GESTÃO DO CONHECIMENTO

Um futuro diferente do passado.

O TRIUNFO DO INDIVÍDUO

24 24UTC junho 24UTC 2011

Nunca as pessoas foram tão poderosas. Elas podem alavancar mais mudanças do que muitas instituições. São pessoas que criam obras de arte, têm visões de novos negócios, apostam neles, inspiram colegas de trabalho a serem bem sucedidos, emigram para um novo país, experimentam uma espiritualidade transcendente. Mudanças globais têm suas raízes na integridade, comprometimento e ação de indivíduos.

 

Esta é a era do triunfo da responsabilidade individual sobre a anonimidade do coletivo. Dentro de estruturas coletivas – religiões organizadas, sindicatos, partidos políticos, grandes empresas, governos – as pessoas encontram oportunidades de fugir de responsabilidade, abrigando-se sob o manto da burocracia. Quando o indivíduo passa a ser a célula detentora do poder, essa possibilidade deixa de existir.

 

O individualismo atual não é, contudo, um sinônimo de egoísmo. É muito mais do que a necessidade de satisfazer os próprios desejos. É o reconhecimento de que somente o indivíduo, na busca da satisfação de suas necessidades pessoais de realização (na arte, nos negócios, na ciência), pode satisfazer às necessidades da comunidade.

 

O indivíduo consciente do contexto social amplo em que vive e do papel que desempenha contribui para a comunidade, especialmente quando é recompensado de forma justa por seu esforço.

 

Indivíduos poderosos não existem isolados. Indivíduos livremente associados produzem uma comunidade. E em comunidades construídas dessa forma, não há lugar para esconder-se; todos se tornam responsáveis.

 

Em um nível mais elevado, cada indivíduo faz parte de uma comunidade última: a humanidade. Na medida em que se caminha em direção da construção do terceiro milênio, é cada vez mais importante que cada indivíduo seja responsável pela comunidade global, pela humanidade como um todo. É a globalização do interesse pelas pessoas que promoverá ações em prol do bem-estar de todos e não apenas de pessoas da própria cidade ou país.

 

O PROBLEMA DA ESTABILIDADE MONETÁRIA (I)

30 30UTC maio 30UTC 2011

 

A biologia, concebida como guiada pela lei de Deus e como expressão de Sua vontade e pensamento, abraça também todos os fenômenos da vida, desde o moral, intelectual e espiritual, até ao social, histórico e econômico, num monismo absoluto. Assim também o mundo econômico, mesmo no seu caso monetário particular, está ligado ao todo, é reduzível à unidade universal.

O primeiro fenômeno que nos aparece na economia política é o da oferta e da procura. É ele regido pela lei do mínimo meio. Assim como, pela lei da gravidade, o que menos pesa sobrenada, e o que pesa mais afunda-se, assim por esta lei, o que escasseia é valorizado, procurado, e sobressai e flutua sobre as outras coisas; ao passo que o que é abundante e exuberante, é pouco valorizado e afunda-se.

 Mas o fenômeno é também regido pelo princípio geral vigente em nosso plano evolutivo, da luta pela seleção do mais forte, o qual assume em seu aspecto demográfico e bélico a forma de luta armada (guerra) pela conquista do espaço vital, e em seu aspecto econômico a forma da oferta e da procura. Mas só em aparência elas se apresentam com roupagem pacífica.

Se os economistas no-las representam em equilíbrio, como uma balança, na realidade eles são o resultado de uma guerra baseada num egoísmo desencadeado. Na prática, a oferta é o ato com que se busca satisfazer a uma necessidade ou procura, quando, no mundo civilizado, não é mais preciso recorrer à forma primitiva de agressão a mão armada ou ao furto.

 É forma mais evoluída que as outras, imposta, num estado de ordem, para aquisição dos bens, em que somos constrangidos a reconhecer um direito igual em nosso próximo (inimigo, porque rival na procura dos bens). A procura é a busca declarada e direta da satisfação do desejo ou necessidade própria, tentando combinar essa procura com a oferta, mas também tentando aproveitar para vantagem própria todas as fraquezas e necessidades do ofertante.

Embora apresentem os economistas o problema em forma de equilíbrio, em que se contrabalancem os dois impulsos, por trás de suas fórmulas há sempre a mesma realidade biológica que observamos em todos os fenômenos. Revela-nos ela a dura face da luta desapiedada entre egoísmos opostos, na qual cada um deles procura desfrutar, espremer e esmagar o outro para vantagem sua.

Permanece a luta no terreno da posse dos bens, a fim de se poder adquirir o máximo em quantidade e qualidade ou valor, dando em troca o mínimo.

A balança da procura não é igual à da oferta e ao contrário: mas para cada uma das duas partes, a medida “justa” pretende ser esta: tudo para mim, nada para o outro. Na luta, constrangidas pela necessidade de chegar à troca, a fim de satisfazer às próprias necessidades, devem, sem dúvida, as duas partes encontrar-se num ponto intermédio; mas este não é o da justiça equitativa: é apenas o resultante do encontro de duas forças opostas, das quais a mais forte vence a outra, fazendo a balança pender para seu lado.

