GESTÃO DO CONHECIMENTO

Um futuro diferente do passado.

UM ANJO PASSOU POR MIM…

8 08UTC junho 08UTC 2009

 

…este é um relato para quem ainda não deixou que o seu anjo passasse em si.

No início da minha vida profissional, senti-me atraído em tratar
crianças, me entusiasmei com a oncologia infantil.
Tinha, e tenho ainda hoje, um carinho muito grande por crianças. Elas nos enternecem e nos surpreendem com suas maneiras simples e diretas de ver o mundo, sem meias verdades.

Nós médicos somos treinados para nos sentirmos "deuses". Só que não o somos! Não acho o sentimento de onipotência de todo ruim, se bem dosado. É este sentimento que nos impulsiona que nos ajuda a vencer desafios, a se rebelar contra a morte e a tentar ir sempre mais além.

Se mal dosado, porém, este sentimento será de arrogância e prepotência, o que não é bom.

 
Quando perdemos um paciente, voltamos à planície, experimentamos o fracasso e os limites que a ciência nos impõe e entendemos que não somos deuses. Somos forçados a reconhecer nossos limites!

Recordo-me com emoção do Hospital do Câncer de Pernambuco, onde dei meus primeiros passos como profissional. Nesse hospital, comecei a freqüentar a enfermaria infantil, e a me apaixonar pela oncopediatria.

Mas também comecei a vivenciar os dramas dos meus pacientes, particularmente os das crianças, que via como vítimas inocentes desta terrível doença que é o câncer.

Com o nascimento da minha primeira filha, comecei a me acovardar ao ver o sofrimento destas crianças..

Até o dia em que um anjo passou por mim.

Meu anjo veio na forma de uma criança já com 11 anos, calejada, porém por 2 longos anos de tratamentos os mais diversos, hospitais, exames,  manipulações, injeções e todos os desconfortos trazidos pelos programas de quimioterapias e radioterapia.

Mas nunca vi meu anjo fraquejar. Já a vi chorar sim, muitas vezes, mas não via fraqueza em seu choro. Via medo em seus olhinhos algumas vezes, e isto é humano! Mas via confiança e determinação.

 
Ela entregava o bracinho à enfermeira e com uma lágrima nos olhos dizia:
faça tia, é preciso para eu ficar boa..

Um dia, cheguei ao hospital de manhã cedinho e encontrei meu anjo sozinho no quarto. Perguntei pela mãe. E comecei a ouvir uma resposta que ainda hoje não consigo contar sem vivenciar profunda emoção.

Meu anjo respondeu:
- Tio, às vezes minha mãe sai do quarto para chorar escondida nos corredores. Quando eu morrer, acho que ela vai ficar com muita saudade de mim. Mas eu não tenho medo de morrer, tio. Eu não nasci para esta vida!

 
Pensando no que a morte representava para crianças, que assistem seus heróis morrerem e ressuscitarem nos seriados e filmes, indaguei:

- E o que a morte representa para você, minha querida?

- Olha tio, quando a gente é pequena, às vezes, vamos dormir na cama do nosso pai e no outro dia acordamos no nosso quarto, em nossa própria cama não é?

(Lembrei que minhas filhas, na época com 6 e 2 anos, costumavam dormir no meu quarto e após dormirem eu procedia exatamente assim.)

- É isso mesmo, e então?

- Vou explicar o que acontece, continuou ela: Quando nós dormimos, nosso pai vem e nos leva nos braços para o nosso quarto, para nossa cama, não é?

- É isso mesmo querida, você é muito esperta!

- Olha tio, eu não nasci para esta vida! Um dia eu vou dormir e o meu Pai vem me buscar. Vou acordar na casa Dele, na minha vida verdadeira!

Fiquei "entupigaitado". Boquiaberto, não sabia o que dizer. Chocado com o pensamento deste anjinho, com a maturidade que o sofrimento acelerou, com a visão e grande espiritualidade desta criança, fiquei parado, sem ação.

- E minha mãe vai ficar com muita saudade minha, acrescentou ela.

Emocionado, travado na garganta, contendo uma lágrima e um soluço, perguntei ao meu anjo:

 
- E o que saudade significa para você, minha querida?

- Não sabe não, tio? Saudade é o amor que fica!

Hoje, aos 53 anos de idade, desafio qualquer um a dar uma definição melhor, mais direta e mais simples para a palavra saudade: é o amor que fica!

Um anjo passou por mim…

Foi enviado para me dizer que existe muito mais entre o céu e a terra, do que nos permitimos enxergar. Que geralmente, absolutilizamos tudo que é relativo (carros novos, casas, roupas de grife, jóias) enquanto relativizamos a única coisa absoluta que temos, nossa transcendência.

Meu anjinho já se foi, há longos anos. Mas me deixou uma grande lição, vindo de alguém que jamais pensei, por ser criança e portadora de grave doença, e a quem nunca mais esqueci.

 
Deixou uma lição que ajudou a melhorar a minha vida, a tentar ser mais humano e carinhoso com meus doentes, a repensar meus valores.

Hoje, quando a noite chega e o céu está limpo, vejo uma linda estrela a quem chamo "meu anjo, que brilha e resplandece no céu. Imagino ser ela, fulgurante em sua nova e eterna casa.

Obrigado anjinho, pela vida bonita que teve, pelas lições que ensinaste, pela ajuda que me deste.

Que bom que existe saudade! O amor que ficou é eterno.

