Ruth a Dama primeiro
25 25UTC junho 25UTC 2008
“A sociedade brasileira hoje não espera tudo do Estado. Toma a iniciativa, inova e experimenta. Parcerias entre múltiplos atores ampliam a eficiência e a sustentabilidade das ações sociais. O desenvolvimento do Brasil passa pelo investimento em capital humano e em capital social”. Ruth Cardoso - Fundadora da Comunitas.
Esta crença da antropóloga e ativista Ruth, pois era assim que a chamava o nosso presidente FHC, mostra claramente o quanto estava à frente do seu tempo e nos deixa um imenso vazio ideológico.
Para citarmos apenas a Comunidade Solidária a distância cresce ainda mais. Programa que implantou e sempre propôs a “Integração Produtiva” antes de qualquer ação assistencialista ou Integração Social, estimulando dignidade, auto-realização a cada um dos seres humanos.
Para maioria de nós fica a sensação que muito foi realizado da sua obra idealizada. A quem conviveu com a amplitude de suas crenças ficou a visão clara das pegadas que deixou.
A Comunidade Solidária criou um novo padrão de projetos sociais no Brasil, onde o desenvolvimento é investimento em capital humano e em capital social:
• Toda pessoa tem capacidades, habilidades e dons. Toda comunidade tem potencialidades e ativos.
• Recursos financeiros podem ser escassos, mas ativos como ‘capital social’ – relações de confiança e colaboração entre as pessoas, redes de proteção e ajuda mútua – existem em volume superior ao que se imagina.
• Combater a pobreza não é transformar pessoas em beneficiários passivos de programas assistenciais. Combater a pobreza é fortalecer as capacidades e os recursos da comunidade.
• A sociedade brasileira é hoje informada, participante e responsável. Não espera tudo do Estado. Toma iniciativas por conta própria, denuncia, propõe, inova e experimenta.
Parabéns Ruth nossa “dama" primeiro por esta “aventura de sucesso”. E que na próxima, se houver, esteja aqui no Brasil conosco ensinando-nos a crescer.


Comentário por Agostinho Lopes — 25 25UTC junho 25UTC 2008 (17:29)
” Combater a pobreza não é transformar pessoas em beneficiários passivos de programas assistenciais. Combater a pobreza é fortalecer as capacidades e os recursos da comunidade”
É exatamente o contrário disso que temos como prática de governo(?), para não citar as “práticas não republicanas”.
Ruth Cardoso deixa mais que uma lacuna! Deixa seu exemplo de vida a ser seguido!