GESTÃO DO CONHECIMENTO

Um futuro diferente do passado.

No Brasil o discurso deu Impeachement

20 20UTC novembro 20UTC 2008

Obama fará intervenção profunda na economia
Autor(es): Jonathan Weisman , The Wall Street Journal
Valor Econômico - 20/11/2008

Intervenção, nos moldes dos anos 70, irá favorecer alguns produtos e serviços, e afastará outros dos consumidores

O presidente eleito dos EUA, Barack Obama, promete intervir na economia - da indústria automobilística ao setor de energia e bancos - usando modelos que o governo americano não experimenta desde os anos 70. Alguns produtos, serviços e indústrias serão favorecidos, enquanto outros serão colocados fora do alcance dos consumidores.

Sob nova política financeira, os bancos que receberem ajuda do governo serão forçados a dar empréstimos e a interromper execuções judiciais de hipotecas. As fabricantes de automóveis serão estimuladas a mudar as linhas de produção para veículos mais avançados e econômicos.

Bilhões de dólares do governo poderão promover a geração de energia solar, eólica e de biomassa, enquanto a indústria suja do carvão pode ser tributada a tal ponto que teria de fechar as portas.

Em um vídeo para um encontro sobre mudanças climáticas, Obama prometeu seguir políticas de energia que reduzam as emissões de carbono em 2020 aos mesmos níveis de 1990, além de um corte adicional de 80% até 2050.

O chefe de gabinete do futuro governo, Rahm Emanuel, disse a um grupo de executivos que a crise econômica é "uma oportunidade para fazer coisas que não poderiam ter sido feitas antes".

ACREDITE SE QUISER!

19 19UTC novembro 19UTC 2008

Tem jornal brasileiro afirmando, em primeira página, que queda geral de preços é “deflação” que gera recessão. Essa afirmativa é no mínimo tendenciosa.

Numa economia comum, a muito tempo, o custo do produto é formado pelo preço que o mercado pode e consegue pagar. Apenas em economias fechadas do século passado, ainda se imagina poder controlar preços por monopólios e ou oligopólios.

Pode ser que essas mídias ainda representem esses poderes do século passado. Segue abaixo o que foi publicado:

“Nos EUA, índice no atacado tem queda recorde de 2,8%. Preços ao consumidor britânico recuam
A recessão está trazendo à cena outro fantasma: o da queda generalizada de preços, conhecida como deflação. Nos EUA, o índice de preços no atacado caiu 2,8% em outubro. Foi o maior recuo desde o início da pesquisa, em 1947. A deflação ocorreu da queda de preços das commodities, como minérios, petróleo e grãos. Esses preços recuaram com a queda brutal da demanda. Mas não foi só. No mês passado também houve recuo nos preços na Alemanha, na França, em Portugal e em outros países da Europa.

O grande temor é que a deflação reduza a rentabilidade das empresas, ameaçando empregos e realimentando a recessão. No Brasil, a alta do dólar anulou parte da queda de preços das commodities. O novo diretor-geral da Consumer International, Joots Martens, diz que a crise global favorece um consumo mais consciente.”

Uma crítica às 47 propostas elaboradas pela cúpula

17 17UTC novembro 17UTC 2008

Não dá para compreender quando afirmam:

Enfatizamos que as Instituições de Bretton Woods devem ser amplamente reformadas para que possam refletir mais adequadamente os pesos da economia em transformação no mundo econômico e responderem melhor a desafios futuros. Economias emergentes e em desenvolvimento devem ter maior voz e representação nessas instituições.
Economias avançadas, o FMI, e outras organizações internacionais devem fornecer programas de capacitação para economias de mercado emergentes e países em desenvolvimento sobre a formulação e implantação de novas regulamentações importantes, consistentes com os padrões internacionais.

É preciso lembrar que os mercados sem regulamentação são os das economias avançadas. Eles não têm nada a contribuir do ponto de vista de regulamentações, precisam sim, aprender.

Em outro parágrafo:

Nosso trabalho será guiado pela visão compartilhada de que os princípios do mercado, comércio aberto, regimes de investimento e mercados financeiros efetivamente regulados estimulam o dinamismo, inovação e empreendedorismo que são essenciais para o crescimento da economia, emprego e redução da pobreza.

Esse é o mundo que todos nos sonhamos, a nossa pergunta é se somos capazes de criá-lo.

Então falam sobre as causas:

Raízes e causas da atual crise
3. Durante um período de forte crescimento global, crescimento no fluxo de capital e prolongada estabilidade no início desta década, os participantes do mercado procuraram retornos maiores sem uma adequada avaliação dos riscos e falharam em adotar os procedimentos de due diligence. Ao mesmo tempo, padrões fracos de subscrição, práticas não saudáveis de gerenciamento de risco, produtos financeiros cada vez mais opacos e complexos, e consequente alavancagem excessiva combinaram para criar vulnerabilidade no sistema. Os formuladores de política, reguladores e supervisores em alguns países desenvolvidos, não avaliaram adequadamente os riscos que se criavam nos mercados financeiros, o ritmo com a inovação financeira, ou levaram em conta as ramificações sistêmicas das ações regulatórias domésticas.
4. Dentre os fatores principais para a atual situação estão, entre outros, insuficientes e inconsistentes políticas macroeconômicas coordenadas, reformas estruturais inadequadas, que levaram a insustentáveis conseqüências macroeconômicas. Esses desenvolvimentos, juntos, contribuíram para excessos e resultaram no final em severos rompimentos do mercado.

As raízes e as causas parecem mais o “Samba do Crioulo doido” lembrando o nosso Sérgio Porto (Stanislaw Ponte Preta). Causas são misturadas às conseqüências como uma grande vitamina. A parte financeira e contábil, causadora da crise financeira foi atrelada a economia dos países sem o menor constrangimento intelectual.
Denominam roubo, de “inovação financeira” dizendo que os supervisores em alguns países desenvolvidos, não avaliaram adequadamente os riscos que se criavam nesses mercados.

 
E os planos de ação, coitados se fossem executivos de uma multinacional:

Ações tomadas e a serem tomadas

Ações tomadas e a serem tomadas

5. Temos tomado fortes e significativas ações até o momento para estimular nossas economias, oferecer liquidez, reforçar o capital de instituições financeiras, proteger poupanças e depósitos, reparar deficiências regulatórias, descongelar mercados de crédito e estamos trabalhando para assegurar que instituições financeiras internacionais (IFIs) possam oferecer apoio crucial para a economia global.

Mais uma vez sem nenhum pudor científico estimulam instituições financeiras internacionais a assumirem as velhas e ineficientes posições de salvadoras da pátria da economia global.
Até o próprio Keynes deve ter revirado em seu túmulo. São as economias que estimulam as estruturas financeiras e não ao contrário como querem demonstrar os representantes do velho poder, onde se inclui o moderníssimo presidente lula.

Já quanto às práticas de gerenciamento vejam:

Gerenciamento de Risco
Ações imediatas até 31 de março de 2009
Reguladores devem desenvolver diretrizes aprimoradas para fortalecer as práticas de gerenciamento de risco dos bancos, alinhadas com as melhores práticas internacionais, e incentivar firmas financeiras a reexaminar seus controles internos e implantar políticas reforçadas para gerenciamento de alto risco.

Se forem gerenciar riscos de Bancos, acabarão descobrindo que eles são totalmente inúteis para uma economia de terceiro milênio. Aparecerão apenas como despesas a serem cortadas. Já as firmas financeiras não poderão mais financiar partidos e ou candidatos por serem de altíssimo risco.

E pasmem-se, propõem controle de preços:
Autoridades devem monitorar mudanças substanciais nos preços de ativos e suas implicações para a macro-economia e o sistema financeiro.

Esse filme nós brasileiros já vimos!

Um destino a ser criado.

11 11UTC novembro 11UTC 2008

O conflito político mais importante de hoje não é entre o rico e o pobre, como nos que fazer acreditar o Presidente Lula.

Menos ainda, entre os grupos étnicos, como se apresentou na eleição do Sr. Obama.

Temos também que nos livrar de concepções ainda mais arcaicas como a da luta equivocada entre capitalismo e socialismo.

O combate decisivo do nosso tempo é entre os que pretendem preservar a sociedade industrial e os que estão preparados para ultrapassá-la em busca do futuro diferente do passado.

Hoje, em cada esfera da vida social, em nossas famílias, nossas escolas, nossas empresas e igrejas, nos nossos sistemas de energia e comunicação, nos confrontamos com a necessidade de criar novas formas de convivência para a sociedade do Terceiro Milênio.

Em nenhum outro campo, entretanto, a obsolescência está mais avançada, ou em mais perigo, do que em nossa vida política. E, em nenhum outro campo, hoje em dia, encontramos menos imaginação, menos experimentação, menos disposição para empreender uma mudança fundamental.

Mesmo pessoas que são audaciosamente inovadoras em seu trabalho – nos seus escritórios de advocacia ou laboratórios, suas cozinhas, salas de aula ou companhias – parecem ficar petrificadas à menor sugestão de que as nossas estruturas políticas são obsoletas e precisam de uma revisão completa.

Tão alarmante é a perspectiva de uma mudança política profunda, com os riscos inerentes, que o status quo, por mais surrealista e opressivo, de repente parece o melhor dos mundos.

Em contrapartida, temos em todas as sociedades um contingente de pseudo-revolucionários, impregnados de suposições obsoletas do século passado, para os quais nenhuma mudança proposta é suficientemente radical.

Fanáticos de direita, arquimarxistas, anarco-românticos, demagogos racistas e religiosos intolerantes, guerrilheiros de pijama e terroristas tementes a Deus, sonhando com tecnocracias totalitárias, utopias medievais ou estados teocráticos.

Mesmo quando avançamos aceleradamente para uma nova zona histórica, eles alimentam sonhos de uma revolução inspirada nas páginas amareladas dos credos políticos de ontem.

A criação de novas estruturas políticas para a civilização do Terceiro Milênio não virá de uma convulsão climática isolada, mas em conseqüência das milhares de inovações e colisões em muitos níveis e em muitos lugares durante décadas.

No entanto, o que se configura à medida que este superdesafio se intensifica não é o replay de qualquer drama revolucionário anterior, como tentam explicar alguns dirigentes – nenhum golpe centralmente arquitetado para derrubar as elites dirigentes por algum “partido de vanguarda” com as massas a reboque; nenhum levante espontâneo, da massa, supostamente catártico, detonado pelo terrorismo.

Muito depende da flexibilidade e da inteligência das elites, subelites e superelites de hoje. Se esses grupos demonstrarem ser tão míopes, desprovidos de imaginação e apavorados como os dirigentes e teóricos do passado resistindo obstinadamente ao mundo do conhecimento, os riscos de violência e destruição serão inevitáveis.

Se, ao contrário, aderirem aos conhecimentos do Terceiro Milênio, se reconhecerem a necessidade de uma democracia ampliada, poderão de fato participar do processo de criação de uma civilização do Terceiro Milênio.

Hoje, as apostas são muito mais altas, o tempo é mais curto, a aceleração maior, os perigos ainda maiores. Mas, acima de tudo, nunca tantos tiveram tanto a ganhar garantindo que as mudanças necessárias, embora profundas, sejam feitas pacificamente.

As circunstâncias diferem de país para país, mas nunca na história houve tantas pessoas razoavelmente instruídas, armadas coletivamente com um arsenal de conhecimentos tão diversificados. Nunca tantos gozaram um nível de influência tão elevado, precário talvez, mas suficientemente amplo para lhes proporcionar tempo e energia para que alimente preocupações cívicas e ajam.

São as tentativas de bloquear as mudanças e não as mudanças em si, que elevam o nível do risco. É a tentativa cega de defender a obsolescência que cria o perigo.

Não devemos esperar que muitos dos líderes nominais de hoje – presidentes e políticos, senadores e deputados, governadores, empresários e líderes sindicais – desafiem as instituições que, por mais obsoletas que sejam, lhes dão prestígio, dinheiro e a ilusão, senão a realidade, de poder.

A responsabilidade da mudança, por conseguinte, cabe a nós. Precisamos começar conosco, aprendendo a não fechar nossas mentes prematuramente ao que é novo, surpreendente ou aparentemente radical.

Se começarmos agora, nós e nossos filhos poderemos tomar parte na emocionante reconstituição não somente de nossas estruturas políticas obsoletas, mas da própria civilização. Temos um destino a criar.

O CONHECIMENTO – a economia do Terceiro Milênio

6 06UTC novembro 06UTC 2008

O conhecimento, pelo fato de reduzir a necessidade de matérias-primas, mão-de-obra, tempo, espaço, capital e outros insumos, tornou-se o substituto máximo – a fonte essencial de recursos de uma economia avançada de terceiro milênio.

E, precisamente por isso, o seu valor não tem limite.

O conhecimento constitui uma ameaça maior a longo prazo para o poder financeiro do que o trabalho organizado ou partidos políticos anticapitalistas.

Toda essa crise histérica do capital que estamos presenciando, é apenas uma tentativa de revalorizar a sua importância. Pois, relativamente falando, a revolução do conhecimento está reduzindo a necessidade de capital por unidade de exsumo em uma economia que privilegia o capital.

Nada poderia ser mais revolucionário.

O conhecimento novo também leva à criação de materiais totalmente novos, variando de componentes de aviões a produtos biológicos, e aumenta a nossa capacidade de substituir um material por outro. Conhecimentos mais profundos permitem, hoje, originar materiais sob medida, em nível molecular, para produzir as características térmicas, elétricas ou mecânicas desejadas.

Para algumas commodities é preciso que se diga, que a única razão pela qual transportamos grandes quantidades de matérias-primas como bauxita, níquel ou cobre pelo planeta é a de que, apesar de dispormos do conhecimento, ainda não queremos converter as matérias locais em substitutos usáveis.

Devemos nos preparar para cortes drásticos nos custos de transportes e de fabricação. O conhecimento é substituto tanto para recursos quanto para transportes.

O mesmo se aplica à energia. Nada explica melhor a mudança drástica das matrizes energéticas dos países que ocorrerá pelo conhecimento do que as recentes rupturas da supercondutibilidade que, com dispêndio mínimo, diminui a quantidade de energia que atualmente precisa ser transmitida para cada unidade de produção.

Além de substituir materiais, transporte e energia, o conhecimento também economiza tempo.

O tempo na realidade permanece um insumo oculto. Especialmente quando se acelera a mudança, a capacidade de encurtar o tempo – por exemplo, comunicando-se rapidamente ou lançando com presteza novos produtos no mercado – isso pode determinar a diferença entre lucro e prejuízo.

Para compreender as extraordinárias mudanças que já ocorreram, e para antecipar as mudanças ainda mais dramáticas que vêm pela frente, precisamos refletir sobre as principais características da economia de terceiro milênio.

Na economia do século passado terra, trabalho, matérias-primas e capital foram os principais fatores de produção. O conhecimento é agora o recurso fundamental da economia do Terceiro Milênio, tornando possível reduzir todos os demais insumos usados para criar riqueza.

Mas o conceito de conhecimento como o substituto máximo ainda não foi assimilado. A maioria dos economistas, contadores, políticos, empreendedores e detentores do poder atual estão aturdidos com essa idéia e tende a protelar a sua aceitação porque ela é difícil de ser quantificada.

O que torna a economia do Terceiro milênio revolucionária é o fato de ser o conhecimento um recurso inexaurível, enquanto terra, trabalho, matérias-primas e capital podem ser considerados recursos finitos e manipuláveis por grupos de poder.

Ao contrário de um alto-forno ou de uma linha de montagem, o conhecimento pode ser usado por todas as empresas ao mesmo tempo. E elas podem usá-lo para gerar mais conhecimento.

Por conseguinte, teorias da economia do século passado baseadas em insumos finitos, esgotáveis não se aplicam a economias do Terceiro Milênio.

Economias de escala são frequentemente esmagadas por deseconomias de complexidade. As coisas escapam pelas rachaduras. Os problemas proliferam, anulando qualquer possível vantagem da massificação. A velha idéia de que o maior é necessariamente o melhor torna-se cada vez mais uma falácia.

Hoje em dia, os mercados, as tecnologias e as necessidades dos consumidores mudam tão rapidamente e exercem pressões tão variadas sobre as organizações, que a uniformidade burocrática estará sendo abolida em muito pouco tempo.

Estruturas relativamente padronizadas darão lugar a empresas orgânicas, equipes de projetos ad hoc, centros de desenvolvimento de conhecimento integrados além das fronteiras nacionais. Uma vez que os mercados mudam constantemente, a posição será menos importante do que a flexibilidade e a capacidade de manobra.

Para adaptarem-se às mudanças vertiginosas, as empresas estão apressadas em desmontar as suas estruturas burocráticas do século passado que mantém organogramas piramidais, monolíticas e burocráticas.

Esse novo sistema, embora ainda não tenha sido completado, representa a mais importante mudança isolada na economia global desde a disseminação de fábricas provocada pela revolução industrial.

Infelizmente, grande parte do pensamento econômico não acompanhou esse passo à frente e vem lutando com todas as forças para manter posições de poder a qualquer custo. Mas uma coisa é insofismável, é o conhecimento que aciona a economia, não a economia que aciona o conhecimento.

As sociedades, entretanto, não são máquinas e muito menos bolsas de pseudo-valôres com seus bancos financiadores e muito menos seus computadores. Elas não podem ser meramente reduzidas a hardware e software, base e superestrutura.

Um modelo mais pertinente as retrataria como organismos consistindo em muitos elementos, todos interligados a circuitos de feedback imensamente complexos e em constante processo de modificação.

À medida que a complexidade aumenta, o conhecimento torna-se mais imprescindível à sobrevivência tanto econômica quanto ecológica.

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