GESTÃO DO CONHECIMENTO

Um futuro diferente do passado.

Prezados Senadores em 07/05/2008.

29 29UTC setembro 29UTC 2008

O Projeto sobre “Fundos Soberanos” foi apresentado pelo Senador Casagrande e está paralisado na Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado. Mas ali mesmo já recebeu apoios verbais do senador Aloízio Mercadante (PT-SP) e de Antonio Carlos Magalhães Junior (DEM-BA). .

Fico, simplesmente, estarrecido quando vejo Senadores da República do Brasil, autoridades, doutores, enfim elite intelectual, acreditar que a criação de um Fundo Soberano para o Brasil seria bem-vinda. Eles não sabem do que falam ou estão muito bem subornados.

Peço aos senhores, por tudo que têm feito pelo Brasil, que se manifestem sobre o assunto.

Estes fundos, além de serem nitidamente obsessores de um capitalismo frágil ainda infantil, são somente a ponta de um Iceberg financeiro-monetarista mundial em que nos metemos como civilização.

“Não dá para conceber o valor global mensal de títulos negociados serem por volta de 600 trilhões de dólares, para um PIB mundial da ordem de 70 trilhões de dólares”.

Neste momento só posso imaginar que algo está muito podre ou alguém se beneficia, sem nenhum escrúpulo, de tudo e de todos. Olhando com um pouco de abstração, parece um campo de concentração da segunda “grande” guerra.

Mesmo que estejamos inconscientemente subornados, cabe à elite intelectual fazer alguma coisa para ajudar o Planeta.

Em um artigo publicado no Financial Times em julho passado, o ex-reitor de Harvard, Lawrence Summers, disse que os acionistas do governo podem não ter sempre os mesmos interesses dos acionistas ordinários. “A lógica do sistema capitalista depende de os acionistas levarem as empresas a agir de forma tal que maximizem o valor de suas ações”, disse. “É mais do que óbvio que essa será, com o tempo, a única motivação dos governos-acionistas. É bem provável que eles queiram que suas empresas compitam de maneira eficaz, que criem tecnologias ou que sejam influentes”.

Falar de “lógica do sistema capitalista” é simplesmente racionalizar o problema, é transferir a culpa. O senhor Summers admite publicamente que esses Fundos Soberanos, com o tempo, estarão motivados apenas pela maximização do valor de suas ações. Diz ele que é a lógica do sistema capitalista.

O capitalismo atual é ainda um embrião, necessita de cuidados e muita responsabilidade.

Tratar acionistas como gestores ou líderes é no mínimo um traço de esquizofrenia, já nos dizia Alvin Toffler.

O capital é o insumo de menor valor, apesar de mantido artificialmente, na Era Revolucionária do Conhecimento.

E nada será mais revolucionária do que o conhecimento, numa economia que privilegia o capital, quando liberarmos nossa psique e nossa vontade.
Não deveríamos perder a oportunidade.

Seja como for, o Brasil e o planeta necessitam da liberdade de intelectuais como os senhores.

Significa, sobretudo, começar esse processo de reconstrução agora, antes que a ulterior desintegração dos sistemas financeiros e econômicos despeje nas ruas as forças da tirania, e torne impossível uma transição pacífica para o capitalismo democrático do século XXI.

Temos um destino a criar.

Paulo Corrêa.

Desenvolvimento de executivos de cúpula

26 26UTC setembro 26UTC 2008

O desenvolvimento de executivos para cargos de cúpula exige uma combinação refinada de vivência/experiência, observação, feedback ativo, geração e aquisição de conceitos/quadros de referência e clima para experimentação.

Uma boa visão das áreas nas quais um executivo de alta administração sempre atua, deve ser desenvolvida prioritariamente.

Essas áreas podem ser agrupadas em 4 campos principais:

1. Cultura geral: nesse campo o executivo expande sua visão de mundo, adquire base filosófica, se politiza, amplia seus quadros de referência quanto ao papel da empresa na economia e na sociedade como um todo.

2. Capacidades básicas: nesse campo o executivo busca o refinamento de sua capacidade conceitual, sua capacidade de raciocinar, criar e aprender mais eficazmente e de harmonizar interesses/negociar.