Esta é a justiça econômica, que vale tanto quanto a justiça bélica ou a política, e assim por diante, em que o mais forte tem razão e estabelece e impõe a justiça para sua vantagem. Assim, a procura põe a mão no prato da balança da oferta e ao contrário.

Por isso, quando a oferta abunda em relação à procura, desvaloriza-se o produto oferecido, porque a procura oferece uma compensação sempre menor correspondente ao crescimento da oferta, aproveitando a abundância do produto e a necessidade que tem o inimigo de dar-lhe saída, para obter a mercadoria a um preço de troca sempre menor.

Por isso, quando aumenta a procura, a oferta aproveita a necessidade e a carência do requisitante, para pedir um preço sempre mais alto, e então o produto oferecido se valoriza. Por isso, também no caso mais simples de troca direta de mercadorias, sem intermediário da moeda, temos para essa luta uma instabilidade de valores ou preços, isto é, o germe das crises econômicas e monetárias, dependendo tudo da estrutura psicológica do animal humano.

É precisamente esse regime de luta, derivado de tal estrutura, a primeira fonte das crises econômicas e da instabilidade monetária. Equilíbrios instáveis. Mas não pode obter-se melhor resultado de uma máquina baseada sobre o egoísmo, e, portanto sobre o encontro de egoísmo, do qual só pode sair vencedor o mais forte.

Baseia-se no nosso atual mundo na falta de reconhecimento das necessidades e direitos do próximo. Não se apoia a sociedade humana numa colaboração harmônica, como deveria ocorrer entre células de um mesmo organismo, mas fundamenta-se na luta entre células, atentas a suprimir-se, para que a mais forte esmague a mais fraca. Isto ocasiona um atrito que a coletividade deve pagar à sua custa.

Assim, querendo cada um vencer para si, age de modo a que todos concordemente percam em parte, ou seja, devam pagar uma taxa comum, uma percentagem de perdas ou consumo para a luta comum de todos contra todos. E isto é absurdo. Mas, no grau atual da evolução, o homem não consegue proceder com mais inteligência.

O organismo social só pode achar a linha de maior rendimento na colaboração, baseada na honestidade e na confiança, filhas de um altruísmo não teórico e vão, mas inteligente e utilitário.

Ora, neste nosso mundo nada disto se pratica e por isso a máquina social funciona com esforço, sem nenhuma consciência coletiva, nem mesmo a que já alcançaram algumas sociedade de insetos, como as abelhas, as formigas, etc. E quando funciona um pouco, é um funcionamento forçado, porque só a imposição de um governo consegue obrigá-la a isso.

Está tudo desgastado e esmagado pelo peso da desconfiança e da contínua resistência do indivíduo contra o interesse coletivo. O egoísmo fecha e divide, sufocando a vida, enquanto o mundo necessita sempre mais de estradas abertas por onde circule, já que a troca é, de natureza, útil e fecunda.

Acontece então que o Estado deve onerar-se com custosa e embaraçosa burocracia, para que tudo seja controlado. Torna-se esta, então, uma odiosa caçadora de transgressores, e os governantes tornam-se inimigos do povo. E surge aquele natural e universal antagonismo entre o Estado e o indivíduo, sempre em luta entre si, como ocorre entre empregados e patrões. Então precisam os governos armar um exército, para manter-se de pé. E assim por diante. E então grande parte da produção, do trabalho, dos bens da nação, precisam ser usados com esse fim, e subtraídos ao gozo de todos.

Em cada anel da cadeia das trocas, que vai do produtor ao consumidor, ninguém procura dar frutos para todos, tornando-se útil à função que exerce: antes, procura explorar todos, impondo, a preço de extorsão, a todos os outros, a sua função, só porque esta serve a ele, embora para a coletividade seja prejuízo.

Assim, o que parece uma graciosa oferta do comerciante, nos negócios, às vezes é apenas uma luta para arrancar do cliente a maior quantidade possível de dinheiro, com uma mercadoria tomada ao produtor pelo mínimo preço possível. Nada produzindo de seu, torna-se ele indispensável a ambos, procurando tirar de ambos todas as vantagens. Estas, se aumenta a produção, são primeiro absorvidas pelo comerciante, sem que atinjam o consumidor; e se a procura aumenta, pode fazer subir o preço, sem que o produtor sinta a vantagem.

Por sua vez, preocupa-se o produtor em satisfazer às necessidades dos outros somente enquanto isto corresponde a seu desejo de lucro. Ele então explora os gostos pervertidos e também os vícios (como a imprensa, que divulga fatos criminais e, em alguns Estados, onde o governo tem monopólio do tabaco, a propaganda que difunde o hábito de fumar).

Estabelecida, portanto, certa produção, atento apenas a satisfazer a seu interesse de vender e embolsar, o produtor é arrastado a conquistar, a qualquer custo, o seu cliente. Nasce então uma propaganda fictícia, dirigida a criar novos gostos, inúteis, com o único fito de dar saída aos produtos, aproveitando-se da sugestionabilidade das massas. É um assalto à boa fé dos simples.