_______________________

Rogério Brandão

Médico oncologista clinico

RC Recife Boa Vista D4500

Cremespe 5758"

O Homem é um ser Inacabado.

17 17UTC maio 17UTC 2009

 

Desmoronam-se, sob os porros das revoluções modernas, os edifícios da tradição ultra-católica, cedendo lugar às apressadas construções do desequilíbrio, sem memória ancestral, sem alicerce cultural.
Ruem, diante dos abalos da ciência tecnológica, o empirismo do passado e as obras da arbitrária dominação totalitária, substituídas pelo alucinar das novas maquinações de aventureiros desalmados, perseguindo suas ambições imediatistas a prejuízo da sociedade, do indivíduo.
A política desgovernada exibe os seus chefões, que se fazem triunfadores de um dia, logo passando ao anonimato, repletos de gozos e valores perecíveis, a intoxicar-se nos vapores dos vícios e das perversões em que falecem os últimos ideais que ainda possuíam.
Os direitos humanos decantados em toda parte sofrem o vilipêndio daqueles que os deveriam defender, em razão do desrespeito que apresentam diante das leis por eles mesmos elaboradas, em desprezo flagrante às instituições que se comprometeram socorrer, por descrédito de si próprios.
A anarquia substitui a ordem e as transformações sociais apressadas não têm tempo de ser assimiladas, porque substituídas pelos modismos que se multiplicam em velocidade ciclópica.
Velhos dogmas, nascidos e cultivados no caldo na ignorância, são esquecidos e nascem as idéias liberais revolucionárias, que instigam o homem fraco contra o seu irmão mais forte gerando ódios, quando deveriam amansar o lobo ameaçador, a fim de que, pacificado, pudesse beber na mesma fonte com o cordeiro sedento, que lhe receberia proteção dignificadora.
As circunstâncias externas do inter-relacionamento das criaturas, fenômeno conseqüente ao desequilíbrio do indivíduo, engendram no contexto atual a insegurança, que fomenta as crises.
Sucedem-se, desse modo, as crises de autoridade, de respeito, de honradez, de valores ético-morais e a desumanização da criatura assoma nos painéis do comportamento, insensibilizando-a pela exacerbação emocional, na volúpia do prazer e da violência conduzidos pelas ambições desmedidas.
As crises respondem pela desconfiança das pessoas, umas em relação às outras, pelo rearmamento belicoso de uns indivíduos contra os outros, pela agressividade automática e atrevida.
A queda do respeito que todos se devem, respeito este sem castração nem temor, estimula a indisciplina que começa na educação das gerações novas, relegadas a plano secundário, em que cuidam-se de oferecer coisas, em mecanismos sórdidos de chantagem emocional, evitando-se dar amor, presença, companheirismo e orientação saudável.
A crise de autoridade responde pela corrupção em todas as áreas, sob a cobertura daqueles que deveriam zelar pelos bens públicos e administrá-los em favor da comunidade, pois que, para tal se candidataram aos postos de comando, sendo remunerados pelos contribuintes para este fim.
Com efeito, os maus exemplos favorecem a desonestidade, discreta e pública, dos membros esfacelados do organismo social enfermo, preparando os bolsões de miséria econômica, moral, com todos os ingredientes para a rebelião criminosa, o assalto a mão armada, o apropriamento indébito dos bens alheios, a insegurança geral.
O que se nega em compromisso de direito, é tomado em mancomunação da força com o ódio.
Mesmo os valores espirituais do homem se apresentam em crise de pastores, e amigos, capazes de exercerem o mistério da fé religiosa com serenidade, sem separatismo, com amor, sem discórdia na grei, com fraternidade, sem disputas da primazia, sem estrelismo.
Nas várias escolas de fé explodem a rebelião, as disputas lamentáveis, a maledicência ácida ou o distanciamento formando quistos perigosos no corpo comunitário.
O homem apresenta-se doente, e a sociedade, que lhe é o corpo grupal, encontra-se desestruturada em padecimento total.
As crises gerais, que procedem da insegurança individual, são, por sua vez, responsáveis por mais altas e expressivas somas de desconforto, insatisfação, instabilidade emocional do homem, formando um círculo vicioso que se repete sem aparente possibilidade de arrebentar as cadeias fortes que o constituem.
Por desinformação ou fruto de um contexto imediatista-consumista elaborou-se a tese de que a segurança pessoal é o resultado do ter, que se manifesta pelo poder e recebe a resposta na forma de parecer.
Todos os mecanismos responsáveis pelo homem e sua sobrevivência se estribam nessas propostas falsas, formando uma sociedade de forma, sem profundidade, de apresentação, sem estrutura psicológica nem equilíbrio moral.
O homem é um ser inacabado, que a atual existência deverá colaborar para o aperfeiçoamento a que se encontra destinado.
A coragem para os enfrentamentos, sem violência ou recuos capacita-o para as conquistas transformadoras do ambiente social, que deslocará para o passado a ocorrência das crises de comportamento, iniciando-se a era de construção ideal e de reconstrução ética, jamais vivida antes na sua legitimidade.
Cabe ao homem em conflito revestir-se de coragem, resolvendo-se pelo trabalho de identificação das possibilidades que dispõe, ora soterradas nos porões da personalidade assustada.
Os conflitos degenerativos da sociedade tendem a desaparecer, especialmente quando o homem, em se encontrando consigo mesmo, harmonize o seu cosmo individual (micro), colaborando para o equilíbrio do universo social (macro), no qual se movimenta.
Agora então, o homem não procura elevar-se acima do homem, mas acima de si mesmo, aperfeiçoando-se.