3. Habilidades humanas: aqui o executivo procura desenvolver sua capacidade de comunicação, de motivar pessoas, de se relacionar de forma nutriente com outros, de trabalhar conflitos e de trabalhar em grupos, desenvolvendo um conjunto refinado de habilidades interpessoais.

4. Management: nesse campo o executivo busca desenvolver capacidades gerenciais, que incluem, entre outras: organização, gerenciamento de poder, equilíbrio entre planejamento e execução, curto e longo prazo, liderança, processo decisório, management da produtividade e da qualidade.

O processo de formação de executivos de cúpula deve combinar de forma equilibrada – várias alternativas diferentes de transmissão, aquisição e desenvolvimento de know-how, todas elas com um potencial específico de desenvolvimento:

• Promoções em timing adequado: nesse processo, promover no tempo certo significa promover antes do executivo estar totalmente pronto para o cargo. As novas responsabilidades encarregam-se de puxar o desenvolvimento da pessoa.

• Participação em grupos de trabalho: trabalho em tempo integral em forças-tarefa juntamente com executivos mais maduros/experientes, em áreas que complementam a experiência da pessoa, gerando seu desenvolvimento.

• Projetos especiais: trabalhos desafiadores especiais a serem desenvolvidos individualmente com ampla liberdade também puxam a capacidade da pessoa.

• Designações temporárias: dirigir uma divisão por 2 a 3 meses em substituição a executivos em licença, viagem etc. é outra forma de despertar a pessoa para necessidades não anteriormente detectadas, estimulando seu desenvolvimento.

• Diretorias juniores: “diretorias” nas quais executivos com alto potencial reúnem-se para debater sobre questões normalmente examinadas pela diretoria. Decisões da diretoria júnior são recomendadas à cúpula e defendidas caso necessário.

• Observadores de cúpula: executivo em desenvolvimento convidado às reuniões de diretoria na qualidade de observador, secretário da reunião (preparação de ata) ou mesmo como elemento ativo.

• Coaching/feedback/reflexão conjunta: executivo de cúpula orienta o processo desenvolvimento, aconselhando, dando constante feedback e refletindo sobre problemas/oportunidades reais em conjunto com a pessoa em desenvolvimento. É possível haver vários coaches, cada qual orientando em áreas específicas.

• Estudos de casos: casos reais complexos, vividos pela empresa, são analisados em conjunto com outras pessoas em desenvolvimento e com executivos experimentados, parte dos quais estiveram diretamente envolvidos no caso em pauta.

• Consolidação de conceitos: elaboração de trabalhos conceituais visando a consolidar know-how chave de forma sistemática e verificável por terceiros.

• Aquisição de conceitos/insights: treinamentos, seminários, debates etc. enriquecendo a base conceitual e gerando insights para trabalho em alta administração.

• Programa de leituras: um conjunto de leituras dirigidas bem planejado (materiais internos, livros especializados, artigos etc.) representa uma alternativa de desenvolvimento bastante eficaz para certas pessoas.

A variedade de alternativas disponíveis para o desenvolvimento de executivos exige atenção da alta administração em equilibrar a programação, adequando-a a cada indivíduo (alguns mais voltados a cursos longos, outros a seminários rápidos e de impacto, com material rico e bastante atualizado e assim por diante).

A alta administração também deve estar atenta ao fato de que um programa de desenvolvimento de executivos para postos de top management tenderá a ser mais eficaz quanto mais aberto a experimentações e tentativas de abordagens inovadoras for o clima da organização. A atenção a esse aspecto é fundamental pois sem esse clima reduzem-se as possibilidades de que as alternativas para o desenvolvimento de executivos sejam bem sucedidas.

O destino da empresa

24 24UTC setembro 24UTC 2008

O destino da empresa está nas mãos de seus executivos de cúpula. Qual a capacitação que precisam ter para levar a empresa a contínuos sucessos, mesmo a despeito de freqüentes turbulências no ambiente onde atuam?

Os executivos de alta administração reinam com incrível força nas organizações. Em geral são chamados diretores. Nas mega empresas, podem até ser chamados gerentes: gerentes gerais de operações em determinado país ou região, gerentes de divisões autônomas ou de filiais. Nas empresas menores são os próprios donos, os empresários que começaram o negócio ou seus sucessores.

Um ponto comum a todos eles: têm poder, autonomia de decisão e liberdade de ação. Embora o grau de poder possa variar, no mínimo têm condições de influir nas decisões-chave da empresa. Sua atuação poderá levar a empresa a um sucesso jamais imaginado ou a um desastre irreparável.