E quanto menos vale o produto, maiores despesas de propaganda pode certamente suportar e portanto mais apto está a invadir o mercado. Mas assim ficou assegurado o cliente.

Assim, a oferta sabe fabricar a procura, de que tem necessidade, e fica assegurada a saída da produção. Tal é a natureza humana, pela qual o médico tende a fabricar os doentes de que precisa, por vezes até aplicando tratamentos e operações cirúrgicas inteiramente desnecessárias e inúteis.

Assim, os ministros de qualquer religião são levados a criar par si mesmos o rebanho dos fiéis ou prosélitos, que justifiquem sua posição ou presença. É sempre o mesmo egoísmo e luta para viver que leva o homem, não a oferecer suas capacidades para a utilidade coletiva, mas a impor-lhe a própria utilidade exclusiva individual. Por isso, tudo se torna um perigo nas mãos dos homens.

No entanto, o erro consiste em acreditar que este seja apenas um dano para o vizinho, e não o próprio, quando este é um dano para todos.

Tanto nos países livres como nas ditaduras, a realidade biológica, feita de luta desapiedada de todos contra todos, é sempre a mesma. Em qualquer parte o peixe maior come o menor, o mais forte esmaga o mais fraco. A mesma coisa é feita em nome dos princípios e ideais mais diferentes. Por vezes pode reduzir-se a liberdade para os mais fracos, os vencidos, apenas à liberdade de morrer de fome.

São gigantescas e tremendas coligações de interesses que regem o mundo. Acusa-se justamente o comunismo de explorar os instintos rapaces das massas, mas isto prova que as massas já tem esses instintos em sua alma. Eis uma qualidade em que, tanto no alto como em baixo, muitos homens são verdadeiramente iguais. Eis onde está a igualdade humana para todas as raças: ilimitada cobiça.

E no entanto, é possível, no mundo econômico, morrer não de fome, mas também de indigestão. Quando caminhamos com tais métodos, o próprio aumento da produção deveria produzir abundância e bem estar, oferecendo tudo a menor preço, aumentando o consumo e elevando o nível de vida.

Mas então a mercadoria se desvaloriza, valoriza-se e desaparece a moeda, e os produtores, para salvar-se da queda dos preços, não produzem mais. Então, para elevar os preços, eles chegam a queimar a mercadoria. E assim, com o sistema do egoísmo e da avidez, chega-se ao absurdo, isto é, que enriquecer com maiores bens mediante o trabalho não é uma vantagem, mas um prejuízo. Não se chega então ao bem estar, mas à crise. E, no entanto, não nos damos conta de quanto isto seja providencial.

Se as leis da vida tendem a nivelar o homem mais num plano de miséria que de riquezas, acontece isto como conseqüência automática da psicologia de abuso que rege o mundo econômico; e é um bem, porque esse homem não deve possuir o poder econômico, dado que só saberia fazer dele péssimo uso, em seu prejuízo.

 

A ESCASSEZ DE LIDERANÇA

24 24UTC maio 24UTC 2011

“Vive-se atualmente uma crise de liderança…”. Hoje em dia é freqüente ouvir frases semelhantes a essa nos mais diferentes círculos, tanto em referência a organizações como ao próprio país.

 

Mas, o que exatamente as pessoas querem dizer com isso? Que há uma “falta crônica” de direção e que as pessoas não sabem para onde ir? Que há burocratas em pontos-chave onde líderes verdadeiros seriam essenciais? Que há menos líderes do que seria necessário – uma escassez generalizada de “pessoas com liderança”?

 

Ou essa sensação de falta de liderança seria resultado de alienação, de falta de envolvimento, de ausência de iniciativa, de passividade generalizada, que fazem as pessoas precisarem de alguém que as guie e conduza praticamente “pela mão”? Quem seriam os burocratas senão pessoas não envolvidas com o objetivo maior subjacente àquilo que executam “cega e mecanicamente”?

 

Há falta de líderes ou, na verdade, há excesso deles que, porém, usam sua força não para conduzir o grupo à consecução dos objetivos institucionais, mas à realização de objetivos próprios – freqüentemente em direto conflito com os da empresa?

 

O problema seria o sistema educacional maior do país não direcionado à formação e desenvolvimento de líderes, mas à geração de técnicos e “subordinados”? Ou a questão seria mais básica – de que o sistema está produzindo pessoas egocentradas, pouco envolvidas com a comunidade e com os objetivos maiores da sociedade, com reflexos na postura das mesmas para com as empresas nas quais passam a trabalhar – principalmente em termos da organização? Não seria a questão da formação de pessoas íntegras e éticas algo que também está no bojo do binômio, educação e liderança?

 

Como é possível liderar em direção aos objetivos do grupo se toda a energia é canalizada à busca de oportunidades de se tirar vantagens pessoais?

 

É preciso ter líderes em todos os pontos-chave da empresa para – por meio de maior descentralização – fazer face às mudanças freqüentes no ambiente e à crescente pressão competitiva.