EMPRESAS À PROVA DE CRISE

5 05UTC maio 05UTC 2009

Existam ou não crises, certas empresas têm conseguido consistentemente excelentes desempenhos, sob todos os prismas, em qualquer parte do mundo, inclusive no Brasil. Entram e saem crises e essas empresas continuam no topo dos rankings em termos de resultado e desempenho.

Para essas empresas, crise é uma palavra que não existe. Existem, obviamente, situações mais difíceis a enfrentar, adversidades maiores a encarar, problemas mais complexos a resolver. Mas, para essas empresas, tais situações são, tão somente, novos desafios, que devem ser encarados naturalmente e, obviamente, vencidos com méritos.
 
Essas empresas sabem que sempre superarão esses desafios. Entram na luta para ganhar; e ganham. Empenham-se com extraordinário vigor, mobilizam toda a energia que possuem e chegam aos objetivos que estabelecem. São empresas que profetizam o sucesso e fazem-no acontecer.
 
Essas são organizações que podem ser consideradas verdadeiras empresas à prova de crise. Essas são organizações que possuem, além de uma postura positiva e empreendedora, um conjunto de características especiais.
 
Uma cuidadosa análise dessas características enseja alguns pontos para reflexão, de extrema importância:
 
Quantas dessas características giram em torno de management, ou seja, administração stricto sensu?
Quantas dessas características dependem unicamente da postura, vontade e capacidade dos executivos de alta administração?
O que é possível fazer, interna e externamente, desde já, para assegurar que a organização que você dirige seja efetivamente, a cada momento, uma empresa autenticamente à prova de crises?
 
CARACTERÍSTICAS DAS EMPRESAS À PROVA DE CRISE
 
1. Acreditam que crise é ilusão
Não acreditam em crise.
Trabalham sabendo que sempre enfrentarão obstáculos, barreiras, turbulências, ações dos concorrentes, distúrbios mundiais, problemas políticos etc. Sabem que tudo isso faz parte do jogo.
Sabem também que, no fundo, tudo depende da postura e capacidade das pessoas que estão na empresa.
Nessas empresas, por conseguinte, mesmo quando os obstáculos parecem maiores (situação de “crise” para os outros) ninguém se apavora, não há paralisações de qualquer ordem, todos buscam – de cabeça fria – soluções para os problemas, que são, no fundo, nada mais do que novos tipos de desafios.
 
2. Planejam com cuidado e realismo
Investem em planejamento refinado.
Sempre sabem com precisão o que querem, onde querem chegar (visão, objetivos de longo prazo) e o que está acontecendo (buscam ler o ambiente externo e interno com precisão, dialogam muito com os clientes); desenvolvem estratégias à prova de crises (diversificação, parcerias, novos negócios, abertura de mercado no exterior, cobertura de pontos vulneráveis etc.) e trabalham programas de ação com bastante antecedência (planejam possíveis cursos de ação em planos de contingência; não esperam acontecer para só então começarem a agir; nunca se armadilham em situações em que seja tarde demais para reagir).
 
3. Buscam sempre o melhor
Não se contentam com o “mais-ou-menos”.
Buscam sempre fazer o melhor, e são, efetivamente, excelentes no que fazem.
Mesmo quando diversificam e entram em áreas novas, buscam persistentemente o melhor (contratando os melhores talentos com o know-how necessário, estabelecendo padrões elevados de qualidade).
Além disso, estão sempre preparadas para enfrentar quaisquer turbulências com a mesma energia com que buscam o melhor em tudo que fazem.
 
4. Possuem bons controles
Sempre sabem com a adequada antecedência tudo que se passa em seu interior e à sua volta. Os controles são mantidos com bastante rigor e as ações corretivas decorrentes são desencadeadas com rapidez. Assim, não são apanhadas por surpresas.
Por outro lado, não obstante sua eficiência, os controles não cerceiam a autonomia e a liberdade de ação dos executivos.
Longe de serem instrumentos centralizadores e cerceadores, eles servem eficazmente a todos os executivos da empresa ajudando-os a agirem com maior presteza na solução de problemas e no aproveitamento de oportunidades.
 
5. Atribuem valor extraordinário às pessoas
Sabem que a força que possuem vem das pessoas que as compõem.
Sabem que o talento, a força e motivação das pessoas são tesouros de inestimável valor. Sabem que para um grupo de pessoas talentosas e motivadas tudo é possível; reverter uma situação de quase desastre, chegar ao topo da lista, entrar num novo mercado, bater os concorrentes e mesmo chegar a crescimento recorde em épocas de crise.
Possuem interesse autêntico pelas pessoas, investem continuamente em desenvolvimento, estabelecem vínculos de longo prazo através de lealdade recíproca, criam ambientes calorosos, humanos e agradáveis.
Estabelecem estratégias especificamente voltadas a garantir segurança e estabilidade à relação empresa-colaboradores, mesmo em épocas de maior dificuldade.
 
6. Possuem cultura clara com ênfase no entusiasmo
Antes de mais nada possuem uma cultura.
Ou seja, não são organizações sem personalidade e princípios; não são um ajuntamento de culturas diferentes e até contraditórias.
Além disso, possuem “embutido” em sua cultura um conjunto de elementos de alta relevância, não só para buscar seus objetivos, como também para enfrentar obstáculos: postura positiva ao enfrentar dificuldades, habilidade em resolver problemas, valorização da criatividade, energia/garra/pique, otimismo face às adversidades, persistência, ausência de preconceitos/abertura a soluções não ortodoxas, rapidez/agilidade, equilíbrio planejamento-ação, espírito empreendedor, abertura a inovações, processo decisório participativo.
 
