O destino da empresa
24 24UTC setembro 24UTC 2008
Os executivos de alta administração reinam com incrível força nas organizações. Em geral são chamados diretores. Nas mega empresas, podem até ser chamados gerentes: gerentes gerais de operações em determinado país ou região, gerentes de divisões autônomas ou de filiais. Nas empresas menores são os próprios donos, os empresários que começaram o negócio ou seus sucessores.
Um ponto comum a todos eles: têm poder, autonomia de decisão e liberdade de ação. Embora o grau de poder possa variar, no mínimo têm condições de influir nas decisões-chave da empresa. Sua atuação poderá levar a empresa a um sucesso jamais imaginado ou a um desastre irreparável.
Executivos de alta administração podem, pela sua força, levantar uma empresa tecnicamente “quebrada”, conduzindo-a ao topo de seu setor. Da mesma forma, podem fazer uma empresa deteriorar-se com incrível rapidez.
Embora seja inegável a importância do quadro de colaboradores da empresa (é impossível imaginar uma empresa de sucesso que não valorize a força das pessoas que nela atuam), vê-se até com freqüência equipes altamente eficazes serem destruídas pela força de um só executivo de cúpula.
Seja pela bandeira da redução de custos, ou de uma suposta “renovação de valores”, um só executivo, com poder e autoridade, pode fazer desmoronar o trabalho cuidadoso de dezenas de anos de preparação de pessoas. Pior ainda é a situação na qual a equipe de colaboradores “implode” por inexistência de liderança, falta de direção e ausência de senso de equipe.
Nesse sentido, é claríssima a importância e força dos executivos de alta administração.
Mas, de que depende a eficácia dos executivos de direção?
Em primeiro lugar, a eficácia dos executivos depende da clareza com que suas responsabilidades são definidas. Poucas organizações investem tempo e energia suficientes na precisa e refinada definição das responsabilidades dos membros da alta administração.
É como se “naturalmente” todo executivo soubesse o que fazer.
Entretanto, na prática, essas são definições necessárias e cruciais, pois condicionam a ação do executivo no dia-a-dia: um executivo que veja dentro do rol de suas responsabilidades a preparação da empresa para o futuro tenderá a dedicar sua energia para a consecução desse objetivo, buscando inclusive aperfeiçoar sua competência nessa direção.
Por outro lado, o executivo que não se sinta com essa responsabilidade, tenderá a concentrar-se em aspectos voltados à geração de resultados de curto prazo.
O segundo fator importante a condicionar a eficácia do executivo de alta administração é sua competência em management, gestão, administração stricto sensu.
Pode-se até admitir que, em certos tipos de empresa, os dirigentes devam possuir competência técnica em áreas específicas. Mas deve-se reconhecer que o fundamental à alta administração, mesmo nesses casos, é a competência gerencial e os general management skills.
A empresa precisa, obviamente, ter um quadro de colaboradores tecnicamente competentes nos vários níveis da organização – em áreas especializadas como marketing, engenharia, finanças, recursos humanos, tecnologia, crédito, investimentos.
Cabe, porém, à alta administração, canalizar a energia e know-how desses colaboradores especializados na direção dos objetivos globais da organização. E, para isso, competência em management é essencial.