 

Como, porém, desenvolver uma equipe coesa de líderes se não há nobreza nos próprios objetivos da organização que dê razões fortes para maior envolvimento e identificação por parte das pessoas com potencial de liderança?

 

Quantos dos atuais “líderes” são, na verdade, pessoas que – longe de serem líderes autênticos – são meros “controladores” de pessoas por meio de uso manipulativo de poder/pressão/coerção – correspondidos, em contrapartida, por pessoas que desaprenderam seus próprios direitos e até ignoram seu próprio potencial criativo?

 

 

Quantas organizações fracassam exatamente em função da contínua deterioração da força humana da empresa causada por essa forma de dirigir pessoas?

 

Quantos líderes em potencial são abafados, sufocados e condicionados à passividade – ou mesmo expelidos da empresa pela falta de espaço e abertura para florescimento que a “liderança” inadequada acaba por gerar – num verdadeiro círculo vicioso perde-perde?

 

Por que o Egito não precisou de uma autoridade central?

14 14UTC fevereiro 14UTC 2011

Sistemas naturais distribuem inteligência para fora e rejeitam autoridade central.

 

Eles controlam de baixo para cima.

 

Sempre que algo surge “do nada”, ele surge, na verdade, da interação de partes menores que atuam sem ordens de cima para baixo.

 

Sistemas naturais atingem complexidade criando múltiplas camadas de simplicidade.

 

A complexidade é criada incrementalmente, pela somatória, ao longo do tempo, de módulos simples que podem operar independentemente.

 

Sistemas naturais não apenas mudam: eles mudam a forma de mudar. Eles se organizam em torno de regras automutantes.

 

Se as regras do jogo são definidas de baixo para cima, é provável que as forças interagentes no nível de baixo alterem as regras à medida que o jogo avança.

 

Sistemas naturais sobrevivem pelo encorajamento da diversidade, da excentricidade e da instabilidade.

 

 Eles maximizam os casos extremos.

 

Uma entidade heterogênea e diversa pode adaptar-se ao mundo através de mil pequenas minirrevoluções diárias.

 

Sistemas naturais buscam persistentemente o desequilíbrio, ainda que sejam estáveis, eles não apenas gerenciam mudanças – eles a encorajam. 

 

Uma boa criação é como o jazz: ela deve equilibrar uma fórmula estável com notas “destoantes” freqüentes.

 

Sistemas biológicos são adaptáveis, desenvolvíveis, resilientes e capazes de gerar inovação perpétua – exatamente os atributos necessários para o sucesso sustentado na Nova Economia.

 

Por isso, são o modelo ideal para as organizações e os nossos governos.

 

O nosso desafio é apreciar os pontos fortes dos sistemas naturais e projetar organizações e governos que adotem sua lógica.

 

Esse novo sistema, embora ainda não tenha sido completado, representa a mais importante mudança isolada na economia global desde a disseminação de fábricas provocada pela revolução industrial.

 

Infelizmente, grande parte do pensamento econômico não acompanhou esse passo à frente e vem lutando com todas as forças para manter posições de poder a qualquer custo. Mas uma coisa é insofismável, é o conhecimento que aciona a economia, não a economia que aciona o conhecimento.

 

Um modelo mais pertinente as retrataria como organismos consistindo em muitos elementos, todos interligados a circuitos de feedback imensamente complexos e em constante processo de modificação.

 

À medida que a complexidade aumenta, o conhecimento torna-se mais imprescindível à sobrevivência tanto econômica quanto ecológica.

 

Dilma propõe e Bill Gates faz.

2 02UTC fevereiro 02UTC 2011

…criar autossuficiência econômica não é apenas um ato de humanidade, mas um bom investimento financeiro. Afirmou Bill Gates.

 

A presidente Dilma Rousseff reafirmou nesta quarta-feira 02 de fevereiro, na mensagem do governo ao Congresso Nacional, o compromisso que havia assumido no discurso de posse: o de erradicar a miséria. Ela conclamou os governantes municipais e estaduais a se unirem em um "pacto de avanço social" para eliminar a miséria. Mas ressalvou que a missão não se restringe ao governo. "É uma missão de todos os brasileiros", afirmou.

 

O fundador da Microsoft, Bill Gates, disse nesta segunda-feira 01 de fevereiro que ajudar a população pobre com medicina preventiva, remédios, vacinas e meios de criar autossuficiência econômica não é apenas um ato de humanidade, mas um bom investimento financeiro.

 

Segundo ele, assim é possível poupar dinheiro para a educação das crianças e sua futura contribuição para a sociedade, evitando mais empobrecimento das famílias carentes.

 

Gates afirmou que se sente responsável em assumir a defesa da população pobre do mundo por meio de sua fundação filantrópica Bill & Melinda Gates, uma vez que a população carente será a mais prejudicada com os cortes em contribuições assistenciais que os governos vêm fazendo por causa do aperto econômico.

 

Em carta, o bilionário afirmou que de 1994 a 2009 a fundação fez doações US$ 23,9 bilhões a programas filantrópicos em todo o mundo.