7. Possuem um quadro de executivos bem sintonizados, que emana coerência,
    consistência e entendimento
Têm liderança eficaz.
Todos os executivos de cúpula compartilham os mesmos valores básicos (embora possam ter estilos diferentes).
São leais entre si e transmitem – como grupo – segurança à organização como um todo. Conseguem, por essa coerência, mobilizar a energia humana da empresa com extraordinária força, pois inexistem boicotes, politicagens, conflitos e divergências mal trabalhadas em termos de cúpula.

PLANEJAR E DECIDIR: VOCÊ PODE FAZER MUITO MAIS.

27 27UTC abril 27UTC 2009

Para produzir planos e decisões coerentes em toda a empresa a alta administração precisa alimentar a organização com informações (objetivos, direcionamento, estratégias, diretrizes e informações que só a cúpula consegue obter), mas isso não é o suficiente.

Preocupe-se então em gerar as informações que a organização como um todo precisa para planejar e decidir melhor ainda.
 
1. Cada pessoa deve ser estimulada a ir buscar as informações e dados que necessita para planejar e decidir.
 
2. Implante programas de desenvolvimento na empresa como um todo, que enfatizem a prática de planejar e decidir melhor. O objetivo é desenvolver novos hábitos e habilidades. Nesse sentido, passar conceitos não é suficiente: a prática é fundamental.
 
3. Desenvolva instrumentos que sistematizem e ajudem a planejar e decidir melhor: checklists, guias, softwares, planilhas e manuais práticos. Incentive a criação de tais instrumentos por meio de concursos, premiações, campanhas internas etc..
 
4. Incentive as pessoas a escreverem casos sobre incidentes e sucessos que ocorreram que ilustrem a importância de planejar/decidir bem e, ao mesmo tempo, mostrem em detalhes o que é recomendável fazer/não fazer.
 
5. Faça os vários setores avaliarem como estão em termos de planejamento e decisão por meio de reuniões mensais que gerem um relatório de auto-avaliação. Faça um diretor da empresa analisar os relatórios e fazer uma apresentação à diretoria para debates, recomendações, elogios formais etc..
 
6. Periodicamente (trimestral ou semestralmente), organize grupos de trabalho multi-setoriais para fazer “auditorias” dos processos de planejamento e tomada de decisão sobre a linha de frente até à cúpula. Essas “auditorias” devem gerar recomendações específicas de melhorias, revisões de diretrizes, mudanças em programas de treinamento, reciclagem de pessoas específicas etc..
 
7. Use problemas, erros, reclamações de clientes, conflitos internos e incidentes em geral para detectar disfunções de planejamento/processo decisório. Evite explicações simplistas ou que atribuam a culpa a fatores externos: em todos os casos haverá disfunções de planejamento/decisão presentes, que, analisadas e trabalhadas, gerarão aprendizagem e aperfeiçoamento.
 

PLANEJAR E DECIDIR EFICAZMENTE

20 20UTC abril 20UTC 2009

 

Planejar e decidir eficazmente são qualificações básicas que devem ser desenvolvidas em todos os níveis da organização e não somente em escalões superiores.
 
Habitualmente planejar e decidir são vistos como processos inerentes à cúpula das empresas. Nessa visão, cabe ao restante da organização apenas a execução do que é planejado e decidido pela alta administração.
 
Essa é uma visão enganosa, pois na verdade todos os membros da organização planejam e decidem em seu dia-a-dia.
 
A atividade de planejar na organização, que transcende ao planejamento formal com base em análise competitiva, de portfólio etc., pode ser vista como um “estado de espírito”, em que todos procuram trabalhar antecipadamente tudo que é relevante à empresa, visando a assegurar uma execução precisa/eficaz.
 
O processo decisório também é algo que envolve todos os cargos.
 
Mesmo aqueles mais voltados à execução envolvem aspectos que requerem tomada de decisão:
 
·        levar ou não um problema à cúpula,
·        responder a uma pergunta ou afirmar que não sabe,
·        investir ou não mais tempo em determinado assunto,
·        prometer ou não alguma data,
·        trocar ou não um produto,
·        conceder ou não um desconto.
 
Essas são decisões que, inadequadamente tomadas, podem significar perdas e problemas para a empresa.
 
A busca de maior refinamento dos processos de planejar e decidir exige atenção a detalhes sutis, que normalmente fogem à percepção das pessoas.
 
Um desses detalhes é a diferenciação entre processos individuais e grupais.
 
Nos processos individuais é importante atentar a tópicos como:
 
  • personalidade e disposição a assumir riscos, paciência,
  • superação da ansiedade e da tendência à superficialidade,
  • concentração,
  • busca de excelência,
  • motivação,
  • criatividade,
  • assertividade,
  • objetividade,
  • capacidade de raciocínio,
  • domínio de técnicas de pesquisa/análise,
  • lógica de decisão,
  • conhecimentos técnicos etc.
 
Nos processos grupais é preciso atentar adicionalmente a outros aspectos como:
 
·        habilidades interpessoais envolvendo capacidade de ouvir,
·        expressar-se com clareza e objetividade,
·        atitudes e posturas positivas,
·        habilidade de coordenar reuniões,
·        técnicas de trabalho em grupo,
·        gerência de conflitos,
·        técnicas de negociação,
·        administração de processo e outros.
 