Executivos de alta administração podem, pela sua força, levantar uma empresa tecnicamente “quebrada”, conduzindo-a ao topo de seu setor. Da mesma forma, podem fazer uma empresa deteriorar-se com incrível rapidez.

Embora seja inegável a importância do quadro de colaboradores da empresa (é impossível imaginar uma empresa de sucesso que não valorize a força das pessoas que nela atuam), vê-se até com freqüência equipes altamente eficazes serem destruídas pela força de um só executivo de cúpula.

Seja pela bandeira da redução de custos, ou de uma suposta “renovação de valores”, um só executivo, com poder e autoridade, pode fazer desmoronar o trabalho cuidadoso de dezenas de anos de preparação de pessoas. Pior ainda é a situação na qual a equipe de colaboradores “implode” por inexistência de liderança, falta de direção e ausência de senso de equipe.

Nesse sentido, é claríssima a importância e força dos executivos de alta administração.

Mas, de que depende a eficácia dos executivos de direção?

Em primeiro lugar, a eficácia dos executivos depende da clareza com que suas responsabilidades são definidas. Poucas organizações investem tempo e energia suficientes na precisa e refinada definição das responsabilidades dos membros da alta administração.
É como se “naturalmente” todo executivo soubesse o que fazer.

Entretanto, na prática, essas são definições necessárias e cruciais, pois condicionam a ação do executivo no dia-a-dia: um executivo que veja dentro do rol de suas responsabilidades a preparação da empresa para o futuro tenderá a dedicar sua energia para a consecução desse objetivo, buscando inclusive aperfeiçoar sua competência nessa direção.

Por outro lado, o executivo que não se sinta com essa responsabilidade, tenderá a concentrar-se em aspectos voltados à geração de resultados de curto prazo.

O segundo fator importante a condicionar a eficácia do executivo de alta administração é sua competência em management, gestão, administração stricto sensu.

Pode-se até admitir que, em certos tipos de empresa, os dirigentes devam possuir competência técnica em áreas específicas. Mas deve-se reconhecer que o fundamental à alta administração, mesmo nesses casos, é a competência gerencial e os general management skills.

A empresa precisa, obviamente, ter um quadro de colaboradores tecnicamente competentes nos vários níveis da organização – em áreas especializadas como marketing, engenharia, finanças, recursos humanos, tecnologia, crédito, investimentos.

Cabe, porém, à alta administração, canalizar a energia e know-how desses colaboradores especializados na direção dos objetivos globais da organização. E, para isso, competência em management é essencial.

O Mundo e os seus financiamentos.

22 22UTC setembro 22UTC 2008

O começo e o fim do processo são sempre os mesmos: inicia-se como o contágio de uma doença transmissível que imuniza os sobreviventes, e termina quando já não há mais indivíduos com a imunização natural para transmiti-la.

A crise dos "subprimes" é um fenômeno largamente conhecido, que se repete irregularmente. Quando os mercados desenvolvem um tipo de movimento que se alimenta apenas das próprias "expectativas", estas tendem a se realizar, a despeito da crença na "racionalidade" dos agentes.

No caso da economia, tudo começa com a descoberta de uma oportunidade de lucro derivada de uma "convicção" (às vezes até apoiada em condições objetivas) de que o preço de um bem ou de um papel representando uma atividade vai aumentar.

À medida que ela se generaliza, a demanda cresce e, como esperado, o preço aumenta. Isso atrai uma quantidade crescente de novos compradores, o que acelera o aumento dos preços. Reforça-se, assim, a crença nos bons lucros, cuja visibilidade atrai ainda mais compradores e assim por diante…

A duração e a amplitude do movimento dependem da capacidade e da disposição do sistema financeiro de apoiar e dele beneficiar-se por caminhos diretos e indiretos. Sem a conivência e a participação ativa do sistema financeiro, e sem as enormes "alavancagens" à disposição dos agentes, ele teria curta duração.

