GESTÃO DO CONHECIMENTO

Um futuro diferente do passado.

Política Monetária Atual

20 20UTC março 20UTC 2009

Banco Central afirma que indexação impede queda maior da taxa de juros.

“Pela primeira vez se pode cortar as taxas de juros para fazer o país crescer - disse Meirelles ontem à noite durante evento na Câmara Americana de Comércio (AmCham), em São Paulo”.  

 

Entenda como nasceram as Políticas, Monetária, Cambial e Fiscal e faça as suas conclusões.

No curso do século 19, o sistema monetário internacional passou do bimetalismo (ouro e prata) para o monometalismo, o padrão-ouro. A libra, o dólar, o marco, o franco e todas as unidades monetárias dos países civilizados eram meras denominações de certas quantidades de ouro.

As notas e os depósitos bancários eram resgatáveis à vista, ou seja, tinham que ser convertidos em ouro a qualquer tempo. Qualquer cidadão, se assim preferisse, poderia trocar notas de dez dólares pelo seu equivalente em ouro.

As implicações dessa soberania popular no sistema monetário eram muito importantes. A oferta de moeda na economia mundial era regulada pelo mercado e não pelos políticos e suas “equipes econômicas”.

Só haveria mais dinheiro quando se gastasse menos ouro nas atividades de mineração do que fosse possível extrair das minas.

Quem não estava nada satisfeito com esse arranjo eram os bancos, e, principalmente, os governos. Os bancos queriam emprestar a juros além de suas reservas em ouro, e, criar dinheiro do nada com uma simples penada contábil.

Os políticos desejavam assumir o controle total da moeda e do sistema financeiro, adquirindo o poder de criar dinheiro à vontade e distribuí-lo aos grupos de interesse de sua preferência, bem como tributar sem controle parlamentar e popular através da inflação.

A capacidade de inflacionar dos bancos, contudo, era limitada, vez que estender demais o passivo em relação às reservas era um convite à desconfiança dos correntistas e à consequente corrida contra o banco e a bancarrota.

Os governos, porém, dispondo do monopólio da força, dos tribunais e da polícia, gozam de ampla margem de manobra inflacionista.

Do conluio entre os políticos e os bancos surgiram muito cedo os bancos centrais estatais, com seus monopólios de emissão de notas com curso forçado, seu poder de suspender a conversibilidade da moeda em ouro, de suspender os pagamentos, de concentrar as reservas de todos os bancos particulares e permitir-lhes a expansão do crédito em regime de reservas fracionais sob a cobertura do governo.

A Primeira Guerra foi um presente dos céus para a conspiração política contra o controle popular do dinheiro. Todos os governos beligerantes suspenderam a conversibilidade da moeda e recorreram à inflação, ao invés da tributação direta e aberta, para financiar suas respectivas e vastas despesas bélicas.

Esse era o estado da questão quando Keynes publicou seu primeiro livro “sério” de teoria econômica, Tract on the Monetary Reform, de 1923. A idéia central desse livro era que o padrão-ouro deveria ser abandonado de uma vez por todas e que o controle da quantidade de moeda na economia deveria ser confiado aos bons ofícios dos políticos, essas almas puras inteiramente dedicadas ao bem comum, que se encarregariam de zelar pela estabilidade da moeda e do “nível geral de preços”.

Um a um, todos os governos abandonaram para sempre o lastro em ouro, recorreram à inflação e às desvalorizações da moeda, ergueram barreiras intransponíveis ao comércio internacional. Nada funcionava. A desintegração das relações internacionais acabou em mais uma guerra mundial.

Hoje todos os governos e os seus Bancos, gozam da prerrogativa de fazer aquilo que proíbem sob as mais severas penas aos particulares: falsificar dinheiro.

Todas essas estruturas terão de ser fundamentalmente alteradas, não porque sejam inerentemente ruins, nem porque sejam controladas por essa ou aquela classe ou grupo. Mas porque são, cada vez mais, inoperantes. Não se adaptam mais às necessidades de um mundo radicalmente mudado.

Mas, é chegada a hora de imaginarmos alternativas completamente novas, de discutir, discordar, debater e projetar, a partir dos alicerces, a arquitetura democrática de amanhã. Diferente do que temos hoje e, talvez, infinitamente melhor.

Arquivado em: Sem categoria I

Nenhum Comentário »

Nenhum comentário ainda.

Deixe um comentário

Report abuse Close
Am I a spambot? yes definately
http://rcsearching.blog.terra.com.br
 
 
 
Thank you Close

Sua denúncia foi enviada.

Em breve estaremos processando seu chamado para tomar as providências necessárias. Esperamos que continue aproveitando o servio e siga participando do Terra Blog.