Essas são sutilezas relevantes, mas que paradoxalmente recebem pouca atenção, mesmo nos níveis mais altos da estrutura.
 
São fatores-chave para o refinamento do planejamento e do processo decisório na empresa como um todo, algo dentro de uma tendência à descentralização e crescente autonomia de ação dos colaboradores em todos os níveis da empresa.

Veja o que disse o seu Presidente.

13 13UTC abril 13UTC 2009

‘Precisamos facilitar a venda de carros, porque tem muita gente precisando de carro’,

 

No programa semanal de rádio “Café com o Presidente” desta segunda-feira (13), Lula afirmou que o governo tem se esforçado para fortalecer o mercado interno a fim de suprir as deficiências causadas pela crise financeira internacional. Entre as medidas está, segundo o presidente, facilitar a venda de carros.


“Aqui no Brasil, diferentemente dos Estados Unidos, ou diferentemente da Europa, a maioria do povo não tem carro, portanto nós precisamos facilitar a venda porque tem muita gente precisando de carro”, disse.


Sobre a decisão anunciada em março de prorrogar a redução do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) para carros novos por mais três meses, Lula disse que ela foi tomada com a consciência da importância da cadeia produtiva automobilística para o país.


“Ela (cadeia produtiva) representa aproximadamente de 24% a 25 % do PIB industrial brasileiro. Mas não é apenas isso, nós também tomamos medidas para fazer com que os bancos pequenos voltassem a fazer crédito e isso ajuda também ao comércio, ao capital de giro da pequena e média empresa”, afirmou.


Moradia

Lula falou também falou a respeito do programa “Minha Casa, Minha Vida”, que começa a cadastrar nesta segunda-feira (13) interessados no projeto que viabiliza a construção de 1 milhão de moradias para famílias com renda de até 10 salários míninos. Para o presidente, o programa “suntuoso” e “arrojado” também irá ajudar a gerar emprego em tempos de crise.


“Esse desafio que vai permitir que todos nós nos aperfeiçoemos; que todos nós amadureçamos muito mais para que a gente possa dar respostas em primeiro lugar, ao déficit habitacional. Em segundo, à geração de empregos que tanto precisamos para suprir o desemprego causado pela crise econômica mundial”.

Tenho a certeza que ele, o Presidente, acredita que somos todos inconseqüentes, alienados, oportunistas, dançamos conforme a música, adoramos o poder, superficiais, não autênticos, usamos as éticas próprias, consideramos lucro como objetivo-fim, não temos compromisso com a coerência, temos medo dos conflitos e somos medíocres.

Que Deus te dê em dobro tudo que tens nos desejado senhor Presidente!

 

“O Sistema Financeiro Essencial”

5 05UTC abril 05UTC 2009

…a abolição da uniformidade burocrática.


Atribuímos aos homens da era precedente, uma soberania sobre-humana e achamos, até por conveniência que, o que fizeram estava acima de emendas. Então, a própria natureza das coisas das quais somos partícipes, vem e nos força a rever.

A crise que se instalou no planeta trouxe em seu bojo a obsolescência de muitos sistemas de hoje. Não foi um segredo que tenhamos descoberto. Nem tampouco uma doença exclusiva, desse ou daquela Organização. Mas, mostrou-nos a fragilidade das economias, das políticas, das finanças, das leis do chamado “Mundo Fundamental”.

O sistema financeiro principalmente, que serviu tão bem a alguns por tanto tempo, precisa agora, por seu turno, morrer e ser substituído. Não com espírito amargo e dogmático, não em um súbito espasmo impulsivo, mas por meio da mais ampla e pacífica participação política.

O fato é que, criar um “Sistema Financeiro Essencial” por sobre os escombros de instituições criadas como fundamentais, e que tentam desesperadamente manter o que já terminou, implica em um projeto de “Abolição da Uniformidade Burocrática”.

Estruturas relativamente padronizadas darão lugar a sistemas orgânicos, equipes de projetos ad-hoc, centros de desenvolvimento de conhecimento essencial integrados, para o desenvolvimento do planeta além das fronteiras nacionais.

O mercado mundial que foi absorvido e incorporado na medida em que permitiu a própria sobrevivência do sistema financeiro, não se trata de economia de mercado capitalista, e sim de um "setor privado" estritamente regulado e manietado, sujeito a altas cargas tributárias e uma miríade infernal de regulamentos, licenças, subsídios, que são incompatíveis com a liberdade econômica e a dignidade humana. E, um "setor público" gigantesco, tentacular, parasitário, que alimenta seu furor esbanjador confiscando a riqueza produzida no "setor privado".

Uma vez que os mercados mudam constantemente, a posição será menos importante do que a flexibilidade e a capacidade de manobra. Então, teremos um novo paradigma financeiro emergente.

 

                                         PARADIGMA  FINANCEIRO  EMERGENTE

PREMISSAS DO ANTIGO PARADIGMA:        PREMISSAS DO NOVO PARADIGMA:

Explorador                                                         - Ecológico

Consumista                                                      - Consumo apropriado

Competição                                                      - Cooperação

Soluções de curto prazo                                - Soluções de longo prazo

Uma moeda de câmbio                                - Todas as moedas de câmbio

Normas e Procedimentos                            - Padrões

Mecanicista                                                     - Orgânico

Estabilidade                                                    - Mudança

Hierarquia burocrática                                  - Consenso na visão do todo

 

 

 

 

Sabemos que as leis e as instituições precisam andar de mãos dadas com o progresso da mente humana. E, novas descobertas são feitas, novas verdades são reveladas, as maneiras e as opiniões mudam, com a mudança de circunstâncias e, as instituições também têm de avançar e acompanhar o passo dos tempos.

