PLANEJAR E DECIDIR EFICAZMENTE
9 09UTC maio 09UTC 2008
PLANEJAR E DECIDIR EFICAZMENTE SÃO QUALIFICAÇÕES BÁSICAS QUE DEVEM SER DESENVOLVIDAS EM TODOS OS NÍVEIS DA ORGANIZAÇÃO E NÃO SOMENTE EM ESCALÕES SUPERIORES.
Habitualmente planejar e decidir são vistos como processos inerentes à cúpula das empresas. Nessa visão, cabe ao restante da organização apenas a execução do que é planejado e decidido pela alta administração.
Essa é uma visão enganosa, pois na verdade todos os membros da organização planejam e decidem em seu dia-a-dia.
A atividade de planejar na organização, que transcende ao planejamento formal com base em análise competitiva, de portfólio etc., pode ser vista como um “estado de espírito”, em que todos procuram trabalhar antecipadamente tudo que é relevante à empresa, visando a assegurar uma execução precisa/eficaz.
O processo decisório também é algo que envolve todos os cargos.
Mesmo aqueles mais voltados à execução envolvem aspectos que requerem tomada de decisão:
levar ou não um problema à cúpula,
responder a uma pergunta ou afirmar que não sabe,
investir ou não mais tempo em determinado assunto,
prometer ou não alguma data,
trocar ou não um produto,
conceder ou não um desconto.
Essas são decisões que, inadequadamente tomadas, podem significar perdas e problemas para a empresa.
A busca de maior refinamento dos processos de planejar e decidir exige atenção a detalhes sutis, que normalmente fogem à percepção das pessoas.
Um desses detalhes é a diferenciação entre processos individuais e grupais.
Nos processos individuais é importante atentar a tópicos como:
personalidade e disposição a assumir riscos, paciência,
superação da ansiedade e da tendência à superficialidade,
concentração,
busca de excelência,
motivação,
criatividade,
assertividade,
objetividade,
capacidade de raciocínio,
domínio de técnicas de pesquisa/análise,
lógica de decisão,
conhecimentos técnicos etc.
Nos processos grupais é preciso atentar adicionalmente a outros aspectos como:
habilidades interpessoais envolvendo capacidade de ouvir,
expressar-se com clareza e objetividade,
atitudes e posturas positivas,
habilidade de coordenar reuniões,
técnicas de trabalho em grupo,
gerência de conflitos,
técnicas de negociação,
administração de processo e outros.
Essas são sutilezas relevantes, mas que paradoxalmente recebem pouca atenção, mesmo nos níveis mais altos da estrutura.
São fatores-chave para o refinamento do planejamento e do processo decisório na empresa como um todo, algo dentro de uma tendência à descentralização e crescente autonomia de ação dos colaboradores em todos os níveis da empresa.

