A Amazônia.
4 04UTC junho 04UTC 2008
Segundo as mídias escritas, faladas, televisadas e eletrônicas, a Amazônia só no mês de Abril, foi “desmatada” o equivalente a cidade do Rio de Janeiro.
Se submetermos tal tratamento comparativo do dado, em 355 anos, ou seja, no ano de 2363 depois de Cristo, toda a Amazônia terá sumido do mapa.
Consequentemente, todos os rios da região Sudeste estarão extintos e possivelmente todos os brasileiros se não estiverem morando em Marte.
Não posso conceber que uma mídia que se diz independente, investigativa, educadora, preocupada com a qualidade da informação, longe a muito do sensacionalismo barato, divulgue um dado tão descomprometido. Mais grave é que atribui o fato a outro, dizendo que a ela Imprensa, só cabe informar.
Queridos amigos jornalistas, publicitários, relações públicas, não joguem pelas janelas da vida o que a nossa tenra Democracia tem de mais belo e importante; a liberdade responsável de expressão, que deveria ser exercida por todos, mas principalmente por quem faz dela uma Profissão.
Uma oportunidade dessa como a Amazônia para o Brasil, pode representar para o Mundo um modelo de desenvolvimento consciente e responsável, longe das manipulações de capitais especulativos e suas commodities.
Precisamos informar “educacionalmente” às nossas massas. Levemos conhecimento, ou sejamos dignos de assumir a nossa incompetência como Mídia Educacional.
O papel educativo não pode e não deve ser negligenciado com pena de negociarmos com a nossa integridade profissional e o poder que temos para ajudar na construção do mundo que sonhamos, diferente daquele que herdamos transferido na atualidade para os interesses conservadores de governos e capitais do século passado.
Todo o “bônus” de uma profissão tão nobre, trás consigo o “ônus” da Dignidade Profissional.
Quanto às profissões vale lembrar Albert Einstein que nos disse: “Não basta ensinar ao homem uma especialidade. Porque se tornará assim uma máquina utilizável, mas não uma personalidade. É necessário que adquira um sentimento. Um senso prático daquilo que é belo, do que é moralmente correto. A não ser assim ele se assemelhará, com seus conhecimentos profissionais, mais a um cão ensinado do que a uma criatura harmoniosa e desenvolvida. Deve aprender a compreender as motivações dos homens, suas quimeras e suas angústias para determinar com precisão seu lugar exato em relação a seus próximos e à comunidade”.

