GESTÃO DO CONHECIMENTO

Um futuro diferente do passado.

Fundos Soberanos em Reais.

29 29UTC maio 29UTC 2008

Os fundos soberanos administram as imensas reservas de divisas dos países exportadores de bens manufaturados que tiveram suas receitas multiplicadas de maneira formidável nos últimos anos.

Entre os mais importantes, figuram os de Dubai, Noruega, Qatar, Cingapura e China, este criado em 2007 com aporte de 200 bilhões de dólares.

Essa modalidade de investimento estatal está crescendo de forma assustadora e vem sendo utilizada, na maioria das vezes, para adquirir participações em empresas estrangeiras, com objetivos financeiros e estratégicos.

Os países mais industrializados (Alemanha, Canadá, Estados Unidos, França, Grã-Bretanha, Itália e Japão), reunidos no G7, pediram o estabelecimento de um código de boas práticas para estes fundos, a fim de fortalecer principalmente sua "transparência e previsibilidade".

Para o Fundo Monetário Internacional, o aumento em tamanho e em número desses fundos merece atenção reforçada, diante das conseqüências potenciais que poderão ter sobre os mercados financeiros e os investimentos.

O governo brasileiro quer agora fazer um “Fundo Soberano” em reais, acredito que o grupo de trabalho que é formado pelo ministro Mantega o deputado Antonio Palocci e o Senador Aloizio Mercadante continua no século XVIII, não é possível.

Fundo Soberano em reais para promover a estatização da economia e fazer controle de câmbio, novamente. Foi exatamente por esses equívocos, que no passado, tivemos que inventar a correção monetária, o que culminou com uma hiperinflação.

Com o grupo (do século 18), os “Fundos Soberanos” em reais iniciariam a sua “jornada econômica” como dinheiro novo e produtivo indo terminar como “jornada financeira” especulativa, gerando apenas hiperinflação. Mas antes teríamos mais juros e mais tributos.

Esse foi o grande golpe da China, câmbio hiper-desvalorizado e produção sob controle, mas lá a produção não tem, ainda, nenhum compromisso com o restante do planeta. O país não é democrático. Não dá para copiar.

O Brasil já faz parte do mundo global. Nossos filhos já não podem e não querem mais ser estatizados. O tiro vai sair pela culatra.

Lula critica empresários que não reduziram preços.

26 26UTC maio 26UTC 2008

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva criticou nesta segunda-feira (26/05), no Rio de Janeiro, o setor empresarial que reivindicou o fim da CPMF no final do ano passado, mas até o momento não teria repassado o benefício aos consumidores, reduzindo o preço dos produtos.

Disse; "eu vi a guerra que foi feita para diminuir a CPMF. Tiraram R$ 40 bilhões (do Orçamento) e quem perdeu com isso foi o PAC da Saúde. É engraçado, eu não vi nenhum produto reduzir de preço com o fim da CPMF".

Prezado Presidente, permita-me apresentar a definição atual de Commodities: são produtos básicos, homogêneos e de amplo consumo, que podem ser produzidos e negociados por uma ampla gama de empresas.

Podem ser produtos agropecuários, como boi gordo, soja, café; minerais, como ouro, prata, petróleo e platina; industriais, como tecido 100% algodão, poliéster, ferro gusa e açúcar;

E até mesmo financeiros, como as moedas mais requisitadas (dólar e euro), ações de grandes empresas, títulos de governos nacionais, etc.

São negociadas em duas formas: mercado à vista e futuro (fecha-se já um contrato para entrega/pagamento futuro), e nas Bolsas de Mercadorias, são negociadas em quantidades padrões: por exemplo, na BM&F o dólar é negociado em contratos de US$ 10.000 e o café em contratos de 100 sacas de 60 Kgs.

Quando o senhor critica empresários que não reduziram preços, fico sem entender, pois estes empresários e as suas organizações não são capazes de promover esta redução e por isso não serão feitas. Nem a chamada “livre concorrência de mercado” sozinha é capaz de fazê-la. Se quisermos preços justos temos que negociá-los usando “equipes de governo” extremamente competentes, de forma lúcida, democrática e à luz de novos conceitos de “governança planetária”.

A função de qualquer governo democrático, lúcido e isento do século 21 é a de participar desta complexa negociação, por exemplo, com as agências reguladoras que o senhor quase as extinguiu. Mas isso é uma outra história.

