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19 19UTC novembro 19UTC 2008
Tem jornal brasileiro afirmando, em primeira página, que queda geral de preços é “deflação” que gera recessão. Essa afirmativa é no mínimo tendenciosa.
Numa economia comum, a muito tempo, o custo do produto é formado pelo preço que o mercado pode e consegue pagar. Apenas em economias fechadas do século passado, ainda se imagina poder controlar preços por monopólios e ou oligopólios.
Pode ser que essas mídias ainda representem esses poderes do século passado. Segue abaixo o que foi publicado:
“Nos EUA, índice no atacado tem queda recorde de 2,8%. Preços ao consumidor britânico recuam
A recessão está trazendo à cena outro fantasma: o da queda generalizada de preços, conhecida como deflação. Nos EUA, o índice de preços no atacado caiu 2,8% em outubro. Foi o maior recuo desde o início da pesquisa, em 1947. A deflação ocorreu da queda de preços das commodities, como minérios, petróleo e grãos. Esses preços recuaram com a queda brutal da demanda. Mas não foi só. No mês passado também houve recuo nos preços na Alemanha, na França, em Portugal e em outros países da Europa.
O grande temor é que a deflação reduza a rentabilidade das empresas, ameaçando empregos e realimentando a recessão. No Brasil, a alta do dólar anulou parte da queda de preços das commodities. O novo diretor-geral da Consumer International, Joots Martens, diz que a crise global favorece um consumo mais consciente.”

