GESTÃO DO CONHECIMENTO

Um futuro diferente do passado.

O conflito político mais importante de hoje!

12 12UTC janeiro 12UTC 2009

Parece uma brincadeira mas estava publicado.  Uma pesquisa recente estimou que o setor global de tecnologia da informação gera tantos gases do efeito estufa quanto todas as companhias aéreas juntas.

O estudo de Wissner-Gross afirma que uma busca típica no Google em um computador de mesa gera cerca de 7 gramas de dióxido de carbono.

Para ferver água em uma chaleira elétrica, são emitidos cerca de 14 gramas de dióxido de carbono, ou o equivalente a duas buscas no Google, segundo o físico americano.

Wissner-Gross argumenta que essas emissões de carbono derivam da eletricidade usada pelo terminal de computador e pela energia consumida pelos grandes centros de dados operados pelo Google em todo o mundo.

Apesar de o sistema de buscas americano ser reconhecido pelos seus resultados rápidos, Wissner-Gross diz que ele somente consegue isso porque usa vários bancos de dados ao mesmo tempo, produzindo mais dióxido de carbono que alguns de seus competidores na internet.

Segundo o acadêmico, para cada segundo conectados à internet, geramos 0,02 grama de emissões de carbono.

Por quem este senhor deve estar falando, com essas afirmações sem nenhuma percepção de benefício x custo, sem nenhum compromisso com o conhecimento científico e a sua importância para o Terceiro Milênio.

Fica cada vez mais claro que o conflito político mais importante de hoje não é entre o rico e o pobre, como nos que fazer acreditar o Presidente Lula. Menos ainda, entre os grupos étnicos, como se apresentou na eleição do Sr. Obama ou mesmo o conflito em Gaza.

O combate decisivo do nosso tempo é entre os que pretendem preservar a sociedade industrial e os que estão preparados para ultrapassá-la em busca do futuro diferente do passado.

Hoje, em cada esfera da vida social, em nossas famílias, nossas escolas, nossas empresas e igrejas, nos nossos sistemas de energia e comunicação, nos confrontamos com a necessidade de criar novas formas de convivência para a sociedade do Terceiro Milênio.

Mesmo pessoas que são audaciosamente inovadoras em seu trabalho – nos seus escritórios de advocacia ou laboratórios, suas cozinhas, salas de aula ou companhias – parecem ficar petrificadas à menor sugestão de que as nossas estruturas políticas são obsoletas e precisam de uma revisão completa.

Tão alarmante é a perspectiva de uma mudança profunda, com os riscos inerentes, que o status quo, por mais surrealista e opressivo, de repente parece o melhor dos mundos.

Em contrapartida, temos em todas as sociedades um contingente de pseudo-revolucionários, como Wissner-Gross, impregnados de suposições obsoletas do século passado, para os quais nenhuma mudança proposta é suficientemente radical.

Fanáticos de direita, arquimarxistas, anarco-românticos, demagogos racistas e religiosos intolerantes, guerrilheiros de pijama e terroristas tementes a Deus, sonhando com tecnocracias totalitárias, utopias medievais ou estados teocráticos.

Mesmo quando avançamos aceleradamente para uma nova zona histórica, eles alimentam sonhos de uma revolução inspirada nas páginas amareladas dos credos econômicos de ontem.

A criação de novas estruturas políticas para a civilização do Terceiro Milênio não virá de uma convulsão climática isolada, mas em conseqüência das milhares de inovações e colisões em muitos níveis e em muitos lugares durante décadas.

No entanto, o que se configura à medida que este superdesafio se intensifica não é o replay de qualquer drama revolucionário anterior, como tentam explicar alguns dirigentes – nenhum golpe centralmente arquitetado para derrubar as elites dirigentes por algum “partido de vanguarda” com as massas a reboque; nenhum levante espontâneo, da massa, supostamente catártico, detonado pelo terrorismo.

Muito depende da flexibilidade e da inteligência das elites, subelites e superelites de hoje. Se esses grupos demonstrarem ser tão míopes, desprovidos de imaginação e apavorados como os dirigentes e teóricos do passado resistindo obstinadamente ao mundo do conhecimento, os riscos de violência e destruição serão inevitáveis.

Se, ao contrário, aderirem aos conhecimentos do Terceiro Milênio, se reconhecerem a necessidade de uma democracia ampliada, poderão de fato participar do processo de criação de uma civilização do Terceiro Milênio, provavelmente com Internet e Google.

Hoje, as apostas são muito mais altas, o tempo é mais curto, a aceleração maior, os perigos ainda maiores. Mas, acima de tudo, nunca tantos tiveram tanto a ganhar garantindo que as mudanças necessárias, embora profundas, sejam feitas pacificamente.

As circunstâncias diferem de país para país, mas nunca na história houve tantas pessoas razoavelmente instruídas, armadas coletivamente com um arsenal de conhecimentos tão diversificados. Nunca tantos gozaram um nível de influência tão elevado, precário talvez, mas suficientemente amplo para lhes proporcionar tempo e energia para que alimente preocupações cívicas e ajam.

São as tentativas de bloquear as mudanças e não as mudanças em si, que elevam o nível do risco. É a tentativa cega de defender a obsolescência que cria o perigo.

Não devemos esperar que muitos dos líderes nominais de hoje – presidentes e políticos, senadores e deputados, governadores, empresários e líderes sindicais – desafiem as instituições que, por mais obsoletas que sejam, lhes dão prestígio, dinheiro e a ilusão, senão a realidade, de poder.

A responsabilidade da mudança, por conseguinte, cabe a nós. Precisamos começar conosco, aprendendo a não fechar nossas mentes prematuramente ao que é novo, surpreendente ou aparentemente radical.

Se começarmos agora, nós e nossos filhos poderemos tomar parte na emocionante reconstituição não somente de nossas estruturas políticas obsoletas, mas da própria civilização. Temos um destino a criar.

Arquivado em: Sem categoria I

Nenhum Comentário »

Nenhum comentário ainda.

Deixe um comentário

Report abuse Close
Am I a spambot? yes definately
http://rcsearching.blog.terra.com.br
 
 
 
Thank you Close

Sua denúncia foi enviada.

Em breve estaremos processando seu chamado para tomar as providências necessárias. Esperamos que continue aproveitando o servio e siga participando do Terra Blog.