 

O “populismo” continua a ser nas mãos dos politiqueiros, o mais sórdido dos instrumentos de manipulação. 

 

O parque empresarial nacional está fora do jogo mundial.

17 17UTC janeiro 17UTC 2011

…falta uma Elite de Gestão no Brasil.

A empresa é um “pedaço” da sociedade, reproduzindo as contradições do seu entorno, um subsistema do mundo e do Brasil. Neste sentido, pergunta-se: Como está posicionado o parque empresarial brasileiro na competição globalizada e cruel nesse desafio do século XXI?

Antes de responder a esta interrogação, cabe afirmar: Neste século, apenas quatro empresas irão sobreviver. As donas do planeta (gigantes multinacionais e globais), quem trabalha para elas, as líderes em nichos de mercado e quem não se encaixa numa das três alternativas, vai vender caldo de cana, pipoca, etc.

Ademais, entre elas, a competição será crescentemente acirrada, ficando em pé somente as melhores, as excelentes, aquelas dotadas de uma “elite de gestão”, de uma governança corporativa refinada, dedicada a estratégia da empresa e a avaliação criteriosa do desempenho da diretoria.

A briga no meio das proprietárias do planeta é sanguinária. A Nissan, por exemplo, recém organizada, está amedrontando as fábricas de automóveis de grande porte, como a Ford, GM, etc. As que trabalham para esses gigantes não têm o direito de cometer uma falha. Se um fabricante de um pára-lama de um carro qualquer, atrasar um minuto na entrega da mercadoria ou apresentar um mínimo de defeito no produto, um “gerentinho” de quinta categoria rescinde o contrato, levando a fornecedora à falência.

A empresa líder de um determinado mercado, por exemplo, uma pousada de beirada de praia, tem a obrigação de ser a melhor, sob pena de ser destronada pela concorrência. Não interessa onde a pousada está localizada.

E, até o indivíduo dedicado a comercialização de caldo de cana, precisa ser, também, o melhor. Possuir uma Kombi nova (e não um carro velho descascado), ter excelente matéria prima, rigoroso controle de qualidade, um produto - o Caldo - delicioso, feito na hora, sinônimo de saúde, emitir nota fiscal, enfim, mesmo nas atividades simples, o século XXI, não permitirá a improvisação, a aventura, a ganância em somente faturar.

Diante desse cenário de agressiva competição, o parque empresarial nacional está fora do jogo. Basta examinar o elevado índice de morbidade nos negócios, clientes, empregados, a sociedade, todos os públicos ligados ao empreendimento insatisfeitos com produtos e, principalmente, com os serviços de nossas empresas. Mas, consumindo.

Essa inferioridade tem causas remotas e atuais. Sobre algumas delas, iremos refletir aqui.

A atividade empresarial tem três impulsionadores, responsáveis pelo sucesso ou derrocada, apesar de o êxito ou fracasso não dependerem unicamente deles: O empreendedor, o empresário e o executivo.

Eles são decisivos na continuidade ou desaparecimento dos empreendimentos, principalmente pelos estilos de conduzir as organizações. Feliz a nação, possuidora de competentes homens de negócios, de executivos civilizados e profissionais, de empreendedores lúcidos, visão de longo prazo, fundando empresas com fundamentos duradouros e empresários com grandeza de espírito e que proporciona a eles motivações e, acima de tudo, condições de trabalho.

Mas, então, por que o Brasil, com empreendedores talentosos, riquíssimo em recursos, de apetitoso mercado, ostenta um alarmante índice de mortandade de empresas e um elevado número de organizações com baixo desempenho?

Há um conjunto de fatores explicando essas distorções, mas, o predominante é a deficiente, precária, amadora, improvisada, aventureira administração do parque empresarial do País, incluindo-se aqui, o desastre da administração pública. Os três - empreendedor, empresário e executivo - estão ligados pelo esforço de criar, desenvolver, tocar projetos e dar continuidade aos investimentos. Mas não se entendem na gestão rumo a continuidade.

O empreendedor e o empresário não têm aptidão para administrar e, como conseqüência, não sabem gerir os empreendimentos. Não é o forte deles. O pioneiro adora explorar oportunidades, é ousado, criativo, porém, frustra-se gerenciando.

O empresário aloca (ou deveria alocar) sua agenda no ambiente externo, cultivando o relacionamento com a sociedade, mantendo-se antenado com os sinais da conjuntura, observando a concorrência, localizando talentos nas universidades e em outros lugares, estudando as políticas públicas, as relações internacionais.

Enterrado no escritório, engolfado em detalhes, cuidando de picuinhas, ouvindo diretores fofoqueiros, ele não é empresário. Bill Gates sempre afirmava dedicar 10% do tempo a “Microsoft” e o restante as coisas sérias, daí estar sempre circulando pelo mundo, convivendo com culturas diferenciadas, lendo muito, trocando idéias com pessoas notáveis, bastante longe da rotina alienante do dia a dia de uma empresa ou grupo empresarial.