A geração de estratégias de elevado potencial de contribuição para a prosperidade dos Países e de seus Povos requer extrema sensibilidade às transformações de valores em curso no ambiente maior.

A emergência da sociedade da informação e do conhecimento e a mudança de paradigmas associada, alteram profundamente as “verdades” estratégicas que têm predominado nas últimas décadas. Principalmente nas “velhas verdades” de governos e empresas.

A formulação de estratégias para assegurar espaços de mercado no presente e no futuro requer a prática imediata de novos referenciais mentais como, por exemplo, desatar o nó civilizatório que nos metemos, vendendo e comprando moedas em Bolsa.

Este mercado de moedas movimenta atualmente 750 trilhões de dólares mensalmente contra um PIB mundial aproximado de 70 trilhões de dólares.

Onde pode estar a verdadeira crise, a não ser a de caráter? Qualquer negociação no mercado à vista ou a prazo nas Bolsas, pressupõe um produto ou serviço entregue ou a ser entregue. Moeda que tem “preço” é fruto de especulação ou erro contábil. Adam Smith vai ter que nos perdoar.

Temos hoje os estoques mais baixos dos últimos trinta anos nos mercados internacionais de todo e qualquer produto além da maior quantidade de moedas e papéis especulativos sem comprometimento com o desenvolvimento do ser humano, das suas comunidades e a manutenção de nossas diversidades.

Mas o senhor nos ofende dizendo que “o setor empresarial que reivindicou o fim da CPMF no final do ano passado, mas até o momento não teria repassado o benefício aos consumidores, reduzindo o preço dos produtos” e ainda, “é engraçado, eu não vi nenhum produto reduzir de preço com o fim da CPMF".

Presidente; como estadista, o seu cargo é infinitamente mais importante do que o de um presidente de sindicato com todo o respeito que merecem os sindicatos.

Como Presidente da República do Brasil deveria estar voltado ao global/macro, com quadros de referência ricos e amplos, sólida cultura geral, interesses e experiências diversificados. Sentir-se parte do mundo e pensar na humanidade no sentido lato, focando o ser humano/universal. Constantemente preocupado com macro-estratégias, macro-questões e grandes oportunidades. Acompanhar com atenção as megatendências de transformação da sociedade e procurar antecipar-se às mudanças. Atuando para desenvolver o mundo e não apenas o Brasil país que dirige, mesmo que sua estratégia seja de distribuição de renda há que se estimular antes a produção. Claro que orientado-a, assim como regulando, mas sem querer produzir. Governos que querem produzir é muito antigo e já se mostrou falido, além de estimular a corrupção.

Acredito que será sempre possível projetar uma visão de futuro diferente e estimulante que, por sua vez, fará com que as pessoas ajam vigorosamente em sua direção.

Mas, antes, as questões sérias precisam ser tratadas com seriedade.

O Rei Salomão e o caso Isabella.

12 12UTC maio 12UTC 2008

Há não sei quanto tempo que os jornais e a televisão nos vão dando conta da história da criança a que os observadores mais imparciais acabam cedendo ao regime de verdades sentimentais.

Como tudo o que neste país passa pelos tribunais, vai se tornar uma saga infindável e agitada, com sensações a um ritmo regular desde a morte, passando pela indignação da população, pelo célebre episódio da “prisão do casal” e muitos outros que virão.

Quase toda a população fala do caso, geralmente para tomar partido. E a história do “casal monstruoso”, tem mais sucesso do que a outra história possível: a da mãe “biológico” e esposa traída a tentar recuperar o seu “amor próprio” ferido em batalha anterior à morte da filha. Sempre que os tribunais contrariarem essa preferência, haverá indignação e se concluirá mais uma vez que “não há justiça no Brasil”.

Neste momento, em que a poeira ainda não baixou, fiquemos por algumas notas sobre o que a discussão acerca desta história diz de nós - com o devido respeito por todas as pessoas diretamente afetadas.

A situação é das mais antigas do nosso imaginário. Duas pessoas reivindicam a paternidade de uma criança. Como saber quem a merece? Como ser justo? Muito antes dos testes de DNA, pareceres psiquiátricos e sondagens de opinião, o Rei Salomão recorreu a um truque que, durante alguns séculos, ilustrou a sua sabedoria.

Há muito tempo, porém que a “justiça” não é para nós, sinônimo de sabedoria à qual devêssemos nos submeter. Não acreditamos na sabedoria, porque o nosso sentido de igualdade que propõe a “incorporação das massas ao processo político” nos impede de admitir que o próximo possa ser mais “sábio” do que nós.