Esse novo sistema, embora ainda não tenha sido completado, representa a mais importante mudança isolada na economia global desde a disseminação de fábricas provocada pela revolução industrial.

Infelizmente, grande parte do pensamento econômico não acompanhou esse passo à frente e vem lutando com todas as forças para manter posições de poder a qualquer custo. Mas uma coisa é insofismável, é o conhecimento essencial que aciona a economia, não a economia que aciona o conhecimento essencial.

As sociedades, entretanto, não são máquinas e muito menos bolsas de pseudo-valôres com seus bancos financiadores e muito menos seus computadores. Elas não podem ser meramente reduzidas a hardware e software, base e superestrutura.

Um modelo mais pertinente as retrataria como organismos consistindo em muitos elementos, todos interligados a circuitos de feedback imensamente complexos e em constante processo de modificação.

À medida que a complexidade aumenta, o conhecimento essencial torna-se mais imprescindível à sobrevivência tanto econômica quanto ecológica. Exigirá de cada um de nós uma racionalidade intuitiva, com dados complementados por feeling, insights e visão holística.

Um senso de mudança com abertura a riscos, uma atitude empreendedora voltada para; conservar, manter, reciclar, agregar qualidade e inovação para servir necessidades autênticas.

 

Planejamento Visionário.

30 30UTC março 30UTC 2009

Dumping e outras práticas desleais, na era do conhecimento, só podem ser combatidos com conhecimento.

                                                                                        

A geração de estratégias de elevado potencial de contribuição para a prosperidade das empresas, dos países e seus habitantes, requer extrema sensibilidade às transformações de valores em curso no ambiente maior.

 

A emergência da sociedade da informação e do conhecimento e a mudança de paradigmas associados alteram profundamente as “verdades” estratégicas que têm predominado nas últimas décadas no planeta.

 

A formulação de estratégias para assegurar espaços de mercado no presente e no futuro requer a prática imediata de novos referenciais mentais:

 

1- Em um ambiente de mudanças velozes – em que consumidores alteram rapidamente suas preferências a inovação é a palavra-chave para sua conquista – posturas tradicionais de defesa de espaços precisam ser suplantadas pela postura de permanente criação de novos espaços;

 

2- A própria velocidade dessa criação de novos espaços faz com que a tradicional definição de “qual é nosso negócio básico” seja substituída pela criação de competências básicas que possibilitem o ingresso rápido em vários “negócios” – na acepção clássica – diferentes, muitas vezes até aparentemente incompatíveis;

 

3- Nessa nova realidade competitiva as empresas que praticam o conceito convencional de deixar-se guiar pelas necessidades e preferências dos consumidores atuais serão facilmente suplantadas por aquelas empresas que superam as expectativas atuais dos consumidores ao gerar formas de atender a necessidades/preferências de que nem os próprios consumidores haviam se apercebido.

 

 

Isso demanda uma transição do foco e atenção das empresas, que deve deixar de ser os produtos/serviços atualmente produzidos e vendidos para as “funcionalidades” que estão sendo fornecidas aos consumidores.

 

4- Nessa arena competitiva de alta turbulência as tradicionais metas de desempenho e lucro lineares, baseadas em um raciocínio incremental em relação ao passado, serão substituídas por metas de desempenho e lucros não-lineares. Elevações exponenciais de resultados e desempenho em prazos fantasticamente curtos são tão possíveis quanto deteriorações assustadores de market-share e lucros que irão levar ao rápido desaparecimento de empresas. A tradicional dimensão de “tempo para chegar a um determinado mercado em outro país” deverá ser substituída pela dimensão de “tempo para bloquear o mercado global”.

 

 

Essa, enfim, é uma realidade em que aprender mais rapidamente – inclusive como resultado de tentativas parcialmente frustradas – é mais importante do que maximizar a “taxa de sucessos”. O próprio conceito do que é insucesso se altera: ele passa da visão tradicional do “dinheiro perdido na iniciativa fracassada” para o “dinheiro perdido pela escassez de iniciativas”.

 

 

 

Todos esses novos referenciais em estratégia não significam que práticas tradicionais de formulação estratégica precisem ser abandonadas. A atual mudança de referenciais significa que as formas tradicionais de se formular estratégias (cenários de futuro, processos de planejamento estratégico, definição de missão, objetivos etc.) precisam ser repensadas, complementadas e aprimoradas dentro dos novos conceitos.

 

Em essência a busca é por esse equilíbrio entre o que é bom nos processos tradicionais de formulação estratégica e o estado-da-arte na prática de estratégias revolucionárias com base no Conhecimento Essencial.

 

Nesse espírito, reiteramos a formulação de estratégias como uma atribuição essencial – uma responsabilidade inalienável – dos executivos de alta administração em posições de linha. São os líderes de cúpula que devem formular – em sintonia com os diversos stakeholders da organização – uma visão nobre e motivadora do futuro que se deseja para a empresa para que, a partir daí, estratégias coerentes possam ser desenhadas e implantadas com sucesso.

 

Esse é o conceito moderno de “planejamento visionário”, que está sucedendo ao “planejamento incremental” tradicional. Staffs de planejamento estratégico podem ser auxiliares úteis nesse processo, porém a responsabilidade final pela visão e pelo posicionamento estratégico da empresa está com a alta administração.

 

Dentro desses valores dos novos tempos outras três atitudes estratégicas ganham destaque:

 

(1)O crescente reconhecimento do mundo como um todo interconectado, de natureza essencialmente orgânica, sugere a passagem de uma postura de dominação e controle para uma de cooperação e parceria.

 

 

(2)Essa visão do mundo como um todo interconectado está também na base da queda de barreiras globais a que atualmente se assiste. Os novos referenciais mentais para a formulação de estratégias enfatizam a passagem de “ocupar rapidamente mercados locais” para “bloquear mercados globais”.

 

(3)Por fim, uma “nova” atitude estratégica que, na superfície, parece algo tradicional: a proximidade ao cliente. Obviamente um negócio (ou até mesmo uma empresa que não vise lucros) só existe quando existe alguém para ser servido, uma necessidade da sociedade para ser atendida.

 

A diferença é que os novos valores em emergência fazem com que o conceito de proximidade ao cliente assuma uma nova – e mais complexa – dimensão: tratar os consumidores/clientes como seres humanos integrais.

Política Monetária Atual

20 20UTC março 20UTC 2009

Banco Central afirma que indexação impede queda maior da taxa de juros.

“Pela primeira vez se pode cortar as taxas de juros para fazer o país crescer - disse Meirelles ontem à noite durante evento na Câmara Americana de Comércio (AmCham), em São Paulo”.  

 

Entenda como nasceram as Políticas, Monetária, Cambial e Fiscal e faça as suas conclusões.

No curso do século 19, o sistema monetário internacional passou do bimetalismo (ouro e prata) para o monometalismo, o padrão-ouro. A libra, o dólar, o marco, o franco e todas as unidades monetárias dos países civilizados eram meras denominações de certas quantidades de ouro.

As notas e os depósitos bancários eram resgatáveis à vista, ou seja, tinham que ser convertidos em ouro a qualquer tempo. Qualquer cidadão, se assim preferisse, poderia trocar notas de dez dólares pelo seu equivalente em ouro.

As implicações dessa soberania popular no sistema monetário eram muito importantes. A oferta de moeda na economia mundial era regulada pelo mercado e não pelos políticos e suas “equipes econômicas”.

Só haveria mais dinheiro quando se gastasse menos ouro nas atividades de mineração do que fosse possível extrair das minas.

Quem não estava nada satisfeito com esse arranjo eram os bancos, e, principalmente, os governos. Os bancos queriam emprestar a juros além de suas reservas em ouro, e, criar dinheiro do nada com uma simples penada contábil.

Os políticos desejavam assumir o controle total da moeda e do sistema financeiro, adquirindo o poder de criar dinheiro à vontade e distribuí-lo aos grupos de interesse de sua preferência, bem como tributar sem controle parlamentar e popular através da inflação.

A capacidade de inflacionar dos bancos, contudo, era limitada, vez que estender demais o passivo em relação às reservas era um convite à desconfiança dos correntistas e à consequente corrida contra o banco e a bancarrota.

Os governos, porém, dispondo do monopólio da força, dos tribunais e da polícia, gozam de ampla margem de manobra inflacionista.

Do conluio entre os políticos e os bancos surgiram muito cedo os bancos centrais estatais, com seus monopólios de emissão de notas com curso forçado, seu poder de suspender a conversibilidade da moeda em ouro, de suspender os pagamentos, de concentrar as reservas de todos os bancos particulares e permitir-lhes a expansão do crédito em regime de reservas fracionais sob a cobertura do governo.

A Primeira Guerra foi um presente dos céus para a conspiração política contra o controle popular do dinheiro. Todos os governos beligerantes suspenderam a conversibilidade da moeda e recorreram à inflação, ao invés da tributação direta e aberta, para financiar suas respectivas e vastas despesas bélicas.

Esse era o estado da questão quando Keynes publicou seu primeiro livro “sério” de teoria econômica, Tract on the Monetary Reform, de 1923. A idéia central desse livro era que o padrão-ouro deveria ser abandonado de uma vez por todas e que o controle da quantidade de moeda na economia deveria ser confiado aos bons ofícios dos políticos, essas almas puras inteiramente dedicadas ao bem comum, que se encarregariam de zelar pela estabilidade da moeda e do “nível geral de preços”.

Um a um, todos os governos abandonaram para sempre o lastro em ouro, recorreram à inflação e às desvalorizações da moeda, ergueram barreiras intransponíveis ao comércio internacional. Nada funcionava. A desintegração das relações internacionais acabou em mais uma guerra mundial.

Hoje todos os governos e os seus Bancos, gozam da prerrogativa de fazer aquilo que proíbem sob as mais severas penas aos particulares: falsificar dinheiro.

Todas essas estruturas terão de ser fundamentalmente alteradas, não porque sejam inerentemente ruins, nem porque sejam controladas por essa ou aquela classe ou grupo. Mas porque são, cada vez mais, inoperantes. Não se adaptam mais às necessidades de um mundo radicalmente mudado.

Mas, é chegada a hora de imaginarmos alternativas completamente novas, de discutir, discordar, debater e projetar, a partir dos alicerces, a arquitetura democrática de amanhã. Diferente do que temos hoje e, talvez, infinitamente melhor.

CONHECIMENTO ESSENCIAL

15 15UTC março 15UTC 2009

…imprescindível à sobrevivência tanto econômica quanto ecológica.

O conhecimento essencial pelo fato de reduzir a necessidade de matérias-primas, mão-de-obra, tempo, espaço, capital e outros insumos, tornou-se o substituto máximo – a fonte essencial de recursos de uma economia avançada de terceiro milênio.

E, precisamente por isso, o seu valor não tem limite.

O conhecimento essencial constitui uma “ameaça” maior a longo prazo para o poder financeiro, do que o trabalho organizado ou partidos políticos anticapitalistas.

Toda essa crise histérica do capital que estamos presenciando, é apenas uma tentativa de revalorizar a sua importância. Pois, relativamente falando, a revolução do conhecimento essencial está reduzindo a necessidade de capital por unidade de exsumo em uma economia que privilegia o capital.

Nada poderia ser mais revolucionário.

O conhecimento essencial também leva à criação de materiais totalmente novos, variando de componentes de aviões a produtos biológicos, e aumenta a nossa capacidade de substituir um material por outro. Conhecimentos mais profundos permitem, hoje, originar materiais sob medida, em nível molecular, para produzir as características térmicas, elétricas ou mecânicas desejadas.

Para algumas commodities é preciso que se diga que a única razão pela qual transportamos grandes quantidades de matérias-primas como bauxita, níquel ou cobre pelo planeta é a de que, apesar de dispormos do conhecimento essencial, ainda não queremos converter as matérias locais em substitutos usáveis.

Devemos nos preparar para cortes drásticos nos custos de transportes e de fabricação. O conhecimento essencial é substituto tanto para recursos quanto para transportes.

O mesmo se aplica à energia. Nada explica melhor a mudança drástica das matrizes energéticas dos países que ocorrerá pelo conhecimento do que as recentes rupturas da supercondutibilidade que, com dispêndio mínimo, diminui a quantidade de energia que atualmente precisa ser transmitida para cada unidade de produção.

 

 Além de substituir materiais, transporte e energia, o conhecimento essencial também economiza tempo.

O tempo na realidade permanece um insumo oculto. Especialmente quando se acelera a mudança, a capacidade de encurtar o tempo – por exemplo, comunicando-se rapidamente ou lançando com presteza novos produtos no mercado – isso pode determinar a diferença entre lucro e prejuízo.

Para compreender as extraordinárias mudanças que já ocorreram, e para antecipar as mudanças ainda mais dramáticas que vêm pela frente, precisamos refletir sobre as principais características da economia essencial do terceiro milênio.

Na economia fundamental do século passado, terra, trabalho, matérias-primas e capital foram os principais fatores de produção. O conhecimento é agora o recurso de produção fundamental da Economia Essencial do Terceiro Milênio, tornando possível reduzir todos os demais insumos usados para criar riqueza.

Mas o conceito de “Conhecimento Essencial” como o substituto máximo, ainda não foi assimilado. A maioria dos economistas, contadores, políticos, empreendedores e detentores do poder atual, estão aturdidos com essa idéia e tende a protelar a sua aceitação porque ela é difícil de ser quantificada.

O que torna a economia do Terceiro milênio revolucionária é o fato de ser o conhecimento essencial um recurso inexaurível, enquanto terra, trabalho, matérias-primas e capital podem ser considerados recursos finitos e manipuláveis por grupos de poder.

Ao contrário de um alto-forno ou de uma linha de montagem, o conhecimento essencial pode ser usado por todas as empresas ao mesmo tempo. E elas podem usá-lo para gerar mais conhecimento essencial.

Por conseguinte, teorias da economia do século passado baseadas em insumos finitos, esgotáveis não se aplicam as economias do Terceiro Milênio.

Economias de escala são frequentemente esmagadas por deseconomias de complexidade. As coisas escapam pelas rachaduras. Os problemas proliferam, anulando qualquer possível vantagem da massificação. A velha idéia de que o maior é necessariamente o melhor torna-se cada vez mais uma falácia.

 

 

Hoje em dia, os mercados, as tecnologias e as necessidades dos consumidores mudam tão rapidamente e exercem pressões tão variadas sobre as organizações, que a uniformidade burocrática estará sendo abolida em muito pouco tempo.

Estruturas relativamente padronizadas darão lugar a empresas orgânicas, equipes de projetos ad hoc, centros de desenvolvimento de conhecimento essencial  integrados, além das fronteiras nacionais. Uma vez que os mercados mudam constantemente, a posição será menos importante do que a flexibilidade e a capacidade de manobra.

Para adaptarem-se às mudanças vertiginosas, as empresas estão apressadas em desmontar as suas estruturas burocráticas do século passado que mantém organogramas piramidais, monolíticas e burocráticas.

Esse novo sistema, embora ainda não tenha sido completado, representa a mais importante mudança isolada na economia global desde a disseminação de fábricas provocada pela revolução industrial.

Infelizmente, grande parte do pensamento econômico não acompanhou esse passo à frente e vem lutando com todas as forças para manter posições de poder a qualquer custo. Mas uma coisa é insofismável, é o conhecimento essencial que aciona a economia, não a economia que aciona o conhecimento essencial.

As sociedades, entretanto, não são máquinas e muito menos bolsas de pseudo-valôres com seus bancos financiadores e muito menos seus computadores. Elas não podem ser meramente reduzidas a hardware e software, base e superestrutura.

Um modelo mais pertinente as retrataria como organismos consistindo em muitos elementos, todos interligados a circuitos de feedback imensamente complexos e em constante processo de modificação.

À medida que a complexidade aumenta, o conhecimento essencial torna-se mais imprescindível à sobrevivência tanto econômica quanto ecológica.

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