O impossível se torna possível quando?
8 08UTC julho 08UTC 2008
O impossível se torna possível quando nos envolvemos integralmente.
Quando entendemos que qualidade e tempo são padrões interdependentes.
Fazer acontecer também é uma questão de velocidade.
O tempo para transformar idéias em realidade pode ser o principal determinante da qualidade dos resultados das ações.
A situação pior é aquela em que não se começa a agir, permanecendo-se prisioneiro do status quo.
Embora possa parecer algo arraigado na cultura geral das pessoas, quase impossível de se mudar, há, na verdade, muitos exemplos de que a tendência a procrastinar pode ser erradicada em organizações cujos líderes injetem valores pró-ação na cultura organizacional.
O cerne da questão é começar a praticar agora; começar pelas pequenas coisas.
Perguntar-se com freqüência: “por que não agora, já?”. Isso determinará a criação de massa crítica.
A noção de massa crítica, surgida inicialmente no campo da física, tem assumido grande importância em ciências sociais e no management.
Em física, massa crítica é definida como a quantidade mínima de material radioativo necessário para produzir uma reação nuclear. Quando o nível de massa crítica é alcançado, um processo se torna auto-sustentado, ou seja, ele abriga uma reação em cadeia, o que em ciências sociais pode ser muito bem traduzido pela expressão “uma idéia cuja hora chegou”.
O importante é que esse material inicial, ainda que em quantidade mínima, seja puro e concentrado o suficiente para criar qualidade. Qualidade, e não quantidade é o fator determinante do surgimento de um estado de massa crítica no efetivo fazer acontecer.
Por que não agora? Devemos é nos conscientizar que podemos, nesse exato momento, ser o primeiro elo qualitativo de uma cadeia de acontecimentos cujo momento chegou.
A quantidade necessária de apoio para estabelecer a massa crítica será um resultado natural da atração qualitativa exercida por uma ou mais pessoas que não deixam para amanhã o que pode ser feito imediatamente.
A velocidade é “Fator-Chave de Sucesso” na qualidade. A conhecida expressão “a pressa é inimiga da perfeição” pode estar presente em muitas das atitudes que tomamos sem nos darmos conta das implicações culturais que ela pode criar.
Uma delas pode ser entendida e usada como “desculpa verdadeira” para desvincular o fator velocidade da questão da qualidade.
Quando a prioridade é a qualidade de atenção e de energia criativa humanas dirigidas ao que se quer efetivamente criar, o tempo deixa de ser um empecilho ou um inimigo.
A idéia de quantidade pode ser dependente do tempo, porém a qualidade é um fenômeno interdependente do tempo.
Sendo assim, com o apoio tecnológico a serviço da eficiência e da capacidade humana de criar e produzir resultados imaginados, já não podemos mais dissociar velocidade de qualidade.
Consequentemente, “não decidir” pode embutir grandes riscos.
Claro que existe uma diferença muito grande entre “não decidir como forma de ir empurrando as coisas com a barriga” e “não decidir ainda”. Nesta última forma há uma consciência refinada de que as variáveis referentes à decisão estão sendo monitoradas/observadas para que se identifique o momento estratégico da decisão.
Quando essas premissas não estão claras, a atitude de não decidir, envolve sempre sérios riscos, além de impedir o progresso de um efetivo fazer acontecer.
Quando sabemos apenas “o que não queremos” motivados pelos erros do passado, há uma desconexão com a realidade que se auto-evidencia na morosidade que se instala em nós, em nossas relações, em nossas organizações, consequentemente em toda a sociedade.
É como se, após semear uma planta, o plantador a arrancasse constantemente do solo para ver o desenvolvimento de suas raízes.
A energia máxima no fazer acontecer “pra frente” leva as pessoas a:
• enfatizarem “o que pode dar certo de uma idéia” e “por que pode dar certo”,
• concentrarem-se nos pontos fortes (das pessoas e da organização) e ancorarem-se no que existe de melhor (nas pessoas e na organização),
•estarem sempre focadas na busca de soluções, em vez de desperdiçar energia especulando sobre problemas.
Desse modo, criamos condições favoráveis, que nos apóiam, e aprendemos a desenvolver os estímulos positivos que nos ajudam a transcender barreiras.
Em essência, o que está em jogo é a capacidade de fazer tudo de corpo e alma, sabendo que o impossível se torna possível quando nos envolvemos integralmente.
Caso toda a nossa inteligência e vontade estejam aplicados no momento presente, apenas no que é essencial, viveremos “algo” infinitamente melhor.