Acreditamos, em contrapartida, na determinação dos fatos e na aplicação de regras objetivas. Preferimos ser casos previstos pela lei ou estudados pela ciência. E quando a lei ou a ciência não chegam, preferimos a opinião da maioria, que não é a de ninguém em particular.

Não temos sábios. Temos juízes, “especialistas” e opinadores. Reconhecemos-lhe autoridade, não enquanto indivíduos, mas como membros de corporações: os juízes nos tribunais, os especialistas devidamente credenciados ou integrados em instituições profissionais, e os opinadores competentemente sondados e mantidos por empresas “fiáveis”, com ficha técnica.

Eis as autoridades que tomaram o lugar de Salomão. Armados com o que diz a lei, explica a ciência e deseja a opinião da maioria, sem precisar da sabedoria, acreditamos ter a verdade à mão.

Acontece que não temos.

A lei tem várias interpretações ou versões. Pior: a lei pode ser mudada pelos legisladores. Nada, portanto, nos obriga a conformar com ela, mesmo quando temos de admitir que o seu sentido seja o que não nos convém.

Quanto à ciência, todos sabem que consiste em controvérsia: o parecer de um especialista, com bibliografia, cura-se sempre com o parecer de outro especialista, com ainda mais bibliografia.

E à opinião há muito que foi diagnosticada a característica de variar conforme a última notícia ou rumor.

Nas nossas discussões invocamos a lei, a ciência e a opinião com abundância.
Mas perante os limites de cada uma dessas autoridades, o que decisivamente colocamos no lugar da sabedoria?

A nossa disponibilidade e capacidade para nos emocionarmos.

Gostamos de nos exaltar, de tomar partido, porque quando nos exaltamos e tomamos partidos, o mundo parece finalmente simples e óbvio, como raramente é do ponto de vista da lei, da ciência, ou da opinião.

Este regime de uma verdade sentimental, exercido através da expressão veemente, nos leva a reconhecer como monstruoso tudo o que contraria as nossas tendências: a lei, nesses casos, surge-nos como um capricho dos juízes, a ciência como um disparate mercenário, e a opinião como o produto adulterado, uma “campanha orquestrada”.

Com a nossa indignação, conseguimos isto: estar de mal com o mundo, para estarmos de bem conosco, portanto, sem compromisso.

E a este respeito, é curiosa perceber a maneira como a maioria imagina esta criança que ninguém vê, mas que continua em cada um, usada e desprezada a cada dia.

Ao longo deste caso, ela servirá de “tela” ou plano de fundo para projetar certas idéias do que é ser humano. E essas idéias nos dizem que podemos ser tudo, isto é, tomar qualquer “identidade”, desde que devidamente “educados”.

Sem natureza ou caráter próprios, somos apenas coisas extremamente frágeis. Por isso, é imprescindível empenhar nossas energias a serviço da educação.

Curiosamente recusamos ser tratados como “propriedade” de outros, mas não nos importamos de passar por “doentes”, a precisar de proteção contra todos os conflitos e dificuldades.

O nosso interesse e o nosso direito esgotam-se no nosso “bem estar”. É isto o que mais nos importa.

Salomão propôs cortar uma criança ao meio para descobrir a verdade. Nós preferimos cortar a verdade ao meio para estarmos de bem conosco.

PLANEJAR E DECIDIR EFICAZMENTE

9 09UTC maio 09UTC 2008

PLANEJAR E DECIDIR EFICAZMENTE SÃO QUALIFICAÇÕES BÁSICAS QUE DEVEM SER DESENVOLVIDAS EM TODOS OS NÍVEIS DA ORGANIZAÇÃO E NÃO SOMENTE EM ESCALÕES SUPERIORES.

Habitualmente planejar e decidir são vistos como processos inerentes à cúpula das empresas. Nessa visão, cabe ao restante da organização apenas a execução do que é planejado e decidido pela alta administração.

Essa é uma visão enganosa, pois na verdade todos os membros da organização planejam e decidem em seu dia-a-dia.

A atividade de planejar na organização, que transcende ao planejamento formal com base em análise competitiva, de portfólio etc., pode ser vista como um “estado de espírito”, em que todos procuram trabalhar antecipadamente tudo que é relevante à empresa, visando a assegurar uma execução precisa/eficaz.

O processo decisório também é algo que envolve todos os cargos.

