GESTÃO DO CONHECIMENTO

Um futuro diferente do passado.

PROPÓSITO DE VIDA

30 30UTC julho 30UTC 2008

A disciplina da vontade

Essa faculdade de representar um ato que pode ou não ser praticado, como definem os dicionaristas, a vontade tem que ser orientada mediante a disciplina mental, trabalhada com exercícios de meditação, de forma que gerem condicionamento novo, estabelecendo hábito diferente do comum, ou seja, a sua essência o seu PROPÓSITO DE VIDA.

Necessariamente são indispensáveis vários recursos que auxiliam a montagem dos equipamentos da vontade, a saber: paciência, perseverança, autoconfiança.

A paciência ensina que todo trabalho começa, mas não se pode aguardar imediato término, porque, conquistada uma etapa, outra surge desafiadora, já que o ser não cessa de crescer. Somente por intermédio de um programa cuidadoso e continuado consegue-se alcançar o objetivo que se busca.

Tranqüilamente se processa o trabalho de cada momento, abrindo-se novos horizontes que serão desbravados posteriormente, abandonando-se a pressa e não se permitindo afligir porque não se haja conseguido concluí-lo.

A paciência é recurso que se treina com a insistência para dar continuidade a qualquer empreendimento, esperando-se que outros fatores, que independem da pessoa, contribuam para os resultados que se espera alcançar.

Esse mecanismo é todo um resultado de esforço bem direcionado, consistindo no ritmo do trabalho que não deve ser interrompido.

Lentamente são criados no inconsciente, condicionamentos em favor da faculdade de esperar, aquietando as ansiedades perturbadoras e criando um clima de equilíbrio emocional no ser.

Como qualquer outra conquista, a paciência exige treinamento, constância e fé na capacidade de realizar o trabalho como requisitos indispensáveis para ser alcançada.

Evita exorbitar nas exigências do crescimento íntimo, no começo, elaborando um programa que deve ser aplicado sem saltos, passo a passo, o que contribui para os resultados excelentes, que abrirão oportunidades a outras possibilidades de desenvolvimento pessoal.

Na tradição do cristianismo primitivo, consideravam-se Santos aqueles que eram portadores de atitudes incomuns, capazes de enfrentar situações insuportáveis e mesmo testemunhos incomparáveis. Certamente surgiram também várias lendas, muito do sabor da imaginação, conforme sucede em todas as épocas.

Não obstante, conta-se que São Kevin, desejando orar, foi tomado por uma atitude de ardor e distendeu os braços pela janela aberta, preparando-se. Nesse momento, uma ave canora pousou-lhe na palma da mão distendida, e começou a fazer um ninho nesse inusitado suporte. Passaram duas ou mais semanas e São Kevin permaneceu imóvel, até que a avezinha concluiu o dever de chocar os ovos que ali depositara. Os companheiros consideraram esse um ato de paciência abençoada e invulgar paciência.

Não é necessário que se chegue a esse estágio, certamente impossível de vivê-lo, mas que serve para demonstrar que, mediante a sua presença, mesmo o inverossímil torna-se verossímil.

Surge então, a perseverança como fator imprescindível à disciplina da vontade, base de qualquer PROPÓSITO DE VIDA.

A perseverança se apresenta como pertinácia, insistência no labor que se está ou se pretende executar, de forma que não se interrompa o curso programado. Mesmo quando os desafios se manifestam, a firmeza da decisão pela consciência do que se vai efetuar, faculta maior interesse no processo desenvolvido, propondo levar o projeto até o fim, sem que o desânimo encontre guarida ou trabalhe desfavoravelmente.

Somente por meio da perseverança é que se consegue amoldar as ambições aos atos, tornando-os realizáveis, materializando-os, particularmente no que diz respeito àqueles de elevada qualidade moral, que resultam em conquistas de qualquer natureza em favor do indivíduo e do bem comum.

Quando não iniciado no dever, o indivíduo abandona os esforços que deve envidar para atingir as metas que persegue. Afirma-se sem o necessário valor moral para prosseguir, não obstante, quando se direciona para o prazer, para as acomodações que lhe agradam o paladar do comportamento doentio, deixa-se arrastar por eles, deslizando nos resvaladores da insensatez, escusando-se à luta, porque embora diga não se estar sentindo bem, apraz-lhe a situação, em mecanismo psicopatológico masoquista.