O lugar de empresário não é dentro da organização. É no ambiente externo, onde ocorrem as ameaças e oportunidades aos investimentos. Então, a administração ficaria com os executivos profissionais de altíssimo talento. Isso não ocorre, mormente nas empresas familiares, porque os acionistas, mesmo não administrando, não permite aos gestores cumprir suas tarefas com critério e autonomia.

Diretores e gerentes dedicam-se mais aos “donos” do que às empresas, vivendo um ritual de auto-engano se movimentando de forma inútil, atrapalhando o andamento do negócio, aborrecendo os funcionários e externando uma falsa imagem de que são executivos, na verdade, todos “comprados” pelas mordomias oferecidas pelos acionistas. Uma forma discreta de escravidão e dependência aos patrões.

Adicionado a uma falta de elite de gestão, convém agregar outro fator pela inferioridade da empresa nacional frente à competição globalizada.

O governo dificulta a vida do empresário, o Brasil não é capitalista, quando muito, hospeda espertos em ganhar dinheiro, fruto de uma herança desde o descobrimento. Portanto, o ponto de partida para colocar o parque empresarial tupiniquim no patamar das nações competitivas é se reverter a cultura política vulgar (voltada aos interesses próprios), implantar outro padrão governamental, combater o anti-capitalismo e realizar a sucessão da atual geração de empreendedores, notadamente de empresários e, sobretudo, a formação e desenvolvimento de uma Elite de Gestão, tanto no campo privado como na administração pública.

O executivo será o herói do século XXI. Vide a Nissan, recuperada, vitoriosa e competitiva, graças ao trabalho eficaz de seu CEO (Presidente Executivo), o brasileiro Carlos Ghosn. Para isso os acionistas japoneses deram total liberdade para ele explodir seu potencial, desejo de auto-realização, implementando o plano de recuperação da dita empresa, tornando-se um super executivo mundial.

 

Brasil a economia mais estatizada do planeta.

24 24UTC novembro 24UTC 2010

Em média, no Brasil, os tributos representam 40% dos preços dos produtos. Para formar os preços precisamos incluir os juros que são pagos na produção do bem ou serviço, além de toda a mão de obra necessária e os seus impostos absurdos.

O presidente do BNDES nos informa que: “…atualmente, o BNDES concentra praticamente todo o financiamento para empresas e indústria no Brasil, modelo que é insustentável”. Para ele, é “imperioso” que haja um modelo de financiamento privado voluntário. Oito anos depois.
 
Por que o “empresário” brasileiro vai se auto-financiar, se ele pode legalmente, ser sócio do governo e seus Bancos, na sua loucura populista e pseudo-desenvolvimentista. Qual conselho de administração aprovaria o modelo de financiamento privado voluntário?
 
Coutinho ainda nos diz; ”o que estamos propondo é uma agenda progressiva de médio prazo numa expectativa de que em três quatro anos possamos vir a ter um sistema de financiamento privado, crescente, robusto, capacitado para atender a capacidade de financiamento no Brasil. Não está no radar nenhum atropelo à poupança, ao contrário”.
 
Fico com a sensação que somos todos palhaços do rico e falido “circo financeiro”. Único e exclusivo bem da economia mais estatizada do planeta.

Precisamos acabar com a aparência de que a economia vai bem

20 20UTC novembro 20UTC 2010

 …a indústria diz que Brasil pula etapa e vê risco de recessão

O Brasil está pulando uma etapa econômica. Segundo economistas, o País se encontra em processo de desindustrialização sem, no entanto, atingir um patamar de renda per capita que sustente uma economia pós-industrial, baseada em serviços que gerem renda e emprego para os brasileiros, como ocorre em países avançados.
 
O alerta tem sido emitido pela Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) que não acredita no crescimento sustentável da economia nacional tal como se encontra hoje. De acordo com Rogério Gianetti, diretor do departamento de Relações Internacionais e de Comércio Exterior da entidade, a velocidade de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) nacional deve diminuir. “Em dois ou três anos podemos ter recessão se essa tendência se mantiver”, afirmou.
 
A projeção do Departamento de Pesquisas e Estudos Econômicos da Fiesp indica que a participação da indústria no PIB nacional será de 15,9% em 2010, sendo que em 1985 o percentual era de 27,2%, em tendência de queda desde então, segundo dados da entidade.
 
“Nos Estados Unidos, a participação da indústria é de 14%. No Reino Unido, de 13%. No Japão, a indústria representava 20% do PIB no pós-guerra. A Coreia tem cerca de 20% do produto (PIB) proveniente da indústria. A China, por volta de 40%”, aponta Paulo Francini, diretor do Departamento de Pesquisas e Estudos Econômicos (Depecon) da Fiesp.
 
Para Rogério César de Souza, economista-chefe do Instituto de Estudos para o Desenvolvimento Industrial (Iedi), a atual renda média do brasileiro não sustenta uma economia baseada em serviços e, sem indústria, a economia perde seu motor e tende à estagnação.
 
“Quando a renda per capita é alta, vamos mais ao cinema, cortar o cabelo, ao restaurante, à lanchonete e isso tudo é serviço. Mas a renda per capita do Brasil é três ou quatro vezes menor do que de países como Alemanha, EUA e Japão, o peso do serviço na economia não é condizente com esse dado”, explica Souza.
 
“O que acontece no caso brasileiro é que o País iniciou a redução (do peso da indústria na economia) precocemente. É como se o planador fosse solto do avião antes de alcançar a altura adequada, que seria um valor alto do PIB per capita”, avalia Francini.
 
Para Gianetti, não tomar medidas para retroceder o processo de desindustrialização é abdicar do processo de formação da economia nacional. “Não chegamos à fase pós-industrial, ainda faltam 20 ou 30 anos. Até lá, ainda teremos que colocar muito a mão na graxa para garantir renda e 3 milhões de emprego por ano necessários para absorver a PEA (população economicamente ativa)”.
 
Ganham os importados
 
A perda de competitividade da indústria nacional, que geraria esse recuo do peso na economia, pode ser verificada pelo aumento das importações e redução das exportações de manufaturas. Segundo a Fiesp, o Brasil deverá registrar déficits recordes na balança comercial de manufaturados.
 
A projeção da entidade das indústrias paulistas para 2010 é de um saldo negativo de US$ 51,9 bilhões. Para 2011, a previsão é ainda pior. Se não houver mudanças no cenário econômico nacional, o déficit comercial de manufaturados pode alcançar até US$ 80 bilhões no ano que vem.
 
“Precisamos acabar com a aparência de que a economia vai bem, de que temos uma balança superavitária em US$ 15 bilhões”, afirmou Gianetti.
 
Para o economista, o incremento nas exportações brasileiras se dá apenas pela alta do preço das commodities. “A alta da exportação de produtos agrícolas é conjuntural, pela alta do preço no mercado. Mas este é um fator extremamente volátil, que coloca a economia em risco”, disse.
 
Mas a perda de competitividade da indústria nacional não se dá apenas no mercado externo. No terceiro trimestre do ano, o consumo aparente no Brasil cresceu 12,9%, por conta dos incentivos à indústria no pior momento da crise econômica, que refletiram no incremento da demanda doméstica. Porém a indústria nacional supriu apenas 41,6% das novas necessidades de consumo, enquanto as importações abocanharam 58,4% do total.
 
As causas
 
O real valorizado em relação ao dólar é hoje o principal fator para a perda de competitividade da indústria nacional, na opinião de Souza, do IEDI. A isso, a Fiesp ainda soma a contenção por parte do governo de créditos tributários das exportações, o custo da logística no País e a guerra tributaria entre Estados, que acaba por favorecer empresas importadoras.
 
“O governo deve US$ 40 bilhões em créditos tributários aos exportadores. Ele está usando isso para se financiar. Isso é apropriação indevida. É preciso saber quando eles vão pagar”, disse Gianetti.
As soluções
 
Para estancar o processo de desindustrialização da economia nacional, a Fiesp defende o que chamou de “vacina tríplice”.
Em primeiro lugar é necessário “espantar o capital especulativo”. Segundo a entidade, o câmbio não condiz com a economia real e apenas estimulando certa insegurança no mercado financeiro será possível conter a alta do real.
Para alcançar esse objetivo, a Fiesp recomenda a elevação do prazo mínimo para manutenção do investimento - de 30 para 180 dias - e o estímulo à volatilidade. “Queremos que o especulador fique com medo e retire o investimento, para que o câmbio possa se aproximar do que seria na economia real. Em minha opinião, a taxa de equilíbrio seria em dois (dólar a R$ 2)”, avaliou Gianetti.
 
Em relação ao acúmulo de crédito tributário, a Fiesp sugere uma força tarefa no governo para sua devolução, além da criação de um sistema informatizado para devolução automática dos créditos. Dessa forma, as empresas exportadoras voltariam a ter capital de giro e para investimentos.
 
O fim da guerra fiscal entre os Estados, a redução do imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) de 12% para 4% e a desoneração dos investimentos em logísticas completariam a receita para a indústria nacional retomar o fôlego e ganhar participação no PIB.
 
“Queremos (os industriais) uma concorrência legítima e honesta, baseada em custos relativos. Atualmente, o câmbio distorce nossos preços relativos”, concluiu Gianetti.

Reforma tributária: a verdadeira revolução social

17 17UTC novembro 17UTC 2010

Autor: Jacques Veloso

Advogado especialista em direito tributário, foi conselheiro e presidente da Comissão de Assuntos Tributários da OAB/DF

Há décadas se discute no Brasil a reforma tributária. Inúmeros projetos já tramitaram e ainda tramitam no Congresso Nacional, ainda sem muitos avanços. O debate é sempre focado na necessidade de simplificação do sistema e na redução da carga tributária, considerada elevadíssima para o nível de desenvolvimento do país e, principalmente, dos péssimos serviços públicos ofertados à população.

