EVITANDO DEMISSÕES 2
16 16UTC janeiro 16UTC 2009
Apenas empresas do velho século poderiam estar adotando o corte de pessoal para reduzir custos ou despesas. E seria por mero comodismo. Juros e impostos representam muito mais, em qualquer planilha de formação de custo, do que pessoal.
Será que os cobradores de juros e impostos são tão temidos como eram nos séculos passados? Será que não houve nenhuma evolução social, política, econômica? Será que ainda somos os mesmos e vivemos como os nossos “donos”?
A falta de disposição para trabalhar duro na busca de soluções criativas e refinadas para os problemas faz a empresa adotar a solução “mais fácil” – o corte de pessoal - que por sua vez alimenta o círculo vicioso e doentio do poder centralizado.
O medo de perder é muito maior do que a vontade de ganhar.
A proposta é tão absurda quanto querer diminuir a população mundial por imaginarmos que não somos capazes de produzir condições mínimas de sobrevivência.
O acirramento da competição afetando receitas e margens, retração geral dos negócios, mudança nas “regras do jogo” da economia etc. Essas não são, na verdade, as causas básicas do problema.
Do ponto de vista de management, a verdadeira base do problema encontra-se no próprio processo de gestão dessas empresas, inclusive a tentativa absurda de manter negócios que não se enquadram mais na economia do novo século.
Elas chegam à situação de corte como resultado de um acúmulo de erros estratégicos e gerenciais, cometidos ao longo de um período (que pode ser de até alguns anos) e teimam em usar velhos métodos para atingir novos resultados. Impossível.
Os governos, inclusive o do Brasil, falam em falta de liquidez nos mercados e colocam dinheiro nos Bancos. Na verdade é pedir ao vampiro para gerenciar o banco de sangue.
Os Bancos não emprestarão, porque estes recursos estão sendo empoçados para defender as posições de parte da economia velha que já quebrou. Mas, sustenta os Bancos que também não têm nenhum sentido numa economia nova, democrática e descentralizada.
Aliás, ninguém precisará de um “ator social” ilíquido, sem compromisso com o desenvolvimento de todos e que ainda cobra muito caro de quase todos, apenas para manter alguns da economia velha. Voltaire há bastante tempo tentou nos alertar quando disse: “O que é roubar um banco comparado com a fundação de um?”.
Agora, de forma patética, estamos como observadores do jogo ridículo de sindicatos contra sindicatos, patronais e dos trabalhadores com poder de representatividade absolutamente falido. Vão negociar o que?
Provavelmente com a dignidade do “trabalho” e do “trabalhador”.