É a conquista da consciência desperta que realiza o seu “PROPÓSITO DE VIDA”, o esforço para perseverar nos objetivos elevados, que alçam o ser do parasitismo intelectual e moral, ao campo no qual desabrocham os incontáveis recursos que lhe dormem no mundo íntimo, somente aguardando o despertamento que a sua vontade proponha.

Como qualquer outro condicionamento, a perseverança decorre da insistência que se impõe o indivíduo, para alcançar os objetivos que o promovem e o dignificam.

Ninguém existe sem ela ou incapaz de consegui-la, porque resulta apenas do desejo que se transforma em tentativa e que se realiza em atitude continua de ação da conquista da paciência, face à perseverança que a completa, passa-se à autoconfiança, à certeza das possibilidades existentes que podem ser aplicadas em favor dos anseios íntimos.

Desapareceu o medo irracional e os mecanismos autopunitivos, auto-afligentes geradores do apego e que são fatores dissolventes do progresso, da evolução do ser.

Mediante essa conquista o “PROPÓSITO DE VIDA” por meio da vontade disciplinada, comanda a mente saudável, que discerne entre o que deve e pode dizer, quais são os objetivos da sua existência na Terra e como amadurecer emocional e psicologicamente para enfrentar as vicissitudes, as dificuldades, os problemas que fazem parte de todo o desenrolar do crescimento interior.

Nesse trabalho a “criança psicológica” vivente no ser e que teima por ser acalentada, cede lugar a um “ser” de vontade firme e confiante que programa os seus atos trabalhando com afinco para conseguir resultados satisfatórios.

Nessa empreitada ele não deseja triunfar sobre os outros, conquistar o mundo, tornar-se famoso, conduzir as massas, ser deificado, porque a sua é a luta para conquistar-se, realizar-se interiormente, de cujo esforço virão as outras “posses”, essas de secundária importância, mas que fazem parte também dos mecanismos existenciais que constituem o desenvolvimento, o progresso da sociedade, o surgimento das suas lideranças dos seus astros e construtores do futuro.

Todo esse empreendimento resulta do Propósito de Vida que se manifesta pela vontade disciplinada e que se torna o mais notável instrumento de trabalho para a vitória da existência física do ser pensante na Terra.

Equipado por esse instrumento precioso, começa o novo ciclo de amadurecimento da criatura humana, que agora aspira à conquista do Universo, por quanto o seu cosmo íntimo já está sendo controlado.

Frequentemente confundimos Indivíduos com Pessoas.

22 22UTC julho 22UTC 2008

Indivíduo é aquilo que, em qualquer espécie, animal, mineral, vegetal, constitui uma unidade distinta.

Só o indivíduo humano, racional, portador de um valor especial, é pessoa.

O valor que caracteriza pessoas é um valor absoluto. Graças a este valor, cada pessoa é inconfundível, incomparável e não pode ser permutada por nenhum equivalente.

Tudo aquilo que não tem em si mesmo o princípio do seu valor é chamado coisa. O valor das coisas se chama preço. Coisas podem ser trocadas por um valor equivalente a elas. Não por acaso, o nome da moeda brasileira, Real, tem a mesma origem (do latim res).

Este valor intrínseco ao homem, que o impossibilita de ser trocado por qualquer outro homem, é a sua dignidade. É um valor que não pode ser relativizado. É o único cujo princípio reside nele mesmo e não se define por comparação exterior.

Como é portadora deste valor absoluto, a pessoa não pode ser considerada como coisa, instrumento ou meio para obtenção de um fim estranho a ela.

A dignidade da pessoa consiste, então, em ser considerada, em si mesma, como fim. E jamais somente como instrumento ou meio.

Quando desrespeitamos o valor absoluto que diferencia uma pessoa de uma coisa, fazemos o caminho inverso, transformamos a pessoa em coisa.

Quando o único critério de julgamento é o da utilidade, a dignidade de alguém é desconsiderada. Porque a pessoa passa a ser considerada somente em função da utilidade a que se presta, isto é, como um meio em vista de um fim.

Em todas as profissões, há um critério de utilidade que serve de base para um julgamento de valor, mas não devemos ignorar um aspecto essencial: o profissional ou especialista em questão, mais do que a utilidade que ele possa representar, é uma pessoa inteira.

Podemos então ter dois tipos de empresas: as constituídas de pessoas e as repletas de indivíduos que participam, mas não se comprometem. A burocracia empresarial pode começar a ser compreendida por aí.