A expectativa de altos ganhos para os agentes e de polpudos lucros para os intermediários financeiros reforçam-se mutuamente. Todos vão à felicidade geral. Enriquecem uns e outros, apenas porque têm a expectativa de que vão enriquecer…

Quando o processo continua por algum tempo, a experiência mostra que a sanha de lucro oblitera o comportamento dos agentes: os compradores não vêem nenhuma razão para prevenirem-se contra uma possível queda dos preços e assistirem à humilhação de ver os seus vizinhos enriquecerem enquanto eles "chupam o dedo da cautela".

Os financiadores (atrás dos "bônus anuais") esquecem a avaliação dos "riscos". Por que pensar neles, se o movimento vai prosseguir indefinidamente e todos os créditos - que estão produzindo os altos lucros - serão afinal, performados?

O problema dos "subprimes" é apenas mais uma repetição da "irracionalidade imanente" dos mercados não regulados que lotam o cemitério da história econômica desde o século XVII, quando se registrou a famosa bolha denominada "febre das tulipas", ou do século XX com a "nova economia".

A diferença é que agora ela se manifestou no mercado imobiliário de casa própria nos EUA que se estabilizou em torno de 2004 e que hoje anda às voltas de 70%.
Uma boa parte desse movimento foi estimulado pelo próprio aumento da demanda das casas que, através do crescimento dos preços, ampliou a "riqueza virtual" e aumentou o consumo real dos compradores.

Os baixos juros reais e a ampliação do crédito pela desconsideração dos "riscos" envolvidos nas chamadas hipotecas "subprime" aceleraram o processo. "Subprime" é a hipoteca que garante um empréstimo feito a um comprador duvidoso e/ou, sem os cuidados de avaliação adequada dos seus rendimentos.

Há suspeita de que gigantes financeiros criaram fundos ("conduits", que somam mais de US$ 500 bilhões ) que tomaram posição em papéis lastreados em "subprimes" (Collateralized Debt Obligations e Mortgage Backed Securities), sem registrar seus "riscos".
Com essa "fantasia" contábil, transformam, magicamente, papéis duvidosos em AAA, sem registrá-los nos seus balanços. Eles e provavelmente as agências classificadoras de riscos vão ter de enfrentar agora a lei Sarbanes-Oxley.

A explicação fundamental para esse processo é o próprio aumento dos preços da casa própria estimulado pela expansão da demanda que o próprio sistema financeiro criava com novos e mais ágeis instrumentos de crédito.

Tudo caminhava maravilhosamente, até que a delinqüência no pagamento das hipotecas "subprime" começou a aumentar cobrando sua parte no descuido com a melhor avaliação dos "riscos".

A partir de rumores sobre dificuldades financeiras de alguns fundos nos EUA, o banco alemão IKB não honrou o financiamento do seu fundo e o seguro estatal KFW marchou com ? 8 bilhões.

O mesmo aconteceu com o BNP-Paribas, que simplesmente suspendeu os resgates de três dos seus fundos. A reação das bolsas mundiais foi imediata e dramática. Mas os bancos centrais de todo o mundo haviam aprendido a lição de Greenspan de 1998, quando enfrentou a crise do famoso Long Term Capital Management (LTCM): encheram o mercado de liquidez, acalmando os bancos e as bolsas.

Que ninguém se iluda, os "subprimes" são apenas um dos problemas do mundo imobiliário americano, a ponta do iceberg financeiro mundial. Os bancos vão salvar-se, mas seus administradores não. Os "bônus" distribuídos e embolsados pelos fundos estão "seguros" e não serão devolvidos.

Quem vai perder são os aplicadores nos fundos (mesmo os que não sabiam) dos "subprimes"! Daqui para frente, os "riscos" serão (até que apareça uma nova oportunidade!) melhor avaliados e o "crédito" mais cuidadoso.

O problema é que é desse crédito, que parece estar se evaporando, que depende o crescimento mundial que nos comanda.

PROFISSÕES

Não basta ensinar ao homem uma especialidade.
Porque se tornará assim uma máquina utilizável, mas não uma personalidade.

É necessário que adquira um sentimento.
Um senso prático daquilo que é belo, do que é moralmente correto.

A não ser assim ele se assemelhará, com seus conhecimentos profissionais, mais a um cão ensinado do que a uma criatura harmoniosa e desenvolvida.

Deve aprender a compreender as motivações dos homens, suas quimeras e suas angústias para determinar com precisão seu lugar exato em relação a seus próximos e à comunidade.

Albert Einstein.

“O SUCESSO É UMA JORNADA E NÃO UM FIM”

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