GESTÃO DO CONHECIMENTO

Um futuro diferente do passado.

O presidente Lula afirmou

22 22UTC outubro 22UTC 2008

O presidente Lula afirmou que o papel do Estado na economia voltou a ganhar importância com a crise. "Até o (presidente americano, George W. Bush) está falando em comprar ações de bancos privados. Isto significa que o coração do regime capitalista começa a ter um gostinho pelo papel do Estado, que esteve desmoralizado durante os últimos 30 anos."

Presidente Lula, o regime capitalista só pode existir porque existe Estado.

E se for Estado Democrático de Direito, muito melhor.

O papel do Estado numa economia deve ter uma abordagem teórica, Presidente, e não ideológica como parece afirmar o senhor.

No nosso caso Presidente, comprar ações de Bancos privados tem que ter aprovação do congresso.

Mas vale lembrar que os keynesianos defendem que a ação econômica do Estado decorre da necessidade de correção das falhas do mercado. Para Keynes, a crise cíclica seria evitável, através da política econômica de governo. As medidas anticíclicas evitariam o desequilíbrio e a crise resultantes do funcionamento espontâneo do mercado. Nesse sentido, o pleno emprego seria buscado pela adoção de medidas expansionistas da renda nacional, atuando-se na oferta monetária (e redução da taxa de juros), nos gastos públicos (déficits orçamentários), na tributação e também nos programas de obras públicas.

Vai a diferença que neste modelo, o Estado Democrático de Direito é soberano e exige regra e disciplina democrática.

Para tal é preciso EDUCAÇÃO. Único caminho civilizatório.
Dinheiro é apenas insumo.

Confira se você perde ou ganha com a crise

18 18UTC outubro 18UTC 2008

É de absoluta ingenuidade ou total má-fé dizer que as primeiras manifestações da crise econômica que hoje afeta todo o mundo começaram nos Estados Unidos, com bancos e financeiras que concederam empréstimos de risco tendo dificuldades para receber este dinheiro.

Para agravar ainda mais a mentira deslavada afirmam que até os problemas virem à tona, os ganhos com consumidores que sempre estiveram fora do alvo dos bancos, rendeu lucros a estas instituições e seus executivos. Existe algum consumidor que está fora o alvo de bancos – vale lembrar-se dos aposentados.

Na esteira desses lucros os empréstimos de risco nunca foram problema nem nunca serão. Os grandes investidores, donos de ações destas empresas é que montaram uma “ação de negócio”, com o único objetivo de faturar com a valorização dos papéis nas bolsas de valores.

Esta onda de ganhos começou a perder força no começo do ano passado, quando os primeiros bancos divulgaram dificuldades para hiper-valorizarem empresas, que apesar de serem grandes organizações são totalmente incapazes de saciar a ganância do capital do século XIX, que acredita ter valor em si mesmo, isto é, um capital que é apenas insumo e fantasia viver sem um “agente natural” gerador de soluções funcionais para o mercado, diga-se produtos e serviços.

Receber empréstimos que financiaram soluções funcionais para os seres humanos de bens ou serviços, negociados no presente ou em uma bolsa de futuros, nunca gerará nenhum descontrole em nenhuma economia do Planeta. Evidente que à luz de um Plano Estratégico de produção, consumo e distribuição de renda.

Os maus pagadores e os empréstimos arriscados não fazem nem cócegas nos verdadeiros monstros financeiros “Papéis sem nenhuma liquidez” ou “PSNL”. Os efeitos desses PSNL criados por Bancos, Executivos e Investidores geram hoje um compromisso financeiro impossível de ser liquidado apenas porque seus criadores estão inseguros quanto ao futuro.

A taxa de juros.

A taxa de juros, é “uma medida da relutância daqueles que possuem dinheiro em desfazer-se do seu controle líquido sobre ele”. Ou seja, é o prêmio que um agente financeiro recebe ao privar-se de sua liquidez.

Essa preferência pela liquidez de seus ativos por parte dos agentes financeiros se justifica por causa de incerteza quanto ao futuro dos eventos econômicos e do resultado futuro dos investimentos passados e presentes. Por essa razão, os indivíduos preferem manter sua riqueza na forma de dinheiro.

A nossa sugestão é que esses mesmos senhores ampliem suas Pirâmides porque a hora se aproxima.

Por isso, a taxa de juros representa um limite ao investimento produtivo, apenas por ser um trade-off do investidor, quando aplica seu capital em uma ampla carteira de ativos, entre o investimento (capital produtivo) e a liquidez (capital monetário).

O declínio da eficiência marginal do capital decorre do seu crescente excesso de velocidade com o volume demandado o que parece lhe dar “vida própria”. Para ativos de capital produtivo, o limite para o investimento é dado pelo mercado dos bens e serviços reais produzidos com esse capital. Qualquer coisa diferente disso gerará distorções como as que vemos hoje.

Por parte daqueles que se acham donos do capital e da liquidez, será apenas uma tentativa de manter o poder, a qualquer custo,  que a velocidade do capital criou sem referência.

O declínio do seu rendimento marginal se dá devido aos crescentes custos financeiros decorrentes de amortizações e dívidas contraídas pela empresa investidora, ou ainda o fluxo de desembolsos para o pagamento desses mesmos bens de capital, o que reduz a condição de liquidez da empresa. Contabilmente em todos os nossos balanços convivemos com o fantasma do ajuste fiscal sem representatividade no caixa. As galinhas dos ovos de ouro também morrem.

Esses fatores aumentam os riscos financeiros assumidos pelos investidores, o que faz com que as suas expectativas de retorno sejam cada vez menores. Ou tratamos com seriedade estas questões levantadas ou estaremos ainda, por muito tempo, construindo o presente como uma sombra do passado.

FANTASIA ACABADA.

1 01UTC outubro 01UTC 2008

Éramos todos iguais naquelas noites

Na frieza dos risos pintados

Na certeza do sonho acabado

Vinha o circo de novo

Nós vivíamos debaixo dos panos

Entre espadas e rodas de fogo

Entre luzes e a dança das cores

Onde estavam os atores!

Pedíamos a banda pra tocar um dobrado

Olha nós outra vez no picadeiro

Pedíamos a banda pra tocar um dobrado

Dançávamos mais uma vez

Pedíamos a banda pra tocar um dobrado

Olha nós outra vez no picadeiro

Pedíamos a banda pra tocar um dobrado

E entrávamos mais uma vez

Éramos todos iguais naquelas noites

Pelo ensaio diário de dramas

Pelo medo de chuvas e de lamas

É, o circo de novo

Nós vivíamos debaixo dos panos

Pelo truque malfeito dos magos

Pelo chicote dos domadores

E o rufar dos tambores

E agora que o pano sumiu.

Onde estarão os dobrados, os tambores, os magos, os domadores, as rodas de fogo, a dança das cores, o circo, a banda?

Onde estarão os atores?

Tomara que mais conscientes dos nossos papéis e das imagens com seus risos pintados.

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