Pessoas têm o valor dignidade. Indivíduos têm preço.

O impossível se torna possível quando?

8 08UTC julho 08UTC 2008

O impossível se torna possível quando nos envolvemos integralmente.

Quando entendemos que qualidade e tempo são padrões interdependentes.

Fazer acontecer também é uma questão de velocidade.

O tempo para transformar idéias em realidade pode ser o principal determinante da qualidade dos resultados das ações.

A situação pior é aquela em que não se começa a agir, permanecendo-se prisioneiro do status quo.

Embora possa parecer algo arraigado na cultura geral das pessoas, quase impossível de se mudar, há, na verdade, muitos exemplos de que a tendência a procrastinar pode ser erradicada em organizações cujos líderes injetem valores pró-ação na cultura organizacional.

O cerne da questão é começar a praticar agora; começar pelas pequenas coisas.

Perguntar-se com freqüência: “por que não agora, já?”. Isso determinará a criação de massa crítica.

A noção de massa crítica, surgida inicialmente no campo da física, tem assumido grande importância em ciências sociais e no management.

Em física, massa crítica é definida como a quantidade mínima de material radioativo necessário para produzir uma reação nuclear. Quando o nível de massa crítica é alcançado, um processo se torna auto-sustentado, ou seja, ele abriga uma reação em cadeia, o que em ciências sociais pode ser muito bem traduzido pela expressão “uma idéia cuja hora chegou”.

O importante é que esse material inicial, ainda que em quantidade mínima, seja puro e concentrado o suficiente para criar qualidade. Qualidade, e não quantidade é o fator determinante do surgimento de um estado de massa crítica no efetivo fazer acontecer.

Por que não agora? Devemos é nos conscientizar que podemos, nesse exato momento, ser o primeiro elo qualitativo de uma cadeia de acontecimentos cujo momento chegou.
A quantidade necessária de apoio para estabelecer a massa crítica será um resultado natural da atração qualitativa exercida por uma ou mais pessoas que não deixam para amanhã o que pode ser feito imediatamente.

A velocidade é “Fator-Chave de Sucesso” na qualidade. A conhecida expressão “a pressa é inimiga da perfeição” pode estar presente em muitas das atitudes que tomamos sem nos darmos conta das implicações culturais que ela pode criar.

Uma delas pode ser entendida e usada como “desculpa verdadeira” para desvincular o fator velocidade da questão da qualidade.

Quando a prioridade é a qualidade de atenção e de energia criativa humanas dirigidas ao que se quer efetivamente criar, o tempo deixa de ser um empecilho ou um inimigo.

A idéia de quantidade pode ser dependente do tempo, porém a qualidade é um fenômeno interdependente do tempo.

Sendo assim, com o apoio tecnológico a serviço da eficiência e da capacidade humana de criar e produzir resultados imaginados, já não podemos mais dissociar velocidade de qualidade.

Consequentemente, “não decidir” pode embutir grandes riscos.

Claro que existe uma diferença muito grande entre “não decidir como forma de ir empurrando as coisas com a barriga” e “não decidir ainda”. Nesta última forma há uma consciência refinada de que as variáveis referentes à decisão estão sendo monitoradas/observadas para que se identifique o momento estratégico da decisão.

Quando essas premissas não estão claras, a atitude de não decidir, envolve sempre sérios riscos, além de impedir o progresso de um efetivo fazer acontecer.

Quando sabemos apenas “o que não queremos” motivados pelos erros do passado, há uma desconexão com a realidade que se auto-evidencia na morosidade que se instala em nós, em nossas relações, em nossas organizações, consequentemente em toda a sociedade.
É como se, após semear uma planta, o plantador a arrancasse constantemente do solo para ver o desenvolvimento de suas raízes.

A energia máxima no fazer acontecer “pra frente” leva as pessoas a:
• enfatizarem “o que pode dar certo de uma idéia” e “por que pode dar certo”,
• concentrarem-se nos pontos fortes (das pessoas e da organização) e ancorarem-se no que existe de melhor (nas pessoas e na organização),
•estarem sempre focadas na busca de soluções, em vez de desperdiçar energia especulando sobre problemas.

Desse modo, criamos condições favoráveis, que nos apóiam, e aprendemos a desenvolver os estímulos positivos que nos ajudam a transcender barreiras.

Em essência, o que está em jogo é a capacidade de fazer tudo de corpo e alma, sabendo que o impossível se torna possível quando nos envolvemos integralmente.

Caso toda a nossa inteligência e vontade estejam aplicados no momento presente, apenas no que é essencial, viveremos “algo” infinitamente melhor.

CONFIANÇA UMA REALIDADE A SER CONQUISTADA

3 03UTC julho 03UTC 2008

A segunda metade do século XIX transcorre numa Eurásia sacudida pelas contínuas calamidades guerreiras, que se sucedem, truanescas, dizimando vidas e povos.

As admiráveis conquistas da Ciência que se apóia na Tecnologia, não conseguem harmonizar o homem belicoso e insatisfeito, que se deixa dominar pela vaga do materialismo-utilitárista, que o transforma num amontoado orgânico que pensa, a caminho de aniquilamento no túmulo.
Possuir, dominar e gozar por um momento, são a meta a que se atira, desarvorado.

Mal se encerra a guerra da Criméia, em 1856, e já se inquietam os exércitos para a hecatombe franco-prussiana, cujos efeitos estouram em 1914, envolvendo o imenso continente na loucura selvagem que ameaça de consumir a tudo e a todos.

O Armistício, assinado em nome da paz, fomentou o explodir da Segunda Guerra Mundial, que sacudiu a terra em seus quadrantes.

Somando-se efeitos a novas causas, surge a Guerra Fria, que se expande pelo sudeste asiático em contínuos conflitos lamentáveis, em nome de ideologias alienígenas, disfarçadas de interesses nacionais, nos quais, os armamentos superados são utilizados, abrindo espaço nos depósitos para outros mais sofisticados e destrutivos.

Abrem-se chagas purulentas que aturdem o pensamento, dores inomináveis rasgam os sentimentos asselvajando os indivíduos.

O medo e o cinismo dão-se as mãos em conciliábulo irreconciliável.

A Guerra dos seis dias, entre árabes e judeus, abre sulcos profundos na economia mundial, erguendo o deus petróleo, a uma condição jamais esperada.

Os holocaustos sucedem-se.

Os crimes hediondos em nome da liberdade se acumulam e os tribunais de justiça os apóiam.

O homem é reduzido a ínfima condição no “apartheid”, nas lutas de classes, na ingestão e uso de alcoólicos e drogas alucinógenas como abismo de fuga para a loucura e o suicídio.

Movimentos filosóficos absurdos arregimentam as mentes jovens e desiludidas em nome do Nadaísmo, do Existencialismo, do Hippieísmo e de comportamentos extravagantes mais recentes, mais agressivos, mais primários, mais violentos.

O homem moderno agoniza, enquanto viaja em naves superconfortáveis fora da atmosfera e dentro dela, vencendo as distâncias, interpretando os desafios e enigmas cósmicos.

A sonda investigadora penetra o âmago da vida microscópica e abre todo um universo para informações e esclarecimentos salvadores.

Há esperança para terríveis enfermidades que destruíram gerações, enquanto surgem novas doenças totalmente perturbadoras.

A perplexidade domina as paisagens humanas.
A gritante miséria econômica e o agressivo abandono social fazem das cidades atuais o palco para o crime, no qual a criatura vale o que conduz, perdendo os bens materiais e a vida em circunstâncias inimagináveis.

A uma psicosfera de temor asfixiante enquanto emerge do imo do homem a indiferença pela ordem, pelos valores éticos, pela existência corporal.

Desumaniza-se o indivíduo, entregando-se ao pavor, ou gerando-o.

Os distúrbios de comportamento aumentam e o despropósito desgoverna.

Uma imediata, urgente reação emocional, cultural, religiosa, psicológica, surge, e o homem voltará a identificar-se consigo mesmo.

A sua identidade cósmica é o primeiro passo a dar, abrindo-se a conhecer pessoas, entender suas semelhanças, respeitar suas diferenças, que gera confiança, que arranca da negação e o cobre de luz, de beleza, de esperança.

A grande noite que constrange é, também, o início da alvorada que surge.

Neste homem atribulado dos nossos dias, a Terra Mãe deposita a confiança em favor de uma renovação para um mundo diferente e uma sociedade infinitamente melhor.

Buscar os valores que lhe dormem soterrados no íntimo é a razão de nossa existência corporal.

Encontrar-se com a vida, enfrentá-la e triunfar é o nosso norte, o nosso Bom Combate.

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