Montadoras e eu.
18 18UTC fevereiro 18UTC 2009
Fico me perguntando, qual seria o problema de uma montadora ou montadeira de automóveis?
Perdeu participação no mercado? Foi por concorrência desleal ou ela não agregou valor ao que produzia e queria continuar vendendo para sempre naquele mercado, portanto, acabou sendo engolida pela competência dos outros?
Isso é natural! Só não acontece em mercados fechados como o do Brasil.
Aplicou dinheiro em negócios especulativos que não é o seu foco?
A empresa tem que assumir a responsabilidade daquelas decisões que tomou ou o “negócio” ficará para sempre corrompido na base. Mais dia, menos dia, ela vai desaparecer do mercado.
Melhor que seja já, ou então fiquem aqui!
Estaria vendendo seus produtos abaixo do custo de produção?
Para quebrar por isso, todos os relatórios gerenciais mostrariam e já estaria estampado em algum jornal ou revista sensacionalista à muito tempo. Muito antes disso, poderiam ter programado treinamentos em suas filiais, no Brasil, aí sim, veriam o que é fazer lucro abundante e fácil.
O consumidor não está recebendo crédito para comprar os bens?
São os Bancos que fecharam as torneiras do dinheiro?
Mas, os Bancos não são “empresas” de vocês ou que vocês têm grandes participações? Fale com vocês mesmos para se concederem empréstimos.
O risco é grande demais?
Então, pára de produzir!
Ah! Isso todos já fizeram.
Aqui no Brasil também!
Mas, vai gerar desemprego!
Ah! isso não é problema de vocês!
Mas, vai faltar clientes?
Já entendi. Vocês então vão pedir ajuda aos governos?
O governo vai emprestar dinheiro?
De quem? do consumidor, é claro!
Então, no final das contas, o consumidor vai emprestar a si mesmo, para comprar o que a montadeira montou, e ainda vai pagar juros? Para quem? Desculpe-me. Essa é outra história e eu conto depois, voltemos à realidade.
Acho que vocês deveriam vender essas empresas para os consumidores, já que são eles os verdadeiros investidores!
Mas isso é comunismo! Dirão os mais desvairados.
Não, mais uma vez você estará cometendo um equívoco se assim pensar.
Trata-se da “Revolução do Conhecimento”. A mesma que faz com que os produtos de “Informática” sejam vendidos, a cada dia, mais baratos e com mais qualidade, para um número cada vez maior de clientes.
Claro que, inversamente com o que acontece com os “auto-móveis”, que tem seus preços relativos majorados ao longo do tempo, e quanto tempo. Além de produzir apenas o que está combinado de vender. No Brasil o aumento é muito mais escandaloso!
Nem por isso, a indústria de bens de informática está sendo vendida para os seus clientes. Ao contrário, existe uma relação ou “contrato de confiança” que os mantém. Cada um dos atores sociais cumprindo o seu papel. Funciona até no Brasil!
Mas, fiquemos todos calmos. Mudanças não são tão fáceis de assimilar!
Em 1900, “Lord Kelvin” físico e presidente da British Royal Society of Science, quando foi apresentado ao primeiro aparelho de “Raio X” disse, categoricamente que aquilo era uma mistificação.
Somos levados a concluir, mais uma vez.
O combate decisivo do nosso tempo é entre os que pretendem preservar a sociedade industrial e os que estão preparados para ultrapassá-la, em busca do futuro diferente do passado.
Platão tem razão, sair da caverna é quase impossível, mas inexorável.

