimento, estabelecem vínculos de longo prazo através de lealdade recíproca, criam ambientes calorosos, humanos e agradáveis.
Estabelecem estratégias especificamente voltadas a garantir segurança e estabilidade à relação empresa-colaboradores, mesmo em épocas de maior dificuldade.
 
6. Possuem cultura clara com ênfase no entusiasmo
Antes de mais nada possuem uma cultura.
Ou seja, não são organizações sem personalidade e princípios; não são um ajuntamento de culturas diferentes e até contraditórias.
Além disso, possuem “embutido” em sua cultura um conjunto de elementos de alta relevância, não só para buscar seus objetivos, como também para enfrentar obstáculos: postura positiva ao enfrentar dificuldades, habilidade em resolver problemas, valorização da criatividade, energia/garra/pique, otimismo face às adversidades, persistência, ausência de preconceitos/abertura a soluções não ortodoxas, rapidez/agilidade, equilíbrio planejamento-ação, espírito empreendedor, abertura a inovações, processo decisório participativo.
 
7. Possuem um quadro de executivos bem sintonizados, que emana coerência,
    consistência e entendimento
Têm liderança eficaz.
Todos os executivos de cúpula compartilham os mesmos valores básicos (embora possam ter estilos diferentes).
São leais entre si e transmitem – como grupo – segurança à organização como um todo. Conseguem, por essa coerência, mobilizar a energia humana da empresa com extraordinária força, pois inexistem boicotes, politicagens, conflitos e divergências mal trabalhadas em termos de cúpula.

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