Uma crítica às 47 propostas elaboradas pela cúpula
17 17UTC novembro 17UTC 2008
Não dá para compreender quando afirmam:
Enfatizamos que as Instituições de Bretton Woods devem ser amplamente reformadas para que possam refletir mais adequadamente os pesos da economia em transformação no mundo econômico e responderem melhor a desafios futuros. Economias emergentes e em desenvolvimento devem ter maior voz e representação nessas instituições.
Economias avançadas, o FMI, e outras organizações internacionais devem fornecer programas de capacitação para economias de mercado emergentes e países em desenvolvimento sobre a formulação e implantação de novas regulamentações importantes, consistentes com os padrões internacionais.
É preciso lembrar que os mercados sem regulamentação são os das economias avançadas. Eles não têm nada a contribuir do ponto de vista de regulamentações, precisam sim, aprender.
Em outro parágrafo:
Nosso trabalho será guiado pela visão compartilhada de que os princípios do mercado, comércio aberto, regimes de investimento e mercados financeiros efetivamente regulados estimulam o dinamismo, inovação e empreendedorismo que são essenciais para o crescimento da economia, emprego e redução da pobreza.
Esse é o mundo que todos nos sonhamos, a nossa pergunta é se somos capazes de criá-lo.
Então falam sobre as causas:
Raízes e causas da atual crise
3. Durante um período de forte crescimento global, crescimento no fluxo de capital e prolongada estabilidade no início desta década, os participantes do mercado procuraram retornos maiores sem uma adequada avaliação dos riscos e falharam em adotar os procedimentos de due diligence. Ao mesmo tempo, padrões fracos de subscrição, práticas não saudáveis de gerenciamento de risco, produtos financeiros cada vez mais opacos e complexos, e consequente alavancagem excessiva combinaram para criar vulnerabilidade no sistema. Os formuladores de política, reguladores e supervisores em alguns países desenvolvidos, não avaliaram adequadamente os riscos que se criavam nos mercados financeiros, o ritmo com a inovação financeira, ou levaram em conta as ramificações sistêmicas das ações regulatórias domésticas.
4. Dentre os fatores principais para a atual situação estão, entre outros, insuficientes e inconsistentes políticas macroeconômicas coordenadas, reformas estruturais inadequadas, que levaram a insustentáveis conseqüências macroeconômicas. Esses desenvolvimentos, juntos, contribuíram para excessos e resultaram no final em severos rompimentos do mercado.
As raízes e as causas parecem mais o “Samba do Crioulo doido” lembrando o nosso Sérgio Porto (Stanislaw Ponte Preta). Causas são misturadas às conseqüências como uma grande vitamina. A parte financeira e contábil, causadora da crise financeira foi atrelada a economia dos países sem o menor constrangimento intelectual.
Denominam roubo, de “inovação financeira” dizendo que os supervisores em alguns países desenvolvidos, não avaliaram adequadamente os riscos que se criavam nesses mercados.
E os planos de ação, coitados se fossem executivos de uma multinacional:
Ações tomadas e a serem tomadas
Ações tomadas e a serem tomadas
5. Temos tomado fortes e significativas ações até o momento para estimular nossas economias, oferecer liquidez, reforçar o capital de instituições financeiras, proteger poupanças e depósitos, reparar deficiências regulatórias, descongelar mercados de crédito e estamos trabalhando para assegurar que instituições financeiras internacionais (IFIs) possam oferecer apoio crucial para a economia global.
Mais uma vez sem nenhum pudor científico estimulam instituições financeiras internacionais a assumirem as velhas e ineficientes posições de salvadoras da pátria da economia global.
Até o próprio Keynes deve ter revirado em seu túmulo. São as economias que estimulam as estruturas financeiras e não ao contrário como querem demonstrar os representantes do velho poder, onde se inclui o moderníssimo presidente lula.
Já quanto às práticas de gerenciamento vejam:
Gerenciamento de Risco
Ações imediatas até 31 de março de 2009
Reguladores devem desenvolver diretrizes aprimoradas para fortalecer as práticas de gerenciamento de risco dos bancos, alinhadas com as melhores práticas internacionais, e incentivar firmas financeiras a reexaminar seus controles internos e implantar políticas reforçadas para gerenciamento de alto risco.
Se forem gerenciar riscos de Bancos, acabarão descobrindo que eles são totalmente inúteis para uma economia de terceiro milênio. Aparecerão apenas como despesas a serem cortadas. Já as firmas financeiras não poderão mais financiar partidos e ou candidatos por serem de altíssimo risco.
E pasmem-se, propõem controle de preços:
Autoridades devem monitorar mudanças substanciais nos preços de ativos e suas implicações para a macro-economia e o sistema financeiro.
Esse filme nós brasileiros já vimos!