Mesmo aqueles mais voltados à execução envolvem aspectos que requerem tomada de decisão:

levar ou não um problema à cúpula,
responder a uma pergunta ou afirmar que não sabe,
investir ou não mais tempo em determinado assunto,
prometer ou não alguma data,
trocar ou não um produto,
conceder ou não um desconto.

Essas são decisões que, inadequadamente tomadas, podem significar perdas e problemas para a empresa.

A busca de maior refinamento dos processos de planejar e decidir exige atenção a detalhes sutis, que normalmente fogem à percepção das pessoas.

Um desses detalhes é a diferenciação entre processos individuais e grupais.

Nos processos individuais é importante atentar a tópicos como:

personalidade e disposição a assumir riscos, paciência,
superação da ansiedade e da tendência à superficialidade,
concentração,
busca de excelência,
motivação,
criatividade,
assertividade,
objetividade,
capacidade de raciocínio,
domínio de técnicas de pesquisa/análise,
lógica de decisão,
conhecimentos técnicos etc.

Nos processos grupais é preciso atentar adicionalmente a outros aspectos como:

habilidades interpessoais envolvendo capacidade de ouvir,
expressar-se com clareza e objetividade,
atitudes e posturas positivas,
habilidade de coordenar reuniões,
técnicas de trabalho em grupo,
gerência de conflitos,
técnicas de negociação,
administração de processo e outros.

Essas são sutilezas relevantes, mas que paradoxalmente recebem pouca atenção, mesmo nos níveis mais altos da estrutura.

São fatores-chave para o refinamento do planejamento e do processo decisório na empresa como um todo, algo dentro de uma tendência à descentralização e crescente autonomia de ação dos colaboradores em todos os níveis da empresa.

PLANEJAR E DECIDIR: VOCÊ PODE FAZER MUITO MAIS.

Para produzir planos e decisões coerentes em toda a empresa a alta administração precisa alimentar a organização com informações (objetivos, direcionamento, estratégias, diretrizes e informações que só a cúpula consegue obter), mas isso não é o suficiente.

1. Preocupe-se então em gerar as informações que a organização como um todo precisa para planejar e decidir melhor ainda. Cada pessoa deve ser estimulada a ir buscar as informações e dados que necessita para planejar e decidir.

2. Implante programas de desenvolvimento na empresa como um todo, que enfatizem a prática de planejar e decidir melhor. O objetivo é desenvolver novos hábitos e habilidades. Nesse sentido, passar conceitos não é suficiente: a prática é fundamental.

3. Desenvolva instrumentos que sistematizem e ajudem a planejar e decidir melhor: check lists, guias, softwares, planilhas e manuais práticos.
Incentive a criação de tais instrumentos por meio de concursos, premiações, campanhas internas etc..

4. Incentive as pessoas a escreverem casos sobre incidentes e sucessos que ocorreram que ilustrem a importância de planejar/decidir bem e, ao mesmo tempo, mostrem em detalhes o que é recomendável fazer/não fazer.

5. Faça os vários setores avaliarem como estão em termos de planejamento e decisão por meio de reuniões mensais que gerem um relatório de auto-avaliação.

Faça um diretor da empresa analisar os relatórios e fazer uma apresentação à diretoria para debates, recomendações, elogios formais etc..

6. Periodicamente (trimestral ou semestralmente), organize grupos de trabalho multi-setoriais para fazer “auditorias” dos processos de planejamento e tomada de decisão sobre a linha de frente até à cúpula.

Essas “auditorias” devem gerar recomendações específicas de melhorias, revisões de diretrizes, mudanças em programas de treinamento, reciclagem de pessoas específicas etc..

7. Use problemas, erros, reclamações de clientes, conflitos internos e incidentes em geral para detectar disfunções de planejamento/processo decisório.

Evite explicações simplistas ou que atribuam a culpa a fatores externos: em todos os casos haverá disfunções de planejamento/decisão presentes, que, analisadas e trabalhadas, gerarão aprendizagem e aperfeiçoamento.

MESMO QUE NÃO ACREDITE, VOCÊ É FUNDAMENTAL.

Report abuse Close
Am I a spambot? yes definately
http://rcsearching.blog.terra.com.br
 
 
 
Thank you Close

Sua denúncia foi enviada.

Em breve estaremos processando seu chamado para tomar as providências necessárias. Esperamos que continue aproveitando o servio e siga participando do Terra Blog.