O Emprego e a Crise
26 26UTC fevereiro 26UTC 2009
O que o emprego tem a ver com a crise financeira Mundial?
Nada!
Apenas por atavismo, inconsciente coletivo, arquétipos, que são contornos mal resolvidos da nossa personalidade que se refletem no meio social que criamos e vivemos. Cortamos, de forma sumária, postos de trabalho nas crises, sejam elas financeiras ou econômicas.
Vale dizer que em planejamentos estratégicos de grandes organizações, vê-se o mesmo comportamento.
A sociedade, os empresários, os trabalhadores, as mídias especializadas, consultores e os executivos, acreditam nessa relação direta entre custos e emprego. E, só pode ser inconsciente, do contrário seria um desvio de caráter sujeito a tratamento.
“O mercado, a economia está em crise, então, vamos reduzir custos”. Pegamos o salário ou os assalariados para o sacrifício.
Isso porque, “Karl Marx”, um dia, postulou que, “o salariado recebia cerca de 1/3 do valor que agregava ao produto”. E, pelo que parece, nós continuamos a acreditar nessa afirmativa. Pois, em qualquer sinal de crise, os primeiros a serem cortados são os postos de trabalho.
Claro e natural, pois, se são pagos a 1/3 do valor real, dão assim, de forma gratuita, 2/3 de ganho ou lucro, ao capital, como conclusão óbvia, nossa e do próprio “Marx”.
Aí é que o nosso medo de perder supera a nossa vontade de ganhar, ou seja, quanto mais empregos cortados, menor o meu prejuízo. A cada posto de trabalho cortado deixo de perder dois, no lucro.
Mas, isso era em 1865 e na teoria de Marx, o pai do comunismo.
Será que continuamos pensando e agindo assim? Será que ainda somos capitalistas do século XIX, numa luta silenciosa contra o nosso atavismo.
Parece muito assustador, principalmente, quando constatamos o “conhecimento” que já adquirimos. Temos hoje um Presidente operário e um negro e outros tantos ditadores, mas, as diferenças consolidam o conceito de Democracia.
Agora, quando olhamos para Árabes e Judeus numa guerra insana, como se o tempo não tivesse passado, posso entender o abismo existente, ainda, entre capital e trabalho, papéis que muitas vezes, são exercidos pelo mesmo executivo, dentro das organizações.
Talvez, por isso, tenhamos um legislativo tão dúbio e um poder executivo tão contaminado, gerando assim, um poder judiciário defensor de interesses quase particulares com medo de renovar-se.
Voltando à questão central, seria muito mais racional, cortar juros e impostos. Representam muito mais em qualquer planilha de custo e só beneficiam alguns poucos.
Por que então não agimos assim?
A Sociedade do Século XXI agradeceria, em nome de um “Capitalismo Maduro”.