Nas discussões sobre o tema, sempre se afirma que a reforma tributária é essencial para o país, a fim de gerar maior desenvolvimento econômico, emprego e outros efeitos correlatos. Ou seja, o debate é travado longe do alcance do cidadão comum, que identifica os temas descritos como de interesse exclusivo da classe empresarial ou das elites econômicas. Contudo, a verdade é que uma reforma tributária bem pensada pode significar uma verdadeira transformação social.

No sistema tributário brasileiro, a maior fatia da arrecadação, cerca de 65%, advém dos tributos sobre a produção e o consumo, aqueles incidentes na cadeia produtiva, iniciando na indústria, passando pelo atacado, chegando ao varejo e terminando no bolso do consumidor final, que arca financeiramente com o custo tributário embutido nos preços dos produtos.

Trata-se de um sistema altamente regressivo, o qual penaliza a fatia mais pobre da população, que, proporcionalmente, paga muito mais tributo no Brasil do que as classes sociais mais altas. Contudo, essa tributação injusta é indolor. A grande maioria da população brasileira ignora como funciona o sistema tributário no país e que impacto tem em sua vida, principalmente a parcela mais humilde da sociedade, que não é alcançada pela tributação direta.

Esse cidadão não é alcançado pelo IPVA, porque não possui carro; não paga IPTU, porque não tem casa; e não paga Imposto de Renda, porque a sua renda ainda está na faixa de isenção do tributo ou porque trabalha na informalidade. Assim, imagina ele que o debate sobre tributação não lhe interessa e, pior ainda, que não possui legitimidade para reclamar dos péssimos serviços públicos que lhe são ofertados, porque não contribui para o sustento desses. Entretanto, esse cidadão paga tributo em tudo que consome — o que pode levar mais de 30% da sua renda, porém de forma despercebida.

Ao fazer a compra do mês no supermercado, o contribuinte brasileiro — mesmo sem saber — pagará pesada carga tributária embutida nos preços dos produtos adquiridos. Em média, no Brasil, os tributos representam 40% dos preços dos produtos. Assim, ao pagar, por exemplo, R$ 100 numa compra de supermercado, o consumidor estaria pagando R$ 60 pelos produtos e R$ 40 a título de tributação. Imagina se o “Silva” soubesse que, ao beber uma cervejinha no fim de semana, consome uma e paga outra ao fisco. Provavelmente não aguardaria tão pacatamente por horas nas filas dos hospitais públicos.

O brasileiro precisa saber o quanto paga de tributos. Chega de ignorância! A reforma tributária, independentemente da necessidade de simplificação e redução da carga, deve trabalhar com dois pilares essenciais: primeiro, reduzir a regressividade do sistema, diminuindo o impacto financeiro da tributação sobre os preços dos produtos e possibilitando, assim, o acesso das pessoas a bens mais baratos. Segundo, que a tributação sobre produção e consumo sejam aparentes, que o cidadão saiba exatamente o quanto está pagando ao fisco em cada compra que realiza, que nós possamos ver o impacto sobre nossas vidas da imposição tributária e, assim, adquiramos consciência fiscal.

A redução do impacto fiscal sobre os preços possibilitará à população de menor renda o acesso a produtos hoje muito caros para o seu orçamento, proporcionando-lhe uma melhor qualidade de vida. Contudo, mais importante ainda é o brasileiro ter ciência do que está pagando. Acredito que, ao ter ciência de que boa parte de sua renda é destinada ao Estado por meio da tributação indireta, o “Silva” não venderá o seu voto por uma “dentadura”, pois o que ele paga ao fisco todo ano compra várias “dentaduras”.

Brasil - Essa é a nossa realidade.

1 01UTC novembro 01UTC 2010

 

Um país que, na era lulista, mostrou os músculos ao mundo, numa política externa desastrada que conspirou contra os interesses dos nossos amigos lá de fora e dos nossos empresários e contribuintes, dando força aos que nos desacreditam no cenário internacional, pois aparecemos agora nas fotos ao lado de ditadores e facínoras, como os irmãos Fidel e Raúl Castro, Mahmoud Ahmadinejad, Hugo Chávez e quejandos.

 

Parecia, há oito anos, que o velho patrimonialismo havia começado a recuar, ao ensejo da Lei de Responsabilidade Fiscal, do enxugamento da máquina pública e das privatizações, e agora voltamos a um tempo anterior a esse, temerosos e triunfantes, chorosos e risonhos, ébrios e sóbrios, que essa é a imagem cindida da sociedade brasileira nestes momentos de ressaca eleitoral.

 

Um País literalmente dividido ao meio pelos que se entregaram ao embalo dos sonhos da democracia fácil e do tudo pode porque "os que estão mandando são os representantes da alma popular", materializando, assim, a pior das éticas, a totalitária, que sagrou o princípio de que "os fins justificam os meios".

 

Sairemos ilesos desse tsunami de "retórica utópico-democrática"? Ou sucumbiremos a um chavismo à brasileira, aos cantos de sereia do núcleo marxista-leninista do petismo, que considera termos chegado à etapa definitiva de deflagração da "revolução do proletariado"?

 

O tempo dirá.

 

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