GESTÃO DO CONHECIMENTO

Um futuro diferente do passado.

“Mundo Essencial”.

5 05UTC março 05UTC 2009

…diferente e provavelmente, infinitamente melhor.

 

A crise que se instalou no planeta trouxe em seu bojo a obsolescência de muitos governos de hoje. Não foi um segredo que tenhamos descoberto. Nem tampouco uma doença exclusiva, desse ou daquele País. Mostrou-nos a fragilidade das economias, das políticas, das finanças, das leis do chamado “Mundo Fundamental”.

 

Leis que apesar de “fundamentais”, nada têm de “Essencial”, por quererem tratar os desiguais de forma igualitária. E, nada pode ser tão desigual, do que essa premissa falsa, do mundo criado para as maiorias.

 

O fato é que, criar uma “Civilização Essencial” por sobre os escombros de instituições criadas como fundamentais, implica em um projeto de estruturas políticas novas, mais apropriadas, e isso se faz necessário de imediato, em muitas das nações que tentam desesperadamente manter o que já terminou.

 

É um projeto doloroso, porém imprescindível, cuja magnitude assusta e, sem dúvida, levara décadas para ser levado à cabo. Mas, felizmente já começou.

 

É mais do que provável que imponha uma batalha prolongada para reformular radicalmente, congressos, câmaras, inclusive a dos Lordes, os gigantescos ministérios e os serviços públicos enquistados em muitos países, as constituições e os sistemas jurídicos. Em suma, grande parte do aparato pesado e cada vez mais inoperante dos governos representativos existentes.

 

Todas essas estruturas terão de ser fundamentalmente alteradas, não porque sejam inerentemente ruins, nem porque sejam controladas por essa ou aquela classe ou grupo. Mas porque são, cada vez mais, inoperantes. Não se adaptam mais às necessidades de um mundo radicalmente mudado.

 

Mas, é chegada a hora de imaginarmos alternativas completamente novas, de discutir, discordar, debater e projetar, a partir dos alicerces, a arquitetura democrática de amanhã. Diferente do que temos hoje e, talvez, infinitamente melhor.

 

Atribuímos aos homens da era precedente, uma soberania sobre-humana e achamos, até por conveniência que, o que fizeram estava acima de emendas. Então, a própria natureza das coisas das quais somos partícipes, vem e nos força a rever.

 

Sabemos que as leis e as instituições precisam andar de mãos dadas com o progresso da mente humana. E, novas descobertas são feitas, novas verdades são reveladas, as maneiras e as opiniões mudam, com a mudança de circunstâncias e, as instituições também têm de avançar e acompanhar o passo dos tempos.

 

O sistema, inclusive o financeiro, que serviu tão bem a alguns por tanto tempo, e que agora precisa, por seu turno, morrer e ser substituído. Não com espírito amargo e dogmático, não em um súbito espasmo impulsivo, mas por meio da mais ampla e pacífica participação política.

 

Para construir novos governos viáveis e, empreender o que poderá ser a tarefa mais importante de nossas vidas, teremos que despojar do cúmplice interno que existe dentro de cada um de nós.

 

E, teremos que repensar a vida política, na verdade, em três novos princípios que serão as raízes do “Mundo Essencial” do Terceiro Milênio, da nova economia planetária.

 

Um poder de minorias,  contrapondo o poder de maiorias que validou durante séculos, o Mundo Fundamental.

Uma transferência da dependência direta de nossos representantes, para nossa própria autorrepresentação. A democracia direta.

E, para curar o bloqueio decisório de hoje, resultante da sobrecarga institucional, precisamos dividir as decisões e realocá-las. Os arranjos políticos de hoje, violam agressivamente esse princípio. Os problemas migram, mas o poder de decisão não.

 

Esses poucos critérios podem nos ajudar a separar políticas enraizadas do Mundo Fundamental, das que possam abrir caminho no presente, para a realidade do “Mundo Essencial”.

 

O perigo de qualquer lista de normas, mesmo que já elevadas a padrões, é que algumas pessoas sentir-se-ão tentadas a aplicá-las literalmente, mecanicamente, e até mesmo fanaticamente. E isso, é o oposto do que é necessário.

 

Tolerância ao erro, ambigüidade, e sobretudo diversidade, apoiados por senso de humor e proporção, são requisitos indispensáveis à sobrevivência, ao arrumarmos as nossas  malas para a maravilhosa viagem do milênio.

 

Preparemo-nos para o que poderá ser o mais emocionante passeio da história da humanidade. O “Mundo Essencial”, a Era do Conhecimento e da Espiritualidade